O DESENROLAR DOS TEUS DIAS
Tu estavas em silêncio, os olhos postos
Na imensidão do mar dentro de ti
E, por fora de ti, estavam mil rostos
Curiosos de te verem por ali.
Teus olhos nada viam; nem desgostos,
Nem medos ou razões. Dentro de si,
Os outros, os que te iam sendo impostos,
Tremiam, tal e qual como eu tremi.
Tu estavas em silêncio, mas não estavas
Ali, onde o rugir das ondas bravas
Assustava os demais que as contemplavam
E nesse teu silêncio me bastavas,
Sem que desses por mim me conquistavas
E era assim que os teus dias se passavam…
Maria João Brito de Sousa – 07.09.2010 – 11.41h
Sua poesia mostra não apenas a natureza como também a essência do amor.
ResponderEliminarObrigada, meu amigo.
EliminarHoje estou aqui em "infracção" ao estipulado sobre as obras do meu telhado mas, esta manhã, foram os senhores da obra que me deixaram à espera desde as nove da manhã. Peço desculpa por estar a contar isto que nada tem a ver com o poema ou com o seu comentário, mas os meus leitores têm estado a ser alvo dos meus desabafos no que toca a esta situação... e eu não fiz de si uma excepção... assim que me apanho no computador, só me apetece fazer "queixinhas" acerca destas famigeradas obras que tanto têm perturbado o meu trabalho online...
Um grande abraço, meu amigo!