"MUDASTI?" ou O ESTRANHO FENÓMENO DO "INCHAÇO" TELE-INDUZIDO


 


Fui ver-me em televisão


E não me reconheci;


“- Mas que grande confusão!


Quem será aquela, ali?”





Só a voz me elucidou,


Pois reconheci-me nela,


Porque o resto “levedou”


Como massa na tigela…





Quem poderia jurar


Que aquele “ mostrengo” era eu?


Mas terei de confirmar


Que o discurso, esse, era meu!





Àqueles que já me conhecem


Nem sei como esclarecer


Pois todos eles me merecem


O que agora vou dizer;





Não sei o que se passou,


Nem sequer sei a razão


Porque a minha cara inchou


Como se fosse um balão…





Até rugas me nasceram


Onde agora a pele é lisa!


Que mistérios me trouxeram,


Do tempo, tanta divisa?





Parecia um bicho disforme


E nem queria acreditar


Que aquela mulher enorme


Fosse “eu”, ali, a falar!





Dizem que cinco quilinhos


Podem ser acrescentados,


Mas bem vi que os danadinhos


São cinquenta… e bem pesados!


 






Maria João Brito de Sousa – [em estado de choque


depois de me ter visto na televisão… 02.08.2010]


 


 






 

Comentários

  1. Hilariante...os versos,e a foto ;-)...forma diferente a da Maria João,mas todos perceberão,que foi efeito da televisão.

    Bj*

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    1. Há de tudo, Vítor... há quem tenha a teoria de que a objectiva estava mal focada - como nas fotos, quando aproximamos demasiado a máquina do objecto -, há quem diga que é o normal, em televisão, e até há quem diga que não senhor, que estava exactamente igual ao que sou... enfim, esta coisa de não ter espelhos em casa - ter tenho, mas são pequenininhos... - já me faz duvidar de mim mesma :)) Mas, pelo menos, a cara estava muito, muito inchada! Que nem um balão! A D. Fernanda dizia que estava "com uma cara muuuuuito grande! Enorme!"
      Enfim... mas "vinguei-me" a valer com este poema!!! :))
      Abraço grande!

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  2. Eu também achei que estava diferente, mas como tinha estado consigo há pouco tempo, sei que não podia estar assim tão "gordinha"
    Mas gostei muito da ouvir falar e de a ver ,só foi pena foi ter falado tão pouco.
    As suas quadras estão muito bonitas são o retrato perfeito daquilo que sentiu quando se viu no ecrã.
    Um grande abraço

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    1. Pode crer, minha querida amiga! Eu tinha de me rir um bocado da figura que fiz... não no discurso! Do discurso não tenho nada a dizer! Mas aquela cara enorme até me assustou!!! Garanto-lhe que quando me vi, nem me reconheci... e gostei muito da intervenção inteligente da psicóloga... estava tudo bem, excepto aquela cara de balão :)) Claro que acabei por não falar de certas coisas que gostaria de ter dito... aqui, no CJO, a D. Eduarda não me perdoa não ter falado do pessoal do centro que tem sido, sempre, impecável comigo... mas já não dava. Estava a ver que já nem conseguia entregar o livro...
      Abraço grande!

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