A REDESCOBERTA DO SER
Lembrei-me do pedaço de universo
Que se abraçava à rua em que cresci
E sei que, nesse instante, renasci
Da simultaneidade deste verso…
Recordo-me de um ser primevo, imerso
Nas brumas desse mar em que o vivi
E relembro o instante em que surgi
Das sílabas de sal em que o confesso.
Disposta a descrevê-lo, traço a traço,
Vou além de mim mesma e sei que o faço
Pois volto a degustar esse sabor
Das coisas que encontraram o seu espaço
No côncavo sagrado de um regaço
Perpetuando os laços de outro amor.
Maria João Brito de Sousa – 22.01.2011 – 22.21h
Il n`y a que deux choses à combattre sur le terrain intellectuel; le dogmatisme et l`intolérance.
A. REV.
Para quem queira apreciar boa poesia dita por GRANDES poetas e "diseurs";
Este teu soneto é lindo e fato é magnífica!
ResponderEliminarAbraço
correção
EliminarQuis dizer a "foto".
Perdão pelo erro.
Não te preocupes, Vera! Eu nem sequer tinha reparado... e também vou dando os meus erritos! :)
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