RABISCANDO UMAS ASAS DE PAPEL


 


 


Cada verso me nasce, sem pedir,


Com asas de papel, corpo de chama,


Quando, nele, em voz alta se proclama


Tudo quanto me doa… se o sentir…


 


 


Cada verso que "roubo" é, sem mentir,


Isento de razão, alheio à fama,


Surgindo como a chuva se derrama


Sobre eternas planuras a florir.


 


 


Cada qual se reforça quando afirma


Seu derradeiro apelo à solidão;


Rabisco mal  esboçado, mas urgente


 


 


De quem dispensa um outro que o redima…


Por cada verso, a ponte em suspensão


Entre aquilo que sou e toda a gente…


 


 


 


 


 


 


Maria João Brito de Sousa - 29.12.2012 - 14.51h

Comentários

  1. LINDO!!!!!!
    Gostei mesmo muito!..das palavras, do poema e da imagem que tem uma força espantosa, poeta!
    Saudades
    Isabel

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    Respostas
    1. Obrigada, Isabel. Como, a partir de hoje, vou ficar sem poder aceder à net, desejo-lhe, desde já, um 2011 muito FELIZ!
      Abraço gde!

      Eliminar

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