CONVERSAS DE MÃE PARA FILHO


 


Correste encosta abaixo e não paraste


Senão quando chegaste à beira mar;


Decerto te esqueceste de abrandar


E na espuma das ondas mergulhaste…





Ainda me recordo que choraste


Quando sentiste a rocha a penetrar


Tua fronte molhada, a gotejar


Da mesma espuma em que te aventuraste…





Recordo um outro dia, há tantos anos,


Em que sofrendo muito poucos danos


Me vieste, a correr, pedir miminhos





Mostrando uma equimose que ficou


E, a seguir, - a dor logo passou! -


Cobri-te o rosto inteiro de beijinhos…



 


 


 


 


Maria João Brito de Sousa


 


 


 


 


 


Li estas palavras de alguém que não consigo evocar com exactidão. Penso que terá sido Jorge de Sena;


 


"Um dia aprenderemos a libertar-nos da morte, morrendo contudo..."


 

Comentários

  1. OLA M. JOÃO, PASSEI POR AQUI E ADOREI O SONETO. POESIA ASSIM, COM MÉTRICA E RIMA, JÁ POUCA GENTE FAZ HOJE EM DIA!...

    A BEM DIZER, A MIM, A POESIA SEM RIMA NÃO ME DIZ MUITO.

    IREI MARCÁ~LA NALGUNS POEMAS MEUS ....

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    Respostas
    1. OBRIGADA, LEONOR... EU TAMBÉM ESCREVO SEM RIMA, MAS MUITO MENOS DO QUE ESTES SONETOS QUE ME NASCEM TODOS OS DIAS...
      ABRAÇO MUITO GRANDE!

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  2. E A FOTO É UMA DELÍCIA...
    E PARECE Q ALÉM DO QUE JÁ BRINCAVA NA AREIA E PEDIA MIMINHOS, JÁ ESTAVA A CAMINHO OUTRO PARA.... FAZER O MESMO!

    :)

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    Respostas
    1. POIS ESTAVA... FOI TIRADA NA VÉSPERA DO NASCIMENTO DA SEGUNDA FILHA! POUCAS HORAS DEPOIS, JÁ HAVIA OUTRA MENINA NO PLANETA! :))
      BJO!

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