QUINTA E SEXTA FEIRA
CONVERSAS DE MÃE PARA FILHO II
Vens magoado e esculpido pela sorte
Que em nada bafejou a tua vida,
Revoltado, sem pouso e já sem norte,
Sondar a felicidade prometida…
E não, não era este o teu transporte.
Esta aproximação mal conduzida,
Vai deixando, em nós dois, o travo forte
Da situação que está comprometida.
De nada me serviu tanto poema,
Tanta verdade e tanta confissão;
Ninguém entendeu nada do que eu disse!
Também ninguém entende que o problema
Só se exacerba na contradição
De quem, querendo ajudar , faz mais tolice…
Maria João Brito de Sousa
“Il ne faut pas s`affliger de n`être pas connu des hommes, mais s`affliger de ne pas connaître les hommes."
Confucius, Entret. 1.16
SOPRA O VENTO
Vai o vento soprando em derredor
Deste corpo despido de ideais
E enquanto o vento sopra, mais e mais,
Vão-me esses ideais ganhando cor.
Se enquanto o vento sopra, faz calor
Os corpos que se despem são normais
Pois surgem-lhes ideias geniais
E aprendem a despir também a dor
Mas, quando o frio aperta e já gelado
O meu corpo me pede mais cuidado
Não vá gelar também o que o anima
Peço ao vento que o deixe sossegado,
Ficam os ideais postos de lado
E é ao vento que entrego a minha sina…
Maria João Brito de Sousa – 16.09.2010 – 18.28h
Olá Maria João, espero que tenha tido um bom fim de semana.
ResponderEliminarEu sei que amanhã vão aqui estar mais três belos sonetos mas estes que acabo de ler são muito bons como são todos os que a minha amiga escreve.
Talvez a Maria João tenha alguma razão, ás vezes há quem queria ajudar e só atrapalha, muitas vezes não é de propósito mas acontece.
Um bom inicio de semana para si.
Um grande abraço.
Olá, minha amiga. Pode crer que acontece mesmo e hoje não haverá três belos sonetos, nem almoço para garantir a sobrevivência física, mas eu não me importo muito, no que a mim me diz respeito. Deixo o soneto possível. Ainda bem que há lobos solitários II. Daqui a pouco terei de estar em casa para abrir a porta aos operários.
EliminarUm grande abraço.