O POEMA QUE O CORPO ME RECUSAVA
Se um poema dependesse só de mim
E não desses milhares de variáveis
Que se não sabe quando têm fim
E que jamais se tornam dispensáveis,
Ou se escrevê-lo fosse sempre assim,
Tão certo quanto os meus inevitáveis...
Mas não! Erva que cresça num jardim
Expr`imenta mil destinos improváveis...
Agora, neste alívio de proscrita
Que aqui vai renegando o seu castigo,
A tactear, como se se espantasse,
Deixo, enfim, um poema que acredita
E que agora mostrou ser meu amigo
Por muito que o meu corpo o recusasse...
Maria João Brito de Sousa
Maria João,agora fiquei à toa!não sei se gosto mais do soneto,do que da "bonequinha" aí em cima...pronto,perfeita simbiose então ;-)
ResponderEliminarBj*
:) Muito obrigada, Vítor! A "bonequinha" sou eu com duas horinhas de vida :) Quanto ao soneto, não queria nascer, de maneira nenhuma mas, quando eu já pensava que não iria publicar nada, lá me nasceu este... e valeu a pena porque, apesar de estar cheia de cólicas, sinusite e febre, fartei-me de poetar durante o fim de semana!
EliminarUm enorme abraço!
há dias q são abençoados... valem por meia dúzia de outros. parabéns, é explícito e encantador na rima. muito bem!!
ResponderEliminarMuito obrigada e não me leve a mal ter substituído a palavra ANÓNIMO pela expressão DEMASIADO TÍMIDO. Fi-lo numa altura em embirrava solenemente com o anonimato das pessoas e achei graça... por isso ficou. A minha sexta feira passada foi, realmente, um dia difícil, mas lá acabei por conseguir este sonetito.
EliminarAbraço gde!