TELA
Serenamente pinto os amanhãs
Do grito azul da forma inacabada
E o meu eixo lunar das horas vãs
Afasta-se, por fim, da antiga estrada
Talvez depois um rio venha abraçar-me
Na transversal de um tempo por nascer
Ou talvez seja tempo de encontrar-me
Onde antes me pensei vir a perder
Serenamente azul, deponho um verso
Junto à campa de um sonho que morreu
Nos braços virtuais de cada estrela
Serenamente tomo o rumo inverso
Do sonho matinal que se perdeu
No branco intemporal da velha tela
Maria João Brito de Sousa - 27.04.2010
Bonito soneto e também uma tela muito bonita, uma das que mais gosto.
ResponderEliminarEntão está melhor?
Espero que sim, um abraço.
Isto não tem exactamente grandes melhoras, Idalina. Tem fases em que se faz sentir mais e outras em que está menos activo. O nosso corpo físico - e não só - é um verdadeiro universo constantemente sujeito a uma infinitude de variáveis. Agora aconteceu-me entrar numa fase mais aguda. É só isso.
EliminarAbraço grande.
Oi Maria
ResponderEliminarLindo soneto!
"Nos braços virtuais de cada estrela"...
Versejo a "estrela de mim"
Abraço.
Obrigada pelas tuas palavras, amiga. Deixei um comment no blog do teu amigo Araújo. Ainda não tive tempo de ir à cx de correio por isso não sei se ele respondeu ou se, eventualmente, os cãezinhos já têm quem os abrigue. Deus queira que sim!
EliminarAbraço grande!
Olá Maria João, acabo de receber a noticia da morte da minha prima, tenho a cabeça a estoirar, mas por outro lado acho que Deus fez bem em se lembrar dela porque o sofrimento era enorme e ela não merecia sofrer mais.
ResponderEliminarUm abraço
Lamento muito, Idalina. Aceite um grande abraço de condolências. Estou de acordo consigo; quando o sofrimento é insuportável, o melhor mesmo é partir para a nossa viagem final. Tanto quanto me recordo, a partir do momento em surge a luz, toda a dor física e espiritual desaparecem por completo.
EliminarMuita coragem para enfrentar este período de dor.