TER, NÃO TENDO
Atribuo o que tenho ao que não tenho…
Se tudo tem um preço, este é o meu!
Por mais que vos pareça injusto ou estranho,
Aceitei-o da mão que mo estendeu…
É, portanto, das letras que desenho
E que estendo pr`a vós, qual Prometeu,
Que retiro o Maná que agora obtenho
[quem não colhe da Terra, ordenha o Céu…]
Se, às vezes, sinto a falta de um conforto,
Se a alma se me esgota na labuta,
Se o provento não dá pr`a sustentar-me,
Tenho a compensação do tronco morto
Renascendo da cinza; a eterna fruta
Com que haverei, depois, de consolar-me…
Maria João Brito de Sousa
Olá Maria
ResponderEliminarO soneto é bonito, mas parece algo desconfortante no ar.
Quanto a foto e local dela parece muito aconchegante. Maria e papai?
É notável que sempre teve a presença do teu pai, ao contrário do meu. Parabenizo famílias assim.
Olá, Vera! É possível que tenhas detectado o meu desconforto físico, no presente. Estava- ainda estou, mas menos - com uma terrível pontada nas costas! Sou eu com o meu avô poeta. Foram ambos grandes pilares da minha infância; ele e o meu pai. Era como se tivesse dois pais; o avô, mais sonhador, a respirar poesia por todos os poros e o pai que sabia muito sobre muitas coisas, sobretudo biologia, pintura e literatura. Fui bem "sustentada", quando era pequenina! :))
EliminarAbraço gde!
Maria
ResponderEliminarestive observando "Horizontes da Poesia" através do seu blog.
Espantou-me o sobrenome da carta do angolano "António Jacinto". "Jacinto" é meu sobrenome. Sei que tem este sobrenome também em Portugal. Será todos da mesma linhagem?
Abraço
Ai, que vergonha! Ainda não li a carta de António Jacinto... sabes o que te digo? Estou completamente "não presta"! Tento fazer de tudo um pouco e acabo por não fazer nada de jeito... mas não sabia que tinhas o sobrenome de Jacinto... algumas famílias têm nomes iguais mas com raízes diferentes. Mas podes ir ao Google e procurar no site de genealogia... eu é que não posso porque é necessário fazer um download que estes computadores secundários não aceitam...
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