A CRIAÇÃO DOS LAGOS
Meu estro de luar dobra a finados,
Vão-se-me as mãos crispando sobre o rosto
Que já desfeito em rios – em rios salgados –
Dá largas à aflição de outro desgosto.
Mas, dois dias depois, quando, encantados,
Meus olhos se secaram, ao sol-posto,
E os dedos, relaxados, mergulharam
No leito do meu lago, em pleno Agosto,
Não haveria rio que transbordasse,
Nem nuvem que escondesse o azul do céu,
Mágoa que estrangulasse a voz que trago!
Não haveria, então, quem me alcançasse
Na plena criação do que era meu!
E assim me nasceria um novo lago.
Maria João Brito de Sousa – 27.06.2010 – 18.52h
IMAGEM RETIRADA DA INTERNET
Boa tarde Maria João, as nossas lágrimas armazenadas dariam um lago com toda a certeza.
ResponderEliminarBonito soneto, com já é habito.
Um grande abraço.
Um grande abraço também para si, minha amiga Idalina.
EliminarMª. João
ResponderEliminarPouco posso dizer,
Tu dizes tudo
neste soneto
para o qual, eu perdi as palavras.
Que poeta apareceu na minha vida
e eu não a conheceria,
senão desbravasse caminhos
por entre o matagal de sentimentos que envolvem minha alma e meu viver.
Teu poema é tão belo
que quando morrer
quero que o digam,
para toda a gente ouvir.
Estou no google e espero sempre por ti!
Maria luísa
Olá, Maria Luísa. Desculpa-me o atraso, mas acabo de chegar de uma palestra que acabou em almoço. Quando fui ao CJO jáestavam os computadores todos ocupados por isso tive de vir para o Centro Paroquial, mas não está a ser muito fácil porque estamos com um programa de Ocupação de Tempos Livres e o gabinete de informática está a abarrotar de crianças. Nem sei se vou conseguir publicar alguma coisa... mas as tuas palavras impressionaram-me muito. Obrigada pelo que sentes em relação a mim.
EliminarUm grande abraço!
Só escrevo o que sinto.
EliminarE se sinto de ti o que digo, é mais verdadeiro
do que a verdade.
"quando morrer quero que o digam
para toda agente ouvir."
Tu tens é de estar mais atenta às minhas
palavras, elas merecem e não misturares almoços, eventos, barafundas, médicos e doentes e só no fim de tudo dizes:
"as tuas palavras impressionaram-me muito"
És uma poetisa incrivel, a falar de vários assuntos ao mesmo tempo - só te salvas comigo - por seres tão boa a escrever.
Senão fazia rifas e te leiloava.
Mª.Luísa
p.s. e me fartei de rir...mas devia chorar.
Mª. Luísa
Ai, amiga... desculpa. Tu nem imaginas a situação em que eu, ontem, estava, rodeada de crianças pequenas que faziam um barulho tremendo e saltavam de um lado para o outro... nem sequer consegui publicar porque andei a "mendigar" um lugarzinho no pior dos computadores do Centro e que eles lá me cederam apenas por respeito aos meus cabelinhos brancos. Mas não me aguentei muito bem e aquele computador nem sequer tinha uma entrada USB para eu poder colocar a pen e publicar... mas estou para aqui a desculpar-me quando o que devia dizer era que fiquei mesmo sem palavras depois de ler o que tu escreveste... e ainda continuo sem saber o que dizer. Perdoa-me.
EliminarAbraço enorme.