IDENTIDADE


 


Aonde eu alcançar, haverá mundo,


As ondas sonharão, farei poemas


E encher-se-á o mar de novas penas


Mas não das mil marés de que me inundo!





E se acaso avistar, lá bem no fundo,


As algas que se agitam, quais melenas,


Por elas cantarei as mais pequenas


Das rimas singulares em que me afundo…





Eu mesma serei água e, a quanto mar


Possa sequer pensar em submergir-me,


Tentando diluir-me esta vontade,





Resguardando o meu estro de luar,


Direi ter-lhe entregado, ao diluir-me,


Tudo menos tão estranha identidade…


 





Maria João Brito de Sousa


 


 


 


 


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Comentários

  1. Ora cá estamos de volta !
    Bela tela e bela poesia. E melhor da saúde???
    Bacio.

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    1. :) Olá, Peter! O melhorzinho de se estar doente ainda é esta alegriazinha que nos invade quando, num dia, acordamos um bocadinho menos doentes :)) estou longe de estar bem, mas a verdade é que me não sinto tão mal quanto estava ontem. Apesar de o vale da Segurança Social ainda não ter vindo - está atrasado! - e eu ter contas a vencerem amanhã, sinto-me muito menos "burra" do que me sentia ontem... garanto que muito pior do que febre, tosse e dores, é mesmo ficar com a criatividade "congelada" de cada vez que apanho uma infecção um pouco maior... é como se as palavras não viessem ter comigo, por mais que eu as chamasse... as metáforas empobrecem-se e a fluência da escrita desaparece completamente, de cada vez que tenho cólicas, dores musculares, sinusite ou outra qualquer infecção respiratória. Se é verdade que o nosso estado psíquico influencia muitíssimo o nosso bem estar físico, não é menos verdade que o contrário também funciona!
      Bacini e grazie!

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  2. Li o teu poema.
    Está bom, mas falta a tua Alma e sem Alma,
    não há vida.

    Espero essas melhoras e o correr alegre de teus poemas!

    Com carinho, as melhoras.

    Mª. Luísa

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    1. Ainda estou muito combalida, amiga... só hoje comecei a sentir-me um bocadinho menos mal e a recuperar alguma fluência de escrita. Acreditas que me sinto alegre e estou muito longe de me sentir bem? Mas é "um bocadinho menos mau" e isso faz toda a diferença! Parece-me que o antibiótico começou a fazer efeito e a febre não está tão alta, a tosse não está tão forte, as dores não são tão intensas e já não me sinto tão "estúpida"... porque eu senti-me mesmo estúpida! Quase não conseguia escrever e estava sem capacidade de fazer uma análise decente do que lia... era como se as palavras não quisessem nada comigo... terrível! É bem pior do que o mal estar físico, garanto-te!
      Um abraço grande e que recuperes também tu dessa tua coluna!

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  3. parabéns pelo blog! Eu adoro esportes e ler as páginas cheias de vida e paixão tão animado!

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  4. Soneto muito bonito

    Hj estou sem muitas palavras, a doença tem afligido minha família. Foi minha mãe, agora meu irmão e minha comadre (sobrinha).

    Abraços

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    1. Caramba, amiga! Agora também adoeceram o teu irmão e a tua sobrinha? Parece que há momentos, na nossa vida, em que tudo parece correr mal! Eu também estou um pouco menos bem do que estava ontem... ainda tenho muita tosse, dói-me muitíssimo a cabeça e, ainda por cima, o bendito vale da Segurança Social não chegou e a conta do gás vence hoje... não entendo isto! O mês passado veio a dezassete e este mês parece ter-se evaporado... mas, no que te diz respeito, espero que a doença dos teus familiares seja passageira! Que não seja nada de grave e que, em breve, fiques mais animada!
      Abraço grande!

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  5. Olá Maria João, gostei de ler este seu soneto e saber que já está um pouco melhor, ainda bem! os seus poemas fazem-nos falta e a sua saúde é muito importante tem que cuidar bem dela.
    Um grande abraço e continuação de melhoras .

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    1. Amiga, aquelas ligeiras melhoras de ontem foram "sol de pouca dura"... hoje não estou grande coisa e, ainda por cima, estou furiosa porque o vale da Segurança Social veio no dia dezassete do mês passado e, este mês, nada! Fiquei à espera até agora e... nada! Ainda por cima tenho contas que vencem hoje e esqueci-me de trazer o Ben-u-ron comigo... é um daqueles dias "não"...
      Também não consegui escrever nada para a Fábrica porque ontem, quando fui tomar o cafezinho do costume, adormeci em plena conversação! Ando mesmo exausta! Pareço uma daquelas velhinhas de cem anos que dormitam por toda a parte.
      Um abraço grande!

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    2. Boa Tarde, primeiro que tudo as suas melhoras, ontem não lhe cghguei a dizer o quanto gosto deste seu quadro, tem muito a ver com a minha amiga.É muito bonito. Um abraço

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    3. Olá, Idalina! Este quadro tem mesmo muito a ver comigo... quando o pintei todos aqueles meus amiguinhos eram vivos, exceptuando a Angel, a gatinha branca que está no topo, por cima da estante dos livros e que tinha morrido pouco antes, com cancro da mama... ainda tentámos operá-la, mas ela ficou no pós-operatório; hoje já faltam tantos... o Kico é que parece apostado em tornar-se imortal! :) Está fartinho de dar pontapés na morte. Ora tem um ataque, ora melhora... está incontinente e, volta e meia, perde o andar e fica todo enredado nas próprias patas mas, depois, lá se volta a pôr de pé e vai andando, mesmo a tropeçar. É um bichinho muito rijo!
      Abraço grande!

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