POR VEZES, SÓ A TELA...
Às vezes digo aquilo que não devo
Mas mesmo não devendo eu vou dizer
Que por muito que seja o que aqui escrevo
Ficam-me sempre coisas por escrever…
Poderia tentar, mas não me atrevo
E fico por aqui, porque o dever
Me faz calar o que comigo levo
E transformar em gesto o que disser…
Assim nasce a pintura numa tela
E nisto transfiguro o que não digo
Do que sinto por dentro e me transcende…
Poderei sempre conversar com ela
E gravar nela as metas que persigo
Porque é sempre uma tela quem me entende…
Maria João Brito de Sousa
lindo e essa tela que te entende e só ela te entende, só com ela podes comversar teus tormentos.
ResponderEliminarTe vim visitar e corri, cantei, ao som de teu soneto. E sempre digo que eles são musicais e continuo a dizer.
E como amiga dos animais, quando possível lê em Premium a campanha feita por
Espanha.
Estou bastante melhor, sem abusos.
Mª. Luísa
Obrigada, Maria Luísa :) Também eu não tenho estado muito bem, no geral, e febril nestes últimos dias, mas tenho consulta hospitalar no fim do mês e vou ver se me aguento até lá... vou já ver as novidades! Até já!
EliminarLinda, Maria João...
ResponderEliminarexcelente o poema/soneto e a pintura...delícia de alma tão feminina...minha amiga ...
beijinho
joão
Olá, João :) Muito obrigada pelas suas palavras. Vou retribuir a visita.
EliminarUm abraço!
l'important c'est la rose et aussi la peinture...
ResponderEliminarbaci.
Sim, Peter... os meus dedos têm andado a pedir-me a expressão plástica e não o sabem esconder muito bem... :) O resto é que faliu completamente... e não falo só de desastres financeiros... falo, também, no desastre que tem sido conseguir pegar ao colo no Kico e fazê-lo descer os seis degraus do hall da minha escada, das cólicas renais, da febrícula, das cefaleias e do "emperramento" generalizado... para além do edema da face e dos olhos que mal me deixa ver um palmo adiante do nariz... estou furiosa com o meu invólucro :)) E vou-me rindo, mas estou mesmo zangada!
EliminarBacini!