NÃO FALES DO QUE NÃO SABES


 


Não me venhas dizer que é este o preço


Que tenho de pagar mais uma vez!


Não me venhas falar do que não vês


Pois posso valer mais que o que pareço…


 


 


Nada tenho pr`a dar-te e nada peço.


Só quero a minha paz porque talvez


Eu tenha um bem maior que os teus porquês


Na estranha lucidez em que me meço.


 


 


Não venhas de mansinho e disfarçado


Com as falinhas mansas do costume;


Não finjas ser um nobre protector,


 


 


Porque é possível que já tenhas dado


Mais que o suficiente desse estrume


Com que tentas cobrir tudo em redor.


 


 


 


 


Maria João Brito de Sousa – 20.09.2010 – 22.02h


 


 


IMAGEM RETIRADA DA INTERNET

Comentários

  1. Mau mau... Isso está "feio". É assim mesmo minha amiga.
    E assim, desta forma tão bonita, se dá um estalo sem mão.
    Beijinhos

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    1. Olá, Fá. Isto está, realmente, péssimo! Pior do que péssimo! Estou que me não aguento, só me saem poemas destes que até tive alguma relutância em publicar e ontem nem sequer um destes amargos me nasceu. Estou literalmente morta de dores de estômago e de barriga, tenho febre e não consigo sentir um pinguinho de alegria. Acho que este arrastar dos dias do Kico somado às obras do telhado e a um outro problema que não vou revelar porque envolve terceira pessoa, "arrumaram" com a minha inspiração toda. O problema auto-imune que andava muito bem equilibradinho com a felicidade que me iam dando os poemas, deitou as garras de fora e devo estar toda descompensada. Aposto que os anticorpos A.N.A. devem estar nos píncaros!
      Espero que consigo e com os pequeninos esteja tudo bem. Vou tentar pôr as visitas em dia, mas não posso prometer nada porque estou mesmo, mesmo, mesmo muito atrapalhada e até estar aqui sentada me está a ser muito difícil.
      Um grande abraço!

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  2. Este soneto deixa transparecer o seu estado de espírito , vê-se que está um pouco revoltada e até zangada, mas eu espero que essa onda passe e consiga resolver tudo aquilo que a está a angustiar tanto.
    Um grande abraço e espero muito sinceramente que ultrapasse mais esta crise.

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  3. Este soneto deixa transparecer o seu estado de espírito , vê-se que está um pouco revoltada e até zangada, mas eu espero que essa onda passe e consiga resolver tudo aquilo que a está a angustiar tanto.
    Um grande abraço e espero muito sinceramente que ultrapasse mais esta crise.

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    1. Obrigada, Idalina. Também estou com imensas dores de estômago, febre e a sinusite está muito pior. Acho que estou demasiado "não presta" para escrever seja o que for e confesso que estou com alguma dificuldade em estar aqui a teclar. Mas vou tentar fazer qualquer coisita... soneto, não há. Nem amargo, nem doce.
      Um grande abraço, minha amiga.

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  4. Soneto que deveria ter o título de DESABAFO. Realmente há momentos na vida em que a gente tem de dizer tudo o que pensa, embora isso possa parecer caro ou estranho a outrem. Não somos santos!
    Abraços amiga!
    Adílio Belmonte

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    1. Olá, Poeta do Brasil! Confesso que tive alguma relutância em publicar este soneto, mas era o que havia... hoje não nasceu nenhum e eu sinto-me , física e psicologicamente, esgotada.
      Um abraço grande.

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