POETA, VIDA E OBRA


 


Não separes a vida de um poeta


Do poeta que vive a sua vida


Pois todo o seu percurso se completa


Em sequência causal, sempre incontida.


 


Se entendes que é inútil, incorrecta,


O erro será teu. Ela é cumprida


Até ao fim da página secreta


Do livro dessa sua intensa lida.


 


Não separes os dois. Não os separes,


Se acaso te passar pela cabeça


Vir a julgar o quanto sente e exprime.


 


Poeta, vida e obra… se os julgares,


Repara que ele, sem medo, se confessa


Quando uma insana culpa, a ti, te oprime…


 


 


 


 


 

Comentários

  1. Poeta, Vida e Obra é de Maria João?

    Lindo soneto!

    Abraço.

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    1. Maria João,e a poesia...símbiose perfeita...que a vida vos continue a unir.

      Bj*

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    2. Olá, amiga. Aqui, o sujeito poético é muito abrangente... refere-se a mim, mas não só. Esta é a minha opinião - e não só minha - acerca dos grandes poetas de sempre. Desde os meus tempos de liceu tenho tecido este tipo de conjecturas sobre os artistas e as suas obras, baseando-me em casos que conheci pessoalmente e em biografias que li.
      Bjo.

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    3. Esperemos que sim, Vitor :) Vontade não me falta! Como vai essa saúde? A minha dorzinha do costume parece estar menos forte hoje, mas ainda me custou vir até cá. Eu sei que ela passa quando estou deitada, mas é para mim um verdadeiro pesadelo ter de ficar deitada durante o dia. Só mesmo para dormir é que vou para a cama.
      Abraço.

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    4. Obrigada pela informação.
      É bom porque sempre vou aprendendo.

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    5. É tão bom estarmos nessa constante posição de aprendizagem! Eu também estou sempre disposta a aprender... bem, quando as dores são mesmo muito intensas, até me esqueço de aprender, mas só nesse caso.
      Bjo!

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