ESTRANHA SOBREVIVÊNCIA


Impôs-se-me uma lágrima e chorei...


Chorei como quem chora a própria vida!


A lágrima era o ponto de partida


Desse poeta em mim que então soltei...


 


Mais lágrimas rolaram... mais de mil,


Seguidas por mais mil que não paravam.


Fui lágrimas de mim que em mim rolavam


Até redesenhar o meu perfil...


 


Depois nasceu a vida aberta em flor


Onde antes eram lágrimas de dor


E este poeta em mim sobreviveu...


 


Ah! Como é louco e estranho o meu destino!


Sobreviver à morte de um menino


E alcançar, depois, o próprio céu!

Comentários

  1. Oh Mª João, acho que a sinusite se está a aproveitar de si. Não gosto nada de a sentir assim.
    Vem aí o solinho bom e não tarda estou aí para mais um cafezinho.
    Beijinhos

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    1. Acho que a malvada me está a comer viva :))
      Mas isto há-de passar! Tem de passar! Estou farta de tanta dor de cabeça... mas cá fico à espera do cafezinho! :)
      Bjo!

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  2. Apesar de não ter compreendido bem o soneto, espero que estas lágrimas sejam de alegria e não tristeza.
    Quanto a sinusite, também algumas vezes tenho crise. Além de tomar remédio para dor (sinutab), faço vapor com folha de eucalípto, é uma planta milagrosa.
    Será que tem aí? Se tiver... pode tentar.

    Abraço.

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    1. Sim, tem. Obrigada pelo conselho amiga!
      Ui! Fiquei sem visitar nem a quarta parte dos amigos que tencionava visitar... e o timer está a chegar ao fim...
      Bjo!

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  3. Olá minha amiga! Está lindo este soneto. Tem uma musicalidade apesar da tristeza que encerra, lindíssima e o fim é sublime. Parabéns. Gosto muito dos seus poemas amiga. Beijinhos grandes.

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    1. Obrigada, Sindarin. Devo confessar que este soneto não é "do dia". Foi escrito... sei lá... pr`aí há um ano ou mais... nestes últimos dias tenho andado miseravelmente "desinspirada" e recorri a sonetos que ainda não tinha publicado no poetaporkedeusker, mas que estavam num conjunto de "livrinhos" - folhas impressas e encapadas por mim - com que concorri a um Prémio Literário... olha, foi há quase dois anos.
      Beijinho.

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  4. Diria que a fase desinspirada já lhe passou... ;)

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    1. Não, Talvez, ainda não passou... recorri a um soneto que fiz há quase dois anos, mas que ainda não tinha publicado e que, por milagre, ainda não tinha perdido :)) hoje vou fazer o mesmo porque continuo completamente "emperrada". Deve ser desta malvada sinusite.
      Abraço.

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  5. "E este poeta em mim sobreviveu..."E que estranho seria se assim não fosse!

    Bj*

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    1. :) Sobreviveu pois! Agora é que anda "emperradito", mas deve ser uma fase daquelas que todos os criativos têm... e depois devo confessar que ando a gastar pelo menos uma horinha por dia para jogar xadrez com o 2008... já consegui ganhar-lhe sete vezes! E hei-de ganhar mais umas tantas!
      Estranhamente o xadrez, a mim, descontrai-me muito. E faz bem.
      Abraço GDE!

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  6. Mª. João

    Lindo teu soneto. Chegam estas palavras, o resto ele diz, por ele próprio.

    E o poeta sobreviveu...

    beijo,

    Mª. Luísa

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    1. Minha querida Maria Luísa! Ontem o timer acabou por me encerrar a ligação sem que eu tivesse tempo para te fazer uma visita! Mas faço-ta hoje!
      Um abraço grande, grande!

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