ÀS DUAS POR TRÊS!
… e, às duas por três, tão de repente
Que o próprio coração se lhe abalava,
Ouvia-se um trovão e lá brilhava,
No estro do Poeta, o verso ardente…
Assim nascia cada apelo urgente
Que ninguém, senão eu, testemunhava,
De cada vez que o verso ribombava
Anunciando a vinda da semente…
Não houve um só momento, um só segundo,
Em que, calando aquele apelo fundo,
Lhe não surgisse o Verbo! Uma só vez!
Não soube se era, ou não, do nosso mundo
Mas, quando ouvir de novo, eu não confundo
Aquele clamor do; “Às duas por três!”…
Maria João Brito de Sousa – 19.01.2011 – 21.
Bom dia!
ResponderEliminarBem ilustrados os seus poemas, posso concluir que com pinturas da sua autoria.
"No astro do Poeta, o verso ardente" é assim que sente?
Qustiono-me se mantém os seus diálogos em verso, tal a facilidade que tem em se exprimir dessa forma :D
Abraço
:)) Olá, Averse! Acredite que há dias em que dou comigo a monologar em decassílabo heróico... mas é demasiado e paro quando me dou conta disso. Isto é muito gratificante - trabalhar em poesia clássica - mas cansa! Não no sentido de nos deixar fartos... no sentido de, quando os poemas surgem de enxurrada, nos deixar quase de gatas, até fisicamente.
EliminarÉ preciso ver que também já estou a ficar velhota :)), que estive à morte duas vezes, que não funciono mt bem porque tenho um problema congénito e estas coisas têm todas um efeito cumulativo que não pode ser desprezado porque... é assim mesmo, neste nosso biológico viver...
Abraço e obrigada!
A parte do "monologo em decassilabo heroico" (expressão fantástica) que nos apraz ler, releva um espirito bem jovem e saudavel, certamente visivel no prazer que notoriamente tem. Vale muito, "neste nosso biológico viver"
EliminarAbraço
;) Não seja por essa frasezinha! :)) Camões poderia tê-la dito - é bem provável que a tenha mesmo dito! - e é uns bons aninhos mais velho do que eu! :)
EliminarAbraço grande!
Continua inspirada na poesia e no desenho, que vou roubar para o meu blogue.
ResponderEliminarBom fim-de-semana
Bom dia, meu amigo Artesão. Quanto à poesia, até ontem, foi mais ou menos... a pintura a óleo é de 1999. Continuo sem forças, material , tempo e espaço para pintar e, a partir de agora, vou ter ainda menos. O meu trabalho físico triplicou nestes últimos dias e o pouco tempo que tinha para respirar fundo... evaporou-se.
EliminarObrigada pelo "roubo". :)
Um abraço.
Olá Maria João, este soneto é a prova de como eles saem da sua alma, nota-se a maneira e a facilidade com que "eles "nascem e ás vezes como diz mais do um, o que deve ser complicado estar a escrever um e já com outro em espera.Muito bonito.
ResponderEliminarUm grande abraço
Bom dia, Idalina! Para mim não é... ou melhor, não era complicado. Assim eles me nascessem! :) Mas a partir de agora vai ser praticamente impossível. São "as malhas que o império tece" :)
EliminarEstá melhor do seu síndroma?
Abraço grande!