A CRIAÇÃO DOS COMETAS


 


Meu astro pequenino, independente,


Na órbita insegura de uma vida,


Deixando um rasto tanto mais urgente,


Quão próxima estiver tua partida


 


Meu astro de estro apenas emergente,


No vislumbre ideal de uma saída,


Tornado Astro Maior que, de repente,


Decide dar-se inteiro, em despedida


 


Tão só nesse momento o mundo aceita


O brilho que era em ti desde o começo


E que, desde o começo, te movia


 


Teu rasto de infinitos, quando espreita,


Traz a luz de outros sóis, que não conheço,


Prenunciando um novo e claro dia.


 


 


 


Maria João Brito de Sousa – 03.07.2010 – 17.10h


 


 

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