NESSES DIAS, TÃO MAIS LUMINOSOS...
Há dias em que a luz é tão brilhante,
Que as coisas tomam tons muito dif`rentes
E nada pode ser mais importante
Do que essas mutações quase aparentes…
Nesses dias, o brilho do diamante,
Fica a dever aos verdes inocentes
Daquele pinheiro bravo - esse gigante… -
Que pr`a mim ergue os braços rescendentes.
Há dias em que a luz tem mais calor
E esse estranho sabor de uma alegria
Que ainda recordamos… nesses dias.
Por vezes, cheiro a luz na própria cor
Pensando que essa luz me bastaria,
Que tudo o mais são meras fantasias…
Maria João Brito de Sousa – 19.07.2010 – 19.09h
Imagem retirada da internet
Olá, parece que esteve no Alentejo, esse soneto diz muito daquilo que eu vejo e sinto quando lá estou.
ResponderEliminarUm grande abraço
Olá, Idalina! E é tão bom saborear estas pequenas/grandes coisas! Há dias que são mesmo assim, belos e brilhantes como os da nossa infância. Eu tenho uma enorme paixão por árvores e, aqui bem pertinho do sítio onde trabalho, há uns pinheiros majestosos que quase, quase parecem ter nascido para abraçar aqueles que os contemplam. Já lhes dediquei mais do que um soneto e nunca me canso de meditar sob eles. Um deles cria um espaço mágico... parece uma gruta sob o verde da ramagem... lindo!
EliminarAbraço gde!