DESPOJAMENTO E DISPERSÕES
Quanto o luar me oferece, em dividendos,
Tanto eu irei cantar, durante o dia!
Desconstruída, eu lanço mil remendos
Sobre os rasgões de mim que antes não via…
Renasço em cada flor dos aloendros
Reassumindo, enquanto alegoria,
Os despojos da carne dos meus membros
No dealbar de cada melodia…
É por vezes subtil, esta diferença
Entre o rebelde e a sua submissão
À estranha metafísica da vida
Mas, quem pode dizer que isto é doença?
Pr`a mim é mais um passo, outra incursão
Numa aparência apenas pressentida…
Maria João Brito de Sousa
Olá Maria João, estes seus sonetos são sempre tão bonitos, não sei onde vai buscar tanta inspiração
ResponderEliminarComo vai a sua saúde , espero que ande melhor e que já esteja despachada das obras.
Um grande abraço.
Olá, minha amiga Idalina! Nem eu sei onde vou buscar a inspiração :)) não é às dores nas costas, de certeza, mas já fiz um ou dois só para elas... mas não tive muita sorte... elas não se foram embora :))
EliminarDestas obras já estou despachada, mas continuo a ver muito mal a televisão porque o problema é que os fios interiores - passam por dentro das paredes da zona das escadas - são muito velhos e não se dão bem com a antena nova... já ninguém usa antenas das antigas por isso terei de me aguentar assim. Já estou a ficar habituada a ver" chover" no ecrã :))
Um grande abraço!
Olá poetisa. Soneto mais que bonito !!!!
ResponderEliminarbaci.
:)) Tive de o reler, Peter! Já nem me lembrava dele... mas, sim! É muito, muito sentido... mais um dos meus monólogos interiores que tive a enorme sorte de conseguir trazer para o papel e depois para esta "tela" azul que tenho em frente de mim...
EliminarBacini!
parece-me uma imagem muito interioriorizada. bacio.
EliminarSim, Peter. Tudo isto é profundo e tão revelador quanto um teste de Roschach, estou consciente disso. Poucas pessoas se atrevem a revelar-se tanto quanto os poetas e os pintores, essa é a verdade... e poucos se dão tanto assim.
EliminarSe se refere à fotografia, faz parte de uma imensa colecção de postais que o meu avô poeta foi trazendo de todo o mundo e que estão comigo.
Bacini!