A CRIAÇÃO DO MAR II - Eros/Tanathos

 


 


 


  


Não semeaste Tu, nas ondas bravas,


A espuma de corcéis jamais domados?


Dos profundos abismos que criavas


Erguiam-se eles, depois, espumando irados…


 


E nesse imenso sonho em que moldavas


No futuro os penhascos planejados,


Que imensa força em Ti mesmo encontravas


Nesse acto de engendrar os  incriados?


 


Depois, desses corcéis de branca espuma


Que galgavam planícies infindáveis,


Eclodiria a vida primitiva


 


Que se acrescentaria e que, uma a uma,


Conquistando os vazios mais improváveis,


Morreria tão só pr`a ficar viva…


 


 


 


Maria João Brito de Sousa – 14.06.2010 – 23.28


 


 


 


 


IMAGEM RETIRADA DA INTERNET


 

Comentários

  1. Profundo,sentido e lindo...adorei!

    Bj*

    P.S.-Estou em festa...acabei o meu processo RVCC...passe pl'o "outro lado"!

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    1. RVCC??? Sinto-me a mais ignorante dos ignorantes... acho que deveria saber o que significa a sigla...
      Eu vou já ver! :)

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  2. Boa tarde Maria João, mais um belíssimo soneto tendo o mar como pano de fundo o mar, que eu já percebi tem muito a ver consigo.
    Quando escreve sobre o mar nota-se uma grande "cumplicidade".
    Já enviei a "factura" deve receber hoje ou amanhã.
    Um grande abraço.

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    1. Olá Idalina! Nós, portugueses, e o mar somos sempre cúmplices! Historicamente cúmplices, poeticamente irmãos. Nunca o vejo só como aquela imensidão líquida e azul que vislumbro da marquise, junto ao meu quarto... encontro-lhe identidades que não acabam nunca, que se multiplicam e potenciam de uma forma sempre nova, sempre inesperada... talvez seja por isso que ele me suscita tantos sonetos.
      Já recebi a factura. A noite de ontem foi passada em "luta" com a senhora impressora que continua a dizer que há um programa da internet a utilizá-la, sempre que eu tento digitalizar seja o que for! Também não imprime. Da última vez que tentei, enrolou as folhas todas e foi um castigo para a desentupir... hoje, ao final da tarde, vou experimentar dirigir-me à loja onde foi comprado o cabo, mas tenho algum receio de que eles me mandem para a loja onde ela foi comprada... logo se vê!
      Eu tenho tanto azar nestas coisas que hoje até trouxe comigo o 2008 para ser "observado" por um dos funcionários do CJO que teve a bondade de se oferecer para tentar actualizar o anti-vírus. Acredita que o rapaz, hoje, não veio? E vem todos os dias!
      O 2008 ainda é pesadão. Custou-me imenso trazê-lo até cá numa sacola de viagem... enfim, sou mesmo azarada!
      Um grande abraço e muito obrigada!

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  3. Lindo. E o mar sempre tão presente.
    Beijinhos

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    1. Obrigada, Fá! Eu, hoje, para além de estar cada vez pior da malvada sinusite, estou com um tremendo problema; o 2008 pifou! Pelo menos está desde ontem a encerrar e... nada de nada! Trouxe-o ao CJo a ver se o Diogo me consegue ajudar, mas acho que não vai ser nada fácil... :(
      Abraço grande!

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  4. É tanta cumplicidade que é por isso que temos 70% de água no corpo.
    A nossa evolução...
    Do mar para a terra.

    Abraço grande!

    Ps. Hoje estou feliz! Brasil ganhou!
    Veremos dia 26 BrasilxPortugal

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    1. Olá, Vera. Sim, tanto mar cá dentro... e tantas leituras e imagens o mar nos vai oferecendo...
      tenho o 2008 meio avariado, mas o Diogo - funcionário do CJO - já conseguiu que ele abrisse... espero conseguir recuperá-lo a 100%!
      Abraço gde!

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  5. Minha amiga! Venho trazer um beijo e maravilhar-me com os teus sonetos que são simplesmente magníficos. Tudo de bom minha amiga.

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    1. Tudo de bom também para ti, Sindarin! Eu cada vez tenho menos tempo... bem, o que eu tenho é cada vez mais coisas para fazer e a minha gestão de tempo está muito condicionada também por esta sinusite que me há mais de três semanas me deixa cheia de febre e dores de cabeça...
      Abraço gde!

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  6. Cara amiga,
    Mais um belo poema e mais um furto.
    Um abraço

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    1. Verifico, com alegria, que ainda tem vontade de "furtar". É bom sinal! Eu, há uns dias, nem vontade para isso tinha e só continuei a vir até cá por pura teimosia. Nos momentos em que estou mais debilitada - e isto não significa que esteja deprimida - perco todas as vontades, excepto a de concentrar esforços, físicos e anímicos, no "combate" ao estado de desconforto... é uma forma de egoísmo que eu acredito que podemos e devemos exercer... mesmo que não pudesse, não devesse, nem acreditasse, não teria alternativa... quando não tenho força física, a vontade some-se e nada posso fazer para combater esse facto...
      Abraço e muito obrigada!

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