CAMINHO DE POETA


Solitário nasceu e há-de morrer


Poeta que é poeta a tempo inteiro!


Bem soube que nasceu para escrever,


Nunca o fez pr`a mostrar-se ou ter dinheiro...


 


Poeta é mesmo assim! O seu dever


Foi ser em plena essência, verdadeiro,


Esquecido de si mesmo ao transcender


Fronteiras deste humano cativeiro…


 


Poeta... este ousou sê-lo e nem par`cer;


Negando o que outros dizem dar prazer


Abraçou, despojado, a fantasia,


 


E deu-se por inteiro. E nem sequer


Hesitou, recuou, parou pr`a ver


Aonde é que o levava a Poesia...


 


 


 


Maria João Brito de Sousa – 22.03.2011 – 18.46h


 


Ao meu avô, António de Sousa. Poeta.


 


 NOTA - Soneto reformulado a 22.10.2015 


 


 


http://www.raizonline.com/radio/    Oiça, esta noite, entre as as 22 e as 24.00h - hora de Portugal Continental - o programa


 


SABOREANDO, de  Joaquim Sustelo


 


 


 


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... e, a seguir, oiça o OUVINDO A MAGDA no http://www.raizonline.com/radio/

Comentários

  1. Apesar da simplicidade da minha poesia, identifiquei-me plenamente com as palavras poéticas aqui deixadas. Levei-as comigo, no meu Favoritos. Espero que não se importe.
    Um abraço

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    1. Poeta Maria João,a sua poesia soa como um trovão,seguida da maravilha de um clarão,que nos ilumina o coração.

      Bj*

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    2. Olá, Ivete. Seja bem-vinda e não se coíba de levar seja o que for de que possa gostar. Eu fico muito contente quando me levam poemas, desde que os identifiquem, claro... mas não é o caso dos favoritos que ficam automaticamente identificados. Muito obrigada pela sua visita, pelas suas palavras e por ter gostado deste soneto.
      Um abraço!

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    3. :) Olá, Vítor! Muito obrigada... não tenho tido nem um bocadinho de tempo para ir, sequer, ao meu Pekenasutopias... também não o tenho visitado a si, lá do outro lado... terá de me desculpar pois estou cada vez mais cansada e cada vez arranjo mais coisas para fazer...
      Abraço gde!

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  2. lindo, Mª. João

    Comovente e linda esta forma de dizer :

    "Poeta. dá-se inteiro e nada quer
    De um caminho que o leva onde ele puder
    E onde o quiser levar a Poesia!"

    É assim mesmo, dessa maneira!

    Parabéns,

    Mª. Luísa

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    1. :) Obrigada, Maria Luísa... mas o que é que tu estás a fazer ao computador, a escrever? Deverias estar a repousar... tens mesmo de repousar até essas vértebras deixarem de te doer!
      Vá... eu sei que não estou aqui para dar conselhos, mas tem de ser e tu sabes bem que sim. Repousa amiga e deixa estar que eu cá vou publicando os meus sonetos e corrigindo também, quando tenho tempo para isso e a consciência de poeta me vem dar uns abanões para eu ir ver os erros que fui cometendo... e são imensos! Tenho aqui, na pen, um soneto que foi praticamente reconstruído a partir do "esqueleto" inicial que tinha imensos erros de métrica... não sei onde ele anda porque, de vez em quando, acontece-me mudar o título aos poemas, no momento em que os publico... e estou cansada... tão cansada que durmo muito mais do que as seis ou sete horas habituais...
      Abraço grande... e tem cuidado contigo!

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  3. Lindo!
    Alma transbordante de sentimento!
    Como estás querida amiga?
    Tenho saudades tuas! Bjs

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    1. Olá, Ligeirinha! Vim agora mesmo do hospital, de uma consulta de Medicina Interna, e não estou grande coisa... mesmo que não estivesse mal de todo, ficaria furiosa porque o programa que está no computador daquela consulta, está mal feito e tem falhas... o médico perdeu imenso tempo a tentar minimizar os erros, mas acabou por ter de passar os despachos à mão, assinados à frente... e adivinha... as farmácias não podem aceitar! O antibiótico que deveria tomar ainda hoje, vai ficar para quando eu puder ir ao centro de saúde e resolver outros erros que também há por lá... olha, desculpa, mas foste a primeira que eu apanhei para os desabafos...
      Agora fica um abraço dos grandes! Beijinho!

