VER-ME ONTEM, VER-ME AGORA


 


Vês-me como me viste em tempos idos;


Ingénua, incauta e até perturbadora,


Rastejando nos trilhos mais escondidos…


Vês tudo o que em mim viste e vês-me agora.





Vês-me chorando os mais desprotegidos,


Amando as plantas, tal como era outrora,


Subindo enquanto desço o já subido,


Descendo se só penso em ir-me embora





E, se assim tu me vês, assim serei!


A teus olhos me moldo e pouco importa


Que eu te fale das coisas como as sinto,





Que desvende o que nunca te mostrei,


Te aponte o esconderijo ou te abra a porta,


Pois nunca aceitarás que te não minto…


 


 





Maria João Brito de Sousa

Comentários

  1. lindo soneto como sempre, e linda foto cheia de carinho.
    Um grande abraço

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    1. Obrigada, Idalina!
      O sapo está com um problema de links! No meu texto do Contra-Sensual não consegui linkar - com acesso directo - o endereço da Fábrica e agora é o seu nome... ainda não percebi muito bem se é um problema técnico ou psicológico...
      ou se também anda em obras :))
      Um grande abraço!

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    2. Olá Maria João, fique descansada que está tudo bem, eu é que não tinha o meu "PC" e comentei do meu trabalho e não consegui comentar como Linhaseletras "m as comentei na mesma.
      As suas obras como vão?eu sei como é aborrecido mas é necessário .
      Um grande abraço

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    3. Olá, Idalina. São obras no telhado e pertencem ao condomínio, mas eu é que tenho acesso ao telhado e estou a ficar meia maluca com isto tudo!
      Hoje deixei-os lá sozinhos para poder vir, ao menos, publicar. Não gosto de fazer isto, mas este trabalho é muito importante para mim... e não só.
      Um grande abraço e um excelente fim de semana!

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  2. Mª. João

    Voltei em bem e te encontrei num poema comovente até ao âmago.

    Sei do que se está a passar, mas sinto a tua falta, como poeta que sou!

    O teu soneto é lindo, comovente, brilhante
    e faltava eu, para te dizer.
    Eu sei que como eu não encontras ninguém que te comente e te diga em verdade e sensibilidade isto que digo, como eu digo!

    Beijos,

    M. Luísa

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    1. A beleza está sempre presente...em simbiose com os sonetos.

      P.S. uma história de uma Maria no "outro lado"

      Bj*

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    2. Demasiado timido

      De acordo com a simbiose do poema e a presença da beleza.

      Gostava de conhecer a história da outra Maria
      "no outro lado".

      Venha ao meu encontro!

      http://os7degraus.blogspot.com
      hrrp://premios_prosa-poetica.blogs.sapo.pt


      Maria Luísa

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    3. A reus olhos eu me moldo
      me transformo no que queres
      e não te fale das coisas como as sinto.

      Que importa que penses
      que te minto,
      o pensamento é teu
      Não meu!

      Mª. Luísa


      p.s. talvez por engano "Demasiado timido"
      veio para o meu outlook. Respondi como se entendesse, mas há um erro no "prémios"

      "http", em vez de hrrp. Gosto sempre de responder, mesmo que seja escrito para mim
      por simples engano.

      Beijos e regressei.

      M. Luísa

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    4. Obrigada pelas tuas palavras, minha amiga. Hoje deixei o Kico e os senhores das obras sozinhos por um pedacinho. Tenho de publicar e não o posso fazer de lá de casa... também não é muito fácil escrever, andar a correr para abrir e fechar a porta e limpar os xixis do Kico que entrou em poliúria compensatória. Nós pensamos que só a ausência de urina significa insuficiência renal, mas não é bem assim. Numa primeira fase, os rins, incapazes de eliminar os resíduos tóxicos do organismo, compensam fabricando mais e mais urina; só depois começam a deixar de a produzir. Enfim, não está a ser nada fácil e estas obras infindáveis só vieram complicar ainda mais.
      Um grande abraço!

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    5. Não sei como isso pode ser possível, amiga... "Demasiado tímido" foi o nick que eu escolhi - num momento de brincadeira - para quem me comentava anonimamente... mas isso foi há séculos!

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    6. Ah! Agora já estou a ver o que poderá ter acontecido... eu vou já até aí :)... mas não posso demorar! Tenho a casa invadida e vim aqui a correr...

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    7. Mª. João

      Estão a aparecer emails estranhos mo meu outlook.

      Este veio de ti e eu nem sabia desse nome e me confundiu, mas respondi pensando ser um amigo teu.

      O problema da vértebra da dorsal que foi
      curado está a tornar e não posso escrever,
      até saber o que se passa. Segunda vou ao médico.
      Escrever deixa-me de rastos!

      M: Luísa

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    8. Compreendo, Maria Luísa. Também vim aqui "de
      fugida", só para publicar o soneto possivel.
      Abraço e as tuas melhoras.

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    9. Desculpa, Maria Luísa, mas não faço ideia do que possa estar a acontecer com o teu outlook. Eu nem sequer tenho o outlook instalado.

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