HUMANA NATUREZA


 


Tão perversa, esta humana natureza,


Quão sublime, também, já soube ser…


Quão alto se elevou – pura beleza! –


E desceu, a seguir, pr`a se perder…


 


E é neste encantamento de princesa


Que um dragão inventado ousou prender


Que se cumprem destinos de acha acesa


E cada humano vive até morrer…


 


Mistérios… nada mais pode explicar


Estas oscilações entre a harmonia


E essoutro horror, absurdo e dominante.


 


Mistérios que nos levam a criar,


Além do que é prudente, uma ousadia


Que gera mais terror que onda gigante…


 


 


Maria João Brito de Sousa – 25.05.2010


 


 


 



 


Amanhã, às 18h 30m.

Comentários

  1. pois é, tantos nadas, tantas interrogações...
    até gostaria de ir a Oeiras, conheço bem...!santo amaro, carcavelos, tantas são as saudades do tempo!!!!com meninas como esta que está aqui ao lado !!! bacini.

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    1. Olá Peter! :) Estou metida numa alhada... noticiei - porque essa informação me foi dada - os Espantalhos Poéticos para o dia 29 e, afinal, a inauguração será só no dia 30... e convidei algumas pessoas por email... só espero lembrar-me exactamente daquelas a quem enviei email.
      Não tenho estado muito bem. Esta coisa de pensar em várias coisas ao mesmo tempo e de ter o Kico a dar os últimos passos da sua vida, deixaram-me "de gatas". Ontem tive uma hipotensão que me fez adormecer enquanto teclava e me obrigou a ir mais cedo para casa. Não valia a pena tentar resistir; não dava para me "segurar de pé" :)) O pior é que hoje tenho uma palestra e a a exposição na Verney logo a seguir... acho que vou ter de esvaziar a maquineta do café! :))
      Este último soneto nasceu-me da releitura do Livro de Job... das discrepâncias entre o Job do conto folclórico e o Job do poema (salmo). Não estava muito consciente da relação entre este soneto e a leitura mas, depois, apercebi-me disso.
      Bacini!

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  2. Lindo soneto Maria
    Espero que dê tudo certo na exposição de oeiras.
    Sucesso com tua arte.

    Ps. Estou pensando num poema para minha mãe, o título veio como inspiração, mas o contexto vem aos poucos. O título seria "Âncora"

    Abraço.

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    1. Ah! Eu também tenho um soneto que se chama "Alma de Âncora". Não me recordo se já o publiquei ou não, mas lembro-me dele.
      Hoje é a exposição, amiga, e eu estou que mal me aguento nas pernas. Vou ter de arranjar alguém que me leve até à Verney porque, sozinha, acho que fico a meio do caminho...
      O Kico continua a "apagar-se" lentamente, como uma vela que chega ao fim, mas não está a sofrer, graças a Deus. Eu, ontem, também pensei que me ia "apagar":)) e não estava nada deprimida. A tensão arterial baixou de repente e muito, muito. Vi-me obrigada a deitar-me durante uma boa parte da tarde.
      Abraço grande!

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