SEGUE-SE UM POEMA...


 


Segue-se este poema que não chora


Mas, desse mesmo sal que tens nas veias,


Faz hino à sensação que se demora


Por dentro do tecido das ideias


 


 


Numa emoção telúrica, infractora,


Que nega uma ilusão de panaceias


E que irrompe do fel de cada hora


Com ânsias de quem rompa mil cadeias.


 


 


Mas… segue-se um poema! Ou terei feito


Um abrigo qualquer, sem dar por nada?


Talvez, não sendo um ´bunker`, me proteja


 


 


E aquilo que se segue, por direito,


Seja a mesma revolta estrangulada


Que se acrescenta até que se oiça e veja.


 


 


 


 


 


Maria João Brito de Sousa– 17.01.2011 – 19.53h

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