UM POUCO MAIS QUE NADA


 


Se o mundo me aceitar… fico por cá!


Neste universo errático, imparável,


Ser pouco mais que nada é reprovável


E eu sou bem pouco mais que o que não há…


 


Mas se, nas voltas que o planeta dá,


Me puder mostrar útil, agradável,


Se nada aqui fizer de condenável,


Quem sabe se este não se tornará


 


O meu pousio possível e provável,


O local ideal [… ou ideável?]


Para abrigar o nada que aqui sou


 


Ou mesmo pr`a tornar-me inabalável,


Um ente c`o poder incontestável


De se cumprir tal qual se idealizou?


 


 


 


Maria João Brito de Sousa – 08.03.2011 – 14.03h

Comentários

  1. Gosto destes seus poemas que a mim me parecem profundos
    Abraço

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    1. Olá, Averse! São sim. Estes são mesmo profundos e é com eles - através deles... - que eu sinto que ainda estou a fazer qualquer coisita entre os outros habitantes do Planeta... mas eu vou ter de corrigir aquele outro soneto em que falava do programador criativo.; dei uma enorme "calinada" métrica num dos versos. Acredite, só quem não faz soneto pode desdenhar das dificuldades inerentes a esta caprichosa construção verbal! São terríveis e embora me nasçam com relativa rapidez - alguns nascem assim, de jacto - é preciso ter um cuidado imenso para não se deixarem erros métricos. O ideal seria deixá-los nascer, proceder a uma revisão minutos depois e deixá-los "repousar" durante alguns dias para os voltar a burilar durante horas, antes da publicação. Claro está que "Que bem prega Frei Tomás..." :))
      Abraço!

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    2. vou ser sincero, comigo é mais numeros :D
      por isso o que faz parece-me sempre perfeito
      Bom trabalho!

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    3. Mas eles são pura matemática, repare bem! Puríssima!
      São, pelo menos, como as ciências exactas e não admitem o mais pequeno erro, se quiserem ser mesmo chamados de Sonetos... claro que há muitas variantes; podem ser Alexandrinos - não os consigo fazer senão à força... -, sáficos, heróicos, sonetilhos... e ainda cabem pequenas variações dentro desta nomenclatura... são chamadas de "o pé". Garanto-lhe que são equações que nos/me transportam aonde quisermos e pudermos ir.
      Abraço e obrigada!

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    4. :D :D :D
      estou convencido, um dia destes com treino ainda confiro essas contas

      e não me agradeça, eu é que estou em divida pelas palavra que sempre nos oferece.
      Abraço

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  2. Lindo e profundo Maria João.
    São tão precisos os seus poemas!
    Obrigada... porque nos faz sentir, reflectir, partir, procurar... quem sabe, encontrar...
    ...não é para isso e para muito mais do que sou capaz de dizer agora, que servem os poetas?
    Um abraço muito amigo... e continue, na sua correcção/compilação do poemas... na sua força que não resiste a escrever, escrever, escrever. Continue, poeta!
    Isabel

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    1. :D Obrigada, Isabel! Devo confessar-lhe que, nesta semana, ainda não consegui corrigir nada de substancial... é que não consigo mesmo. Ando sempre aos saltinhos das caixas de correio para os vários grupos em que vou publicando e, às vezes, o CJO enche-se de pessoas e eu tenho de sair um pouquinho antes da hora... foi o caso de ontem, em que acabei por nem sequer conseguir ir aos outros sites em que escrevo com o meu endereço do gmail... mas é assim mesmo e não adianta eu ficar frustrada por causa disso. Espero que me desculpem quando falto pois nunca falto por "preguiça" :)) É sempre por razões de força maior.
      Um beijinho e muito obrigada!

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  3. ...só mais umas palavras Maria João...
    ... para quem tinha o blog em manutenção e está a trabalhar como está... parabéns e obrigada por continuar a não resistir... e partilhar connosco o que constrói espantosamente a cada dia!
    Estão lindos os seus poemas!
    Outro abraço... e desculpe a minha ausência.
    Obrigada, Maria João!
    Sempre,
    Isabel

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    1. Valha-me Deus! Então não havia de desculpar? Eu sou a sempre a primeira a faltar às visitas, tenho consciência disso! Muito obrigada e está desculpadíssima! :)

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