ATÉ AO FIM DO MUNDO


 


 


Até ao fim do mundo e de mim mesma,


Nas diversas camadas do "sentir",


Multipliquei-me inteira no porvir


Das páginas de um livro, resma a resma





E, até ao fim de cada pedacinho


De um corpo que é de verbo entretecido,


Sê-lo-ei pelo tempo consentido


A quem coma do pão, beba do vinho…





Até ao fim do mundo hei-de ser eu


Quem foi verbo nas ondas, nas areias,


Na lava dos vulcões, no seu clamor,





Ou quem absurdamente pretendeu


Fazer desabrochar milhões de ideias


De um momento de raiva... ou puro amor…








Maria João Brito de Sousa - 21.04.2010 - 13.54h


 


 


 


 


 

Comentários

  1. Por aqui a desfrutar...e de que maneira!
    Lindo.

    Bj*

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    Respostas
    1. Obrigada, Vitor. Fico muito contente quando alguém gosta do que vou fazendo.
      Abraço gde!

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  2. Respostas
    1. Olá, Peter! Olha quem fala... um GRANDE sonetista é o Peter!
      Bacini!

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  3. Lindo soneto.
    Ontem tentei ler, mas não consegui pelo fato das letras estarem demasiadas grandes.
    Hoje já foi possível e ficuqie feliz de ver tão belo soneto, principalmente quando vejo o último verso.

    Abraço.

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  4. Obrigada, amiga. Estou muito entusiasmada com este projecto de Animação Cultural, sabes? Só não conto nada porque acho que o elemento surpresa vai ser importante! Mas que é uma ideia daquelas para que dá gosto trabalhar, isso é! Beijinho!
    Hoje vou ter uma tarde daquelas! Tenho mesmo de ir à vila e ontem estive a trabalhar nos sonetos do projecto até às três da manhã...

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