MOSTRA-ME AS TUAS MÃOS...
Mostra-me as tuas mãos… há mãos que falam!
Há mãos que contam histórias, epopeias!
Outras que dizem mais quando se calam
Como pedras rasgadas por mil veias…
Há mãos que criam coisas que se instalam
Por dentro das pessoas, como ideias,
E outras que nos tocam, nos embalam,
Ou que acenam do mar, como as sereias…
Há tantas, tantas mãos! Todas diferentes,
Todas capazes de se completarem
Nesta infinda tarefa de viver
E todas essas mãos pedem, urgentes,
A outras tantas mãos, para as salvarem
Do que mal que algumas mãos estão a fazer…
Maria João Brito de Sousa – 07.09.2010 – 12.12h
NOTA - Desculpem-me esta "rentrée" tão em cima da hora do fecho do Centro. Na continuidade dos trabalhos de reparação do telhado, surgiram novas complicações que não estavam previstas. Temo bem que haja obras no telhado durante mais uma semana... ou mais :(
Olá Maria João, já estava a ficar preocupada, mas parece que as obras no telhado é que estão a causar estes atrasos, mesmo assim ainda nos vai dando estes belos trabalhos.
ResponderEliminarLindo este soneto sobre as mãos ,que são as ferramentas que o coração utiliza para passar para o mundo aquilo que está a sentir, gostie muito.
Um grande abraço
Obrigada, minha amiga! Hoje estou aqui "clandestinamente", a ver se publico mais um sonetozinho... seria suposto os operários voltarem depois do almoço, mas como não o fizeram e não me avisaram, decidi dar um pulinho até cá, numa corrida.
EliminarUm grande abraço!
mãos são esperança, atitude, desenho e criação. qual astronauta no telescópio de copérnico!...
ResponderEliminarseria mais fácil se as coisas se abordassem numa perspectiva histórico-intuitiva... enfim, com as nossas mãozinhas compridas, fazemos um esforço para entendermos omundo.
bjos, nati
Olá, Nati. Exactamente; um esforço para o entendermos e a serenidade para podermos aceitar aquilo que não entendemos mesmo. Assim se poderia resumir o percurso de vida de algumas pessoas
EliminarUm grande abraço!
Lindo o poema das mãos que tanto dizem.
ResponderEliminarMas há mãos curvadas e feias de quem tem almas lindas e sensíveis.
Tudo depende do trabalho árduo que essas mãos tiveram de fazer que as deformou e não
podem ser" consideradas espelhos de uma alma".
O poema é lindo, mas as mãos não traduzem a alma!
Estou preocupada com o teu silêncio.
Que se passa?
Beijos,
Mª. Luísa
Calma, amiga. É isso mesmo que eu digo neste soneto, se não me engano nos últimos versos da primeira estrofe. Está um pouco "disfarçado" pela metáfora, mas é exactamente a essas mãos que eu me refiro.
EliminarEstou aqui só porque os senhores que andam a reparar o telhado do meu prédio, não apareceram à hora habitual e eu resolvi dar um pulinho até cá. Mas é um ir e vir... mal vai dar tempo para deixar um ou dois posts. Isto dura há oito dias e eu estou exausta e muito, muito frustrada por ter sido forçada a quebrar a minha promessa de um soneto por dia, muito embora os continue a produzir em série.
Agora tenho de ir, amiga. Não repares, mas não vou poder visitar ninguém. Quando as obras acabarem - não faço ideia de quando seja... - ponho as visitas em dia.
Um grande abraço!