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    2. Já estava tão preocupada!!! Mas afinal estás sem tomar o remédio....
      E como te sentes?
      Beijinhos grandes!

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    3. Sinto-me mal, Ligeirinha... estou mais mole do que manteiga no Verão e quase não me consigo mexer, mas vou hoje ao centro de saúde. Já percebi que é essencial que tome o antibiótico... o médico fez muitas "caretas" quando me auscultou. Também há um fundo alérgico nisto tudo... tenho um prurido atroz no interior dos ouvidos e por toda a cara, os eosinófilos estão" desembestados" e eu estou que não me aguento. Esta tarde vou, sem falta, podes estar descansada... desculpa nem ter tido tempo para te visitar ontem... tenho tudo tão atrasado e não tenho conseguido trabalhar nada de jeito. Hoje vou ao Ligeirinha!
      Beijinho!

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  4. Cara amiga,
    Este soneto fez-me lembrar o Pessoa.

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    1. Como está, meu amigo Artesão? Quando fiz este soneto, ocorreu-me pensar em mim e no meu avô, mas não está errado não senhor. Pessoa também era um poeta que se poderia rever neste sonetozito...e a grande maioria dos grandes poetas, pode acreditar, também o aceitariam...
      Um abraço!

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    2. Cara amiga,
      Não tenho dúvidas quanto ao que afirma.
      Pela parte que me toca, a minha cervical está raivosa e tenho grande dificuldade em sentar-me ao computador.
      Vou faz uma TAC à coluna. Veremos.
      Um abraço

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    3. Estou como o meu amigo Artesão; a ver vamos! O meu estado de saúde agravou-se por uma agudização do problema crónico e complicou-se, mais ainda, por uma infecção respiratória que veio sem ser convidada :) Mal consegui vir até cá e nem um único soneto me nasceu desde que a febre subiu... mas estou a tentar acreditar que isto melhora! Esperemos ambos que sim, que seja apenas mais um daqueles momentos menos bons e passageiros! A minha coluna também me anda a "mordiscar" a zona lombar, mas estava tudo tão mauzinho que eu achei que já nem valia a pena falar disso ao médico... de qualquer forma, o único analgésico que posso tomar, com a Varfarina, é o Paracetamol - Benuron.
      As suas melhoras, meu amigo. Desejo-lhas tanto como a mim mesma.
      Abraço grande!

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    4. E o antibiotico não te está a fazer efeito?
      As melhoras!
      Beijinhos!

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    5. Não, Ligeirinha... por enquanto não noto nada... estou é cada vez mais "presa" no andar e, hoje, lá fiz um poema... foi para o Liberdades porque é dos daquela linha. Está muito pouco musical, muito áspero... mas foi o que me nasceu cá do fundo...
      Caramba! Que cara tão zangada... agora é que reparei!
      Olha que eu já estou malzita que chegue... ;))

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    6. Cara amiga,
      Podemos fazer um voto conjunto: melhoras para os dois.

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    7. É isso mesmo, meu caro Artesão. Ontem, com aquele frio todo, cheguei a piorar bastante e o antibiótico já está no fim... bem precisamos que os nossos organismos se rebelem e comecem a dar conta das maleitas. Hoje, a dor de cabeça é "daquelas", mas ainda tenho um soneto "brincalhão" para publicar. Sempre é uma forma de contrariar a dor de cabeça. e a falta de força física.. eu continuo a acreditar que o riso é um dos melhores medicamentos para todas e mais algumas indisposições. Nem sempre conseguimos aquele mínimo de saúde que um sorriso nos pede mas, quando o conseguimos, é de aproveitar!
      Abraço grande!

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    8. Cara amiga,
      Não sei o que passa comigo, ando com uma grande fadiga.
      Não consigo escrever.
      Talvez venham melhores dias.
      Um abraço

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    9. É natural, Artesão. O mesmo me aconteceu e, de forma menos acentuada agora, com o antibiótico, ainda está a acontecer... as doenças, sobretudo nos seus períodos de agudização, não nos diminuem só fisicamente. Eu costumo dizer que sinto que a inteligência me "encolheu" :) Brincar com as coisas menos boas que me acontecem foi e será sempre, para mim, uma excelente forma de as ultrapassar e, também para mim, usar o sentido de humor e fazer metáforas destas, é a mais divertida das brincadeiras. Nós somos o produto de qualquer coisa que ainda não conhecemos e um número infindável de reacções químicas... quando adoecemos, essas reacções, ou o produto delas, desequilibra-se e tudo, em nós, funciona menos bem. Mas já está cansado de saber isto, não sei porque lho estou a repetir... espero que melhore rapidamente e que possamos voltar a dialogar na blogosfera. Desejo muito sinceramente que possa ainda escrever muitos e bons posts!
      Enorme abraço!

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  5. é, minha querida Maria João... "ser poeta dói!"... dói pelo que se escreve, pelo que não se escreve, pelo que se consegue enão consegue, por essa solidão que, memso escolhida, não deixa de a ser...
    ..."ser poeta dói" mas também enaltece e transporta o que o é a momento de prazer e de comunhão com o aparentemente indiscritível...
    ..."ser poeta dói"... mas vale a pena!
    Não é assim Poeta??????
    Beijo de saudades e perdoe a ausência.
    Sempre,
    Isabel

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    1. É sim, Isabel!Eu sinto que vale a pena, muito embora hoje esteja mais ou menos incapaz de poetar seja o que for :) Mas vale a pena! Numa agudização de uma patologia crónica, está-se faça-se o que se fizer e eu espero, em breve, poder voltar àquele mínimo de saúde que me permitia ir escrevendo os meus sonetos. De maneira nenhuma acredito que me vá ficar por aqui! Isto, com o antibiótico, os antialérgicos e uns dias de repouso, vai desaparecer e deixar-me como nova! :)) Vai pois!
      Abraço grande, grande!

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  6. Eu já respondi há um tempo a este poema.
    Não estou em falta1 Obrigada pelo recado que me deixaste e eu deixei a escrita, por um
    tempo.
    Fez-se um silêncio ao meu redor e eu senti-me tão só, como se este mundo não fosse o meu mundo.

    Sei que estás doente - eu também estou, mas
    sinto, enormemente, a tua falta!
    Não posso mais!
    Fui à consulta de fisioterapia, mas não sei quando começo.
    Estive com Pruno e ele me fez alguma companhia.

    Sinto muito a tua falta! As melhoras...É sempre cedo, para desaparecer do palco desta
    vida.

    Beijos da amiga

    Mª. Luísa

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    1. Caramba, Maria Luísa, a falta é toda minha... mas estava convencida de que ainda estarias em período de repouso... e, olha, estou cada vez mais lenta em tudo e mais alguma coisa! Qualquer dia terei de me levantar às 5 da manhã para conseguir estar aqui às 10h! O tempo que eu demoro só a tomar o meu duche!!! Zango-me comigo mesma, mas não adianta... tudo leva uma eternidade, tudo custa um tremendo esforço físico, por muita vontade que eu tenha - e tenho! - de vir até cá e de voltar aos meus sonetos.
      Vou já, já visitar-te! Bjo!

      Eliminar
    2. Eu tenho de ter cuidado com o pc,
      não posso estar muito tempo e hoje escrevi um poema à "Dor", mas não poude ainda publicar, a evitar os abusos (e já estou a abusar), mas tinha saudades tuas...

      Um beijo,

      Mª. luísa

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    3. Não abuses, por favor! Eu, muito provavelmente, também estou mais "empenada" por causa da coluna... ela anda-me a mordiscar há muito tempo...
      Abraço grande!

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  7. Maria

    Lindos versos deste soneto.

    Parabéns pela escrita empolgante!

    Abraço.

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    1. Obrigada, Vera :) Estava a ver que nunca mais conseguia escrever um soneto mas, esta manhã, às 9.16h, nasceu-me o "Havia um Mar..."
      Vou publicá-lo agora!
      Abraço grande!

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  8. Sim, poeta é solitário em muitos sentidos.Bacio.

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    1. É mesmo, Peter. Não quer dizer que seja sempre solitário, mas uma boa parte do caminho tem se ser feita a sós com a Poesia. Aqueles com quem cresci, sem excepção, também eram assim...
      Bacini!

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