ASCENSÃO E QUEDA DE UMA POEIRA CÓSMICA CHEIA DE SENTIDO DE HUMOR


 


ASCENÇÃO E QUEDA


DE UMA POEIRA CÓSMICA ERRANTE


CHEIA DE SENTIDO DE HUMOR
*


Este seria um astro quase errante


Na execução duma órbita fugaz,


Sepultando o suor da vossa paz


Sob um silêncio cavo e militante…
*


 


Perpetuado foi cada habitante


De um espaço que já não o satisfaz


E aceita a missão que outrem lhe traz


De ir zelando por vós… mas bem distante.
*


 


(um dia destes nega esse seu rumo,


e escapa-se a voar, desfeito em fumo,


na velha compulsão de ser quem é,
*


 


ou então muda a rota e cai a prumo


e nada sobrará senão o sumo


dos frutos das conversas de café…)
*


 



Maria João Brito de Sousa – 01.02.2011 – 19.28h


 


 

Comentários

  1. Beijos! Estás mais "mansa" , como tu dizes????
    Dá noticias. Vê o ligeirinha. Bj

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    1. Estou um nadinha menos "assanhada" :))) Mas ainda estou numa posição muito desconfortável, minha Ligeirinha. Por tudo e por nada, deito as garras cá para fora e rosno... mas se estivesses comigo, achar-me-ias muito calma, de certeza. Mesmo "assanhada", confesso que estou mais serena do que a maioria das pessoas, acredita. Mas ainda estou "à defesa". O meu sexto sentido não me deixa entrar no Nirvana... :))
      Vou já até aí!

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  2. É EXTRAORDINÁRIO O QUE FAZ COM AS PALAVRAS E COMO CONSTRÓI ESTES SONETOS!!!!!!!!!
    Todos os dias me consegue espantar
    beijo Maria João

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. :) Obrigada, Isabel! Eu não morro de amores por estes sonetos que são mesmo isso; brincar com as palavras. Estou numa fase de grande cansaço físico, houve alterações profundas e nada positivas neste meu "estar" na vida e... pronto... na falta da criatividade, tenho de me socorrer dos conhecimentos técnicos e aplicá-los ao trabalho de cada dia. O soneto que irei publicar hoje chama-se assim mesmo; "A Brincar com as Palavras". Tive de o fazer ontem à noite, quando percebi que a inspiração não vinha - custa-me dizer "inspiração" porque sinto que é qualquer coisa mais profunda e concreta do que um simples "estar na onda da poesia". Sei que é mesmo trabalho, mas é um trabalho duro, que exige uma disponibilidade afectiva e emocional que eu, nestes dias, não tenho podido manter... nunca o "porque Deus quer" me soou tão verdadeiro e tão perfeitamente conseguido. Acredito que todos nós nascemos com dons. Sempre acreditei e cada vez acredito mais... mas precisamos de encontrar o caminho para a perfeita execução desses dons e não deixar que nada nos desvie dele.
      Até já e obrigada, Isabel!

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