SEI LÁ II
Sei lá se posso, ou não, continuar,
Se devo ou nem sequer devo escrever,
Se vale, ou não, a pena `inda teimar
Quando a vontade teima em não nascer...
Não sei! Nem sei se posso acreditar
Que amanhã ou depois me vá esquecer
E que a vontade volte a conquistar
Um dom que lhe parece não caber...
Perdi-me e não me encontro sem escrever-me
Mas escrever-me não sei sem me encontrar,
Por isso nada sei! Não me perguntem
Que estranha coisa está a acontecer-me,
Porquê este soneto a gaguejar
Nas palavras que ainda repercutem...
Maria João Brito de Sousa - agora, só porque seria perigoso para a minha permanência física não me nascer, sequer, um péssimo soneto.
Maria João,só tem mesmo é que continuar...o que seria de nós,de mim,sem a ter por perto a nos encher o espirito e a alma com tamanha obra ,só ao alcançe dos predestinados...é o caso...e o caso deste soneto!...e para que continue com força e alegria vá ao "outro lado"encher uma menina de felicidade,e um pai de orgulho pelos vinte e três anos feitos hoje da minha princesa.
ResponderEliminarBj*
:) Olá, Vítor. Muito obrigada pelas suas palavras e prometo tentar continuar, mas não me nasceu mais nenhum soneto e os dois poemas que nasceram para o Montanhas e o Liberdades, são mesmo terríveis... estou muito, muito longe do estado de "felicidade apesar de tudo" que me tem caracterizado a obra durante estes últimos três anos... ou quase. Claro que houve momentos menos bons, como com qualquer um de nós acontece durante um percurso literário, mas agora... agora estou amarga e revoltada e como nunca fui de "meias tintas" e fingimentos, isso transparece de modo gritante nos meus poemas. Vá lá... ainda tenho algum "orgulho saudável" na minha transparência... não é mau sinal.
EliminarMas vou mudar de assunto porque não quero aborrecê-lo com as minhas divagações... parabéns pela sua menina! Eu vou já visitá-lo.
Um abraço!
Maria João que desanimo é esse?nunca a vi assim tão em baixo, não deixe que essa angustia leve a "melhor" descanse um pouco e vai ver que ganha forças para continuar.
ResponderEliminarJá viu que eu continuei a sua história da semana passada? e parece que mais ninguém fez ainda o que a Maria Helena pediu, mas eu deu-me um enorme prazer continuar a sua história, gostava era de saber a sua opinião, para mim é muito importante saber o que a minha amiga pensa daquilo que eu escrevo.
Um grande abraço e as suas melhoras.
Muita força Maria João
Obrigada, minha amiga Idalina! Eu já nem me lembrava da história da Fábrica! Ando mesmo num estado deplorável! Vou vê-la hoje, sem falta e, se conseguir, tentar terminar o trabalho. Tenho a certeza de que nunca me viu assim porque eu nunca me senti assim desde os tempos em que fui casada. Posso ter-me zangado, posso ter utilizado muita ironia em alguns dos meus poemas, mas nunca estive tão "de mãos atadas"como agora... é que só me nascem poemas que são um desastre e mais parecem insultos... sonetos, nem um! Bem, pode ser que ainda me nasça um, como ontem, ao correr das teclas... e dói-me tudo, Idalina. Tenho cólicas, febre, dores de estômago, falta de forças... ontem, um dos senhores que almoçam comigo estava doente e precisou de usar a cadeira de rodas. Por muito que eu tentasse, não consegui, sequer, empurrar-lhe a cadeira!
EliminarAté já e um grande abraço!
Maria joão,não raras vezes nos sentimos injustiçados pelo que a vida nos deu,ou dá,mas tenha sempre presente que há alguém do "outro lado"que por si nutre um especial carinho,por todas as razões e,mais uma,como a dos nos deliciar com tamanha dedicação a sonetos e poesia...uma poeta nunca está só!
Eliminar...P.S.Continuo a adorar a música de fundo do blogue...inspira-nos!
Tudo de bom,Maria joão,e muito obrigado em nome da minha famíla por partilhar um dia tão especial,como o aniversário da minha filhota.
beijinho de muita amizade
Não tem nada que agradecer, Vítor! Eu é que peço desculpa por me ter ausentado a seguir ao almoço, mas não estava a sentir-me nada bem e tinha que tratar de uns assuntos. Agora não me sinto nada melhor - pelo contrário! - mas quis aproveitar este bocadinho que os senhores das obras do telhado me deram. Parece que aplicaram um produto qualquer que leva uns dias a secar... não imagina a confusão que tem sido ter a casa invadida por pessoas que, embora muito educadas e simpáticas, têm mesmo de fazer barulho, entrar e sair, etc... nos primeiros dias foi muito difícil, mas depois foi sendo cada vez pior... eu nunca pensei que umas obras num telhado pudessem demorar tanto tempo! E a electricidade? Usaram um aparelhómetro qualquer que chegou a fazer disparar o disjuntar do contador da EDP... eu que nem ligo a ventoinha para não gastar energia...
EliminarAbraço grande!
Mª. joão
ResponderEliminarTe desconheço.
Não escreves e te lamentas no que escreves.
Para mim, tudo quanto escreves ou dizes é
poesia!
Não somos sempre iguais e se mudamos, um pouco, ou muito, faz parte da nossa caminhada.
E aceitamos!
Talvez a saúde não esteja bem (tu sabes como é), mas não esqueças a sinceridade dos que
te procuram e te escrevem.
Eu disse e digo, não estar bem, mas isso
esqueceste!...
Maria Luísa
Não, Maria Luísa, não esqueci. Ainda esta manhã pensei muito em ti e na tua coluna. Como estás? Já te sentes um pouco menos dorida? Eu tenho publicado quase milagrosamente algumas coisitas porque quase não tenho vindo ao CJO... quando venho é sempre numa correria e acabei por perder o ritmo aos sonetos... hoje não tenho nenhum e nem sequer me sinto com força para "forçar" um soneto menos bom. Não estou nada bem e as obras, embora hoje estejam paradas, ainda não estão concluídas... além do mais sinto que preciso mesmo de desabafar um pouco. Eu tenho uma capacidade de aceitação quase ilimitada no que me diz respeito a mim e apenas a mim... quando entram outras pessoas na equação, eu já não consigo gerir tão bem as emoções... e também estou fisicamente abalada, sabes? Devo estar com os anticorpos A.N.A. muito altos porque estou sem força nenhuma e ando febril há bastante tempo. Para não falar das costumeiras cólicas e desarranjos que têm andado a fazer-se sentir.
EliminarMas, ao menos tu, estás melhor?
Abraço grande!
Mª. João
EliminarEstou um pouco melhor, mas limitada no
meu escrever.
Hoje fui mais longe e coloquei um poema no google, verdadeiro, sem ficção. Se o leres,
sabes como estou.
Sinto a tua falta! Volta com o canto brilhante
de teus sonetos.
Estou a falhar muito nas visitas e vou terminar por hoje.
A vértebra está a morder!
Não esqueças de te tratar, por favor.
M. L.
Ainda bem que estás melhor, amiga! Hoje vou ao Google ver o teu novo poema, mas escrever os sonetos não depende só de mim e hoje não me nasceu nenhum. Nem soneto, nem poesia modernista ou rimando em redondilha... nada! Não digo que não nasça ao longo do dia, mas não trago nada comigo e continuo a não me sentir bem. As dores continuam e o cansaço típico do síndrome, também. O Kico acabou ontem as injecções de cortisona e continua a piorar da dispneia. Tem períodos em que fica mesmo incapaz de inspirar, fazendo ruídos de falso crupe que são uma coisa terrível e nos fazem sofrer muito a ambos... vou ter de ir hoje ao veterinário pedir mais umas injecções do corticóide. Não tenho dinheiro para as pagar, mas ele tem sido uma pessoa fantástica nesse aspecto. O Sigmund também não está muito bem e fartou-se de vomitar esta manhã... parece que adoecemos todos ao mesmo tempo, embora esta fase terminal do Kico dure há meses...
EliminarAbraço grande e até já!