EU, CRIATURA SELVAGEM


 


Morderei todo aquele que me morder!


Sou bicho que ninguém domesticou,


Que invadiu, doa lá a quem doer,


História(s) da Vida que ninguém contou.


 


Meu ideal? Tão só sobreviver


Neste astro azul que o homem dominou


Porque tudo o que faz – ou quer fazer… -


É sobrepor-se a excessos que engendrou


 


E, no entanto, também eu sou vida,


Exactamente como ele sempre o foi


Desde o momento exacto em que sentiu


 


Que aquilo a que aspirava, na subida,


Era ao protagonismo de um herói


Que a própria natureza desmentiu…


 


 


Maria João Brito de Sousa


 


 


IMAGEM RETIRADA DA INTERNET


 

Comentários

  1. Bravo poeta amiga!.........

    Um abraço,

    Maria Luísa

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    1. :) Obrigada, Maria Luísa!
      Acreditas que, provavelmente por causa do esforço da caminhada de ontem, estou com uma flebite na perna esquerda? É na safena parva - chama-se "parva" do latim, pequena, mas a minha está mesmo parva de todo! Tenho o pé inchado e dói-me "pr`a carambas"!
      Acho que sou um bocado azarada e esta genética só ajuda no que toca à poesia... mas já não é nada mau! Podia não ajudar nem sequer a poesia... :))
      Hoje tenho, sem falta, de enviar a minha votação para o Poesia em Rede! Ontem não estive tempo nenhum online e a minha correspondência está uma desgraça!
      Abraço GDE!

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    2. Afinal eu tinha razão em estar preocupada.

      Flebite - inflamação das veias -.

      A ter muito cuidado e repouso. Almoçar e ir para casa e espero que a trates, parece dar muitas dores e é um perigo.

      As pessoas frágeis de saúde acontece-lhes
      coisas más e quando passa, aparece outra...

      Não sei onde está a força para tudo, mas
      em qualquer lado, essa força está atenta...
      Para mim, até um dia...só falo de mim!

      As melhoras,

      Maria Luísa

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    3. Obrigada, Maria Luísa! Eu já estou habituada a elas há muitos, muitos anos. Dão dores, sim, e pedem repouso mas eu nunca lhes faço a vontade :)) A primeira foi uma tromboflebite logo aos 20 anos e eu tinha uma filha recém nascida na altura... não repousei nada de nada e ainda por cá ando... volta e meia vem uma... agora menos, desde que tomo a Varfarina, mas ainda vêm mesmo com isso! Ainda não consegui ir ao gmail... acreditas? E tenho mesmo de ir! Bjo!

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  2. Oi Maria
    Muito bonito!
    Ainda nós humanos somos todos selvagens.

    Ps. O que anda acontecendo com o sapo que todo mundo sumiu?


    Abraço

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    Respostas
    1. Obrigada, Vera! Todo o mundo sumiu do sapo? Ainda não dei por nada porque estive cinco dias sem acesso e ontem foi quase como se o não tivesse tido... foi uma trapalhada de papéis perdidos e contas por pagar que nem imaginas! Mas é