UMA OUTRA CASA, TAMBÉM PORTUGUESA II


 


Encontro as rimas dispersas


No lençol feito de linho,


Que foi bordado a conversas


Sobre esta cama de pinho


 


 


E nas horas mais adversas,


Abraço o lençol limpinho


- que lavo todas as terças –


Para sentir-lhe o cheirinho…


 


 


Se a minha casa não for


Uma casa portuguesa


Como a da antiga canção,


 


 


Tem, pelo menos, amor


E só não tem pão na mesa


Porque o traz no coração!


 


 


 


 


 


Maria João Brito de Sousa – 24.11.2010 – 21.57h


 


 


 


 


 


 

Comentários

  1. Lindo Mª. João

    Quando os leio, me sinto a caminhar ràpidamente, por um caminho que não conheço, mas me agrada e a luz, as flores, os
    insectos, a natureza, caminham comigo
    felizes,
    eles e eu, levamos os teus versos!

    Beijos e saudades,

    Mª. Luísa

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    1. Obrigada, Maria Luísa! Foi assim que sempre me senti, amiga... uma pequena parte desse todo que inclui a natureza, os seus insectos e aves, as suas plantas...
      Obrigada por levares os meus versos por aí!
      Abraço grande!

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  2. Ontem como não vim aqui, não vi o solidário poema que a Maria João fez com toods os trabalhadores portugueses!
    :) Não pude deixar de sorrir, pela sua forma interventiva nos dias de hoje... e na greve de ontem!
    Beijo, Mª João
    Sempre, Isabel

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    1. :) Olá Isabel! Não publiquei nenhum poema no poetaporkedeusker... foi só mesmo o aviso de greve, mas o Mumbles garantiu uma situação que me pareceu de emergência... pelo menos o Fado Sem Gente nasceu-me com o carácter imperioso das urgências e foi por isso que o publiquei no http://mumbles.blogs.sapo.pt/
      No fundo, o carácter das greves é muito simbólico
      e eu estou convencida de que isto que aqui faço é, realmente, trabalho :) É bem possível que, daqui a muitos anos, quando eu já por cá não andar, ele venha a ser considerado como tal... isto sem querer fazer futurismo! É qualquer coisa de muito inexplicável mas forte - fortíssimo! - o que me leva a vir aqui todas as manhãs e a prolongar o meu "teclar" até ao fecho do Centro.
      Um abraço grande, grande!

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    2. Lindo...Maria João. Lindo esse poema nos "Mumbles", com grande força...
      ... e concordo consigo...poesia é trabalho!
      e a Mª João uma grande e conscenciosa trabalhadora...
      Abraço apertado
      Isabel

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    3. Um bocadinho atrapalhada com o elogio, agradeço-lhe mais uma vez!
      Vou tentando ser uma boa trabalhadora, isso é verdade! Luto contra todas as minhas humanas fraquezas para dar o meu melhor... penso que isto não seja orgulho, no mau sentido... mas fico muito feliz quando vocês gostam do que lêem! Parece-me um "orgulhosinho bom" porque não me enche de vaidade e sim de vontade de produzir mais e mais...
      Enorme abraço!

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  3. Muito bonito este seu poema, cada vez há mais casas assim, muito amor e pouco pão, mas pouco há a fazer, não é verdade minha amiga.
    Um grande abraço

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    1. Não, amiga! Há muito que fazer! Eu vou fazendo a minha minúscula partezinha... todos nós temos muito que fazer quando surgem estes ciclos de desequilíbrio social e económico. Não sou nem nunca pretendi ser uma politóloga. Deixo isso para quem tem as devidas competências, mas os portugueses estão a passar por momentos difíceis e devem consciencializar-se mais em relação àquilo que, por definição, uma democracia exige.
      Pronto, já "debitei" um discurso mais ou menos político :)) Desculpe-me se a aborreci!
      Um abraço grande!

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    2. Não aborreceu nada, eu gosto de "ouvir" quem sabe falar das coisas com tanto discernimento e sabedoria.
      Um abraço e um bom fim de semana.

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    3. Ia-me escapando este seu comentário... mas devo tê-la aborrecido, sim! Eu não tenho jeitinho nenhum para falar destas coisas... é preferível dizê-las em poemas!
      Vou aproveitar para lhe falar de um outro Fado que fiz e que, se calhar, não viu, no http://mumbles.blogs.sapo.pt/ . "Furei" a greve, mas foi por uma boa causa! Se lhe apetecer, passe por lá!
      Abraço

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  4. Rosa Silva ("Azoriana")26 de novembro de 2010 às 10:04

    Ó que linda a tua casa
    Tão repleta de valores
    Teu coração é a brasa
    Que te aquece de amores.

    Teus amores pela rima
    Eleva a tua moral
    E também vem ao de cima
    Um poema sem igual.

    E cá na ilha te canto
    Com uma terna devoção
    Porque sei que não há pranto
    Nas ondas do coração.

    Teu coração está bordado
    Pela rima pioneira
    Será sempre do agrado
    Desta amiga da Terceira.

    Abraços
    Rosa Maria

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    1. Rosinha! Caramba, amiga! Neste momento não me estão a surgir versos nenhuns, desculpa! Acho que ainda estou congelada pela caminhada que fiz até aqui... mas tu és um espanto! Tens sempre belas rimas na ponta da língua... neste caso, dos dedos! Eu tenho os meus momentos menos poéticos...
      Obrigada! Muito obrigada pelos teus versos!
      Vou ver se ainda hoje passo no teu cantinho!
      Abraço grande!

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