BEIJO, BENDITO BEIJO!
Beijo,
Bendito beijo em que renasci
Na floresta encantada onde me perdi,
Pequeno beijo engendrado
Entre inocência e pecado
Nos ramos do meu sentir…
Beijo,
Imprevisto beijo a que me prendi
Na floresta privada à espera de ti,
Inútil beijo esboçado
Num começo inacabado
Em que acabei por sorrir…
Beijo,
Insensato beijo em que eu antevi
Esse mundo inventado que percorri,
Beijo tal qual águas puras,
Carícias são diabruras
A que não sei resistir…
Beijo,
Sereno beijo
Que nunca tive
Na floresta encantada onde ninguém vive
Dos sonhos por descobrir,
Beijo,
Impossível beijo
Que nunca entendo
Na floresta queimada a que me não rendo
Nos limites de existir…
Maria João Brito de Sousa - 03.05.2010
IMAGEM RETIRADA DA INTERNET
NOTA - Hoje, como já deverão ter notado, publico um poema de rima livre. Depois o colocarei no Liberdades Poéticas, que é onde ele pertence por direito, mas pareceu-me bonito e muito musical e resolvi dar-lhe honras de blog principal.
Que beijo lindo este minha amiga. Mágico...
ResponderEliminarBeijinhos
Olá, Fá! Estou a responder ao comment como visitante do meu próprio blog... a net "emaluqueceu" :)) e não me deixa acessar coisa nenhuma... nem os blogs, nem as fotos, nem o correio! O que vale é que ainda deu para publicar este "beijo"... depois do beijo, "pifou"!
EliminarComo vai essa pequenada? Escusado será dizer que também não consigo fazer visitas, embora ainda tenha conseguido ir a três blogs. Em dois consegui comentar mas , no terceiro, foi-se logo abaixo...
Abraço GDE!
Olá amiga! Que lindo e sentido beijo. Um beijo que tudo muda e tudo gaz acontecer. Beijinhos grandes para ti tb. Tudo de bom.
ResponderEliminarObrigada, Sindarin. A net, por aí, está bem? Aqui, no CJO, só me deixa entrar no meu blog enquanto visitante... :( e eu tinha mais umas imagens para pôr no álbum de fotografias...
EliminarAbraço!
Beijo com muito respeito
EliminarA quem faz da vida um soneto
Bj*
Obrigada, Vitor. Outro para si, também com todo o respeito por quem ama a vida que vive.
EliminarMaria joão
ResponderEliminarEsse beijo
foi recebido num entardecer de desejo.
E para corresponder à verdade,
veio num verso mais livre
sem ser livre.
Nada é livre
E os versos não são livres,
Pertencem a quem os sabe escrever.
liberdade, palavra efémera
que traduz tanta falta de verdade.
E teu Beijo,
dado naquela floresta
liberto de horas a contar
o tempo... que levou a dar.
Foi o beijo do poeta
que se despiu de suas vestes
e se mostrou,
como sempre desejou.
Livre o beijo,
mas não livre o poema.
Esse obedece
a uma outra métrica
que alguns (não muitos)
Desconhecem!
Lindo teu poema. Parabéns!
Maria Luísa
Obrigada por me deixares outro dos teus poemas como comentário. Gosto muito de ti, amiga. Estou num estado lastimável, em termos da alergia que tem estado a deixar-me de rastos, mas estou muito feliz por conseguir, apesar disso e de tudo o mais, vir até vós e publicar os meus poemas.
EliminarUm enorme abraço!
Soou-me a beijo inacabado....entristecido...
ResponderEliminarBeijo amargurado
Beijo trocado
Beijo perdido
Beijo enamorado
Beijo sentido
só podia ser teu este tão bonito beijo!
Minha Ligeirinha! Tens razão, este beijo é a minha "impressão digital" :)) Tem de tudo, como a minha vida... como todas as vidas; amor, ardor, inocência e pecado, sonho, dor, esperança e desilusão.
EliminarUm abraço GRANDE!
Bonito poema
ResponderEliminarMaria, recoloquei no meu blog que só falat um dos cães a ser adotado, a Pikena, ela é da cidade de Braga e o dia se expira amanhã.
Abraço.
Eu, ontem fiquei sem acesso à net, amiga. Ela foi-se completamente abaixo e, à tarde, tive de ir com uma das idosas do Centro fazer uma colocação de aparelho auditivo. Já estava prometido e eu tento nunca faltar a estes compromissos. O prazo da Pikena expira hoje. Deus queira que alguém tenha podido acudir-lhe. É tão pequenina e indefesa.
EliminarAbraço GDE!
É cara Maria João, esse seu poema não é apenas a síntese do valor do beijo senão também o significado maior do beijo que traduz o amor.
ResponderEliminarObrigada pelas palavras, meu amigo. Eu também pensei - ou senti - assim, enquanto o poema nascia.
EliminarAbraço!