O ELOGIO DA RECTIDÃO
Nos meus longínquos dias de menina,
Jamais foi posta em causa a pertinência
Do longo, longo tempo de uma ausência
Ou do toque ideal da luz divina.
A casa era, pr`a mim, uma oficina
E, em cada linha escrita, a transparência
Sabia impor-se à dura penitência,
Justificando o quanto me fascina…
Assim, nesse húmus rico, fui crescendo
No centro do canteiro que não esqueço,
Como planta; selvagem, mas erecta!
E se hoje alguma coisa eu não entendo,
É porque, com certeza, o não mereço…
Eu tendo a escrever sempre em linha recta.
Maria João Brito de Sousa – 29.06.2010 – 21.54h
Boa noite Maria João, linda menina e lindo soneto.
ResponderEliminarUm bom fim de semana
Muito obrigada, minha amiga Idalina.
EliminarA sua impressora fartou-se de trabalhar ontem! Nem queira saber a quantidade de fotografias antigas que eu digitalizei e conto publicar ainda hoje!
Abraço grande!
Belo poema,
ResponderEliminarLinda apologia aos tempos de menina.
Saudades,
Mª. Luísa
Obrigada, Maria Luísa. Foram tempos áureos, sem dúvida. Tempos privilegiados em relação à maioria das crianças desse tempo.
EliminarAbraço enorme.
É um belo soneto Maria, como sempre belos.
ResponderEliminarObrigada, Vera. A tua festa correu bem?
EliminarAbraço grande!
Oi Maria
EliminarA festa correu sim, mas cheguei em cima da hora e não deu para declamar minha poesia. Não fiquei chateada, as coisas acontecem. E a culpa foi minha mesmo de não chegar com antecedência. Mas foi muito bonito e pudemos cantar um hino maravilhoso e quando eu o tiver em mãos vou postar no meu blog.
Abraço.
Na nossa, não fui eu que declamei o meu poema. O evento estava organizado de uma forma muito original, com alguma dramatização das cenas. Os poetas apareciam dois a dois, representados por declamadores do CENCO e havia uma projecção das imagens dos poetas reais, num ecrã, na parede. As músicas de fundo eram lindíssimas e a mim calhou-me Cesário Verde, como companheiro. Foi lindo, lindo, lindo!
EliminarAbraço grande!