DEPRESSA/DEVAGAR
Depressa/devagar se chega aonde,
Depressa ninguém chega e, devagar,
Também nenhum de nós pode chegar
Porquanto o horizonte em si o esconde…
Depressa… e tudo fica mal esboçado.
Tanto erro cometido e tanto engano
Que, mais tarde ou mais cedo, trará dano
A quem, passando, venha descuidado.
Devagar, tantas vezes por cansaço,
Outras vezes porém… puro desleixo!
Depressa e devagar, sempre alternando,
Conforme a prontidão do nosso braço,
Prevendo, com clareza, outro desfecho,
Pr`a quem vai construindo e "poetando"...
Maria João Brito de Sousa
Depressa,ou devagar...vá sempre poetando,para nos agradar!
ResponderEliminarBj*
Olá, Vitor! Isto tem a ver com a forma como eu vou criando os meus poemas... nuns dias nascem-me às dezenas, noutros nasce-me um ou dois... já nem entendo muito bem por que é que as coisas funcionam assim, mas fui-me apercebendo de que tenho de ter algum cuidado pois, naqueles dias em que eles nascem em torrente, tenho alguma tendência para cometer pequenos erros métricos que só venho a descobrir muito depois... e fico zangada comigo própria :)) Estou a rir-me, mas é verdade! Fico mesmo a achar-me uma estúpida!
EliminarAbraço gde!
piano,piano, si va sano e va lontano. Bello.Bacini.
ResponderEliminarBelíssima frase, Peter! "Piano, piano si va lontano"... soa lindamente em italiano! Fica muito musical e eu sou muito sensível à musicalidade das palavras.
EliminarBacio!
Depressa ou devagar são sempre lindos os seus sonetos.
ResponderEliminarE que bela foto.
Um grande abraço
Olá, Idalina! Tudo bem consigo?
EliminarEu tinha nove anos quando me mascarei de Violetera... ainda me lembro muito bem desse Carnaval. A varanda é a da casa da avó Maria Augusta, na Marginal, ali juntinho ao meu amado Tejo... era só atravessar a marginal - na altura chamava-se Avª Ivens - , a linha do comboio e... pronto! Ali estava o meu Tejo, com o Bugio lá ao fundo...
Abraço grande!
Oi amiga
ResponderEliminarA vida é assim... depressa e devagar.
Não tem outro jeito. Só sei que depressa ais mal feito.
E devagar... bem feito.
Abraço
É verdade, Vera. Os meus melhores sonetos têm sido feitos naqueles dias em que nascem de "enxurrada", uns a seguir aos outros, mas quase sempre têm pequenas falhas métricas e até erros ortográficos que, depois, me deixam muito zangada comigo mesma. É a vida, amiga. Tenho de aprender a gerir estes meus impulsos criativos e a vigiar melhor aquilo que vou publicar.
EliminarAbraço grande!