NOBLESSE OBLIGE I e II
PEQUENA INTRODUÇÃO - O post de hoje nada tem a ver com os padrões a que eu ,religiosamente, venho tentando submeter este blog sobre soneto clássico. É claro que os sonetos vão estar cá, mas foram escritos apenas numa perspectiva de "noblesse oblige"... quando comecei a escrever o primeiro a única coisa que me apetecia fazer era jogar um joguinho de xadrez com o 2008, o computador... depois achei imensa graça ao primeiro e nasceu-me um segundo, mas eu não me conseguia esquecer das "tareias" que o 2008 me tinha dado sempre que eu tentara mostrar-lhe que trinta anos sem jogar me não haviam transformado na perfeita atrasadinha mental que ele insistia em transformar-me ao vencer-me tantas vezes... e consegui! Ontem à noite resolvi "roubar" um tempinho às minhas tarefas rotineiras - que são muitíssimas, por estranho que possa parecer a alguns de vós - e, em cerca de meia hora, dei xeque-mate ao 2008!
Façam favor de comemorar comigo! Agora já não me considero assim tão estúpida!
Noblesse oblige e eu … voilá, cá estou!
Não sei o que dizer, do que falar,
Mas este desafio de poetar
É o que faz de mim tudo o que sou…
Noblesse oblige e eu… cumpro o que digo,
Pois doa o que doer, eu tentarei…
É tão só um soneto o que farei
Na perfeição da métrica que sigo.
E uma atrás da outra – quantas letras! –
Lá vão nascendo os versos do costume
Na estranha dimensão da coisa-alada…
É esta a tal magia dos poetas;
Cozinhar versos nesse brando lume
Onde ninguém cozinharia nada…
Vou escrevendo um soneto “porque eu quero”
Onde quis Deus deixar que eu descansasse…
Ficasse eu indiferente ou não gostasse,
Tanto a Deus lhe daria… e agora espero.
Espero que surja alguma coisa nova,
Que algo me surpreenda de repente…
Mas esta obediência é aparente
E o que aqui vai nascendo, a sua prova…
Por não ser nada fácil poetar
Sem essa inspiração que vem do alto,
Sobre essa insuspeição que Deus me exige,
Nasceu-me este soneto bipolar…
Senhoras e senhores, este é o salto
Que me obriga a dizer; noblesse oblige!
IMAGEM RETIRADA DA INTERNET
CONVITE - Entretanto, vamos dançando o tango no http://www.avspe.eti.br/eventos/eventota
Muitos parabens mulher de tantos oficios!
ResponderEliminar:) Obrigada, minha Ligeirinha, mas eu acho que sou é muito pouco flexível... não consigo cometer um "pecadilho" - como ir jogar xadrez com o pc em vez de trabalhar para os blogs - sem fazer uma enorme confissão :)) e levo tempo. Levo muito tempo a mudar de uma coisa para outra... quando estou a fazer seja o que for, "mergulho" profundamente, de corpo e alma, naquilo que estou a fazer... e para depois me "dessintonizar" é um trabalhão e nem sempre consigo...
EliminarBjo GDE!
Boa tarde minha amiga, essa fonte de inspiração não seca nunca, por isso não tem de esperar muito para fazer novos sonetos, porque eles nascem tão de repente que a espera é muito curta.
ResponderEliminarSabe! Acabo de receber o meu livro, está um "Estrondo".
Até logo, eu vou mandar-lhe um e-mail quando estiver com mais tempo.
Um abraço
Ah! Que bom! Aquela foto é realmente líndissima e o "jeitinho" que a Helena lhe deu ficou um espectáculo!
EliminarParabéns, minha querida amiga!
Parabéns!
ResponderEliminarÉ também por essa razão que não jogo xadrez com computadores. Independentemente da dificuldade, perdia sempre.
Também eu! Tinha contra mim o facto de não jogar há mais de trinta anos... perdi imensos jogos, mas não desisti. Na verdade tenho muito pouco tempo livre para jogar, mas este consegui ganhá-lo rapidamente... descobri que "ele" ficava confuso nas jogadas mais "suicidas" e aproveitei o ponto fraco :)
EliminarAbraço!
Desta vez nem com a conta do google consigo publicar os comments! Mas andei por lá, li o "Terror de te amar"... tentei! :)
EliminarNão faço ideia porquê. Eu permiti todos os comentários, inclusive de anónimos. Espero que tenha gostado do poema.
EliminarAh, então sempre é vulnerável! Hei-de experimentar umas estratégias mais sacrificiais no xadrez com o computador. Creio que havia uma simples com a rainha...
Penso que isto ocorre porque eu estou num serviço público. O seu blog não é o único que eu não consigo comentar!
EliminarQuanto ao xadrez, não saberia reconstituir as jogadas mas, de forma quase instintiva, fui-me apercebendo de que ele tinha mesmo vulnerabilidades e consegui fazer algumas jogadas um tanto ou quanto paradoxais que o deixaram confuso :)) mas foi renhido! Lembro-me de ter chegado ao fim com dois ou três peões, um bispo, uma torre e o rei, claro. O resto foi "comido"... ele também já só tinha três ou quatro peças... e para ser muito honesta eu só tinha jogado uma meia dúzia de vezes em toda a minha vida :) só por acaso me recordava ainda de como se movem as peças. Mas que foi bom, foi! :)
Gostei muito do poema! Das duas partes do poema.
Das duas partes do poema, ou do excerto do primeiro poema e do segundo poema?
EliminarCaramba, amigo! Tanto quanto eu me lembro e segundo aquilo que interpretei, havia um excerto de um poema e outro poema inspirado nele... posso estar enganadíssima, mas vou já verificar!
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