URBANISMO VIRTUAL ou "As coisas que me restam"
Sobram, de mim, castelos virtuais
Feitos de antigos sons que me roubaram
E os altos torreões pedem-me mais
Relembrando esses tempos que passaram
Enquanto elevo a ponte, ao longe, o cais,
Chorando a solidão dos que ficaram,
Faz ouvir o soluço dos seus ais
Sobre as águas que sempre o abraçaram
À beira rio, ao longo de uma estrada,
Erguem-se, instavelmente, os edifícios
Com lojas que não vendem - mas emprestam… -
Pelas quais se prolonga, incontestada
A humana natureza dos ofícios…
E estas são as coisas que me restam.
Maria João Brito de Sousa
18.05.2010
Maria João, resta-lhe muito mais que apenas estas coisas certamente, felizmente. Inclusive os amigos que por aqui arranjou neste mundo virtual....e, eu tb faço parte deles. 1 bj
ResponderEliminarOlá, Alfa! Claro que sim... eu é que tenho andado a sentir-me muito "perdida" porque o meu amigo Kico - o cãozito - está mesmo muito mal. Ontem fui confrontada com a hipótese de o eutanasiar para lhe poupar o sofrimento de tentar respirar e mal conseguir... e dói-me. Dói-me tanto, tanto, que vocês nem podem imaginar.
EliminarBjo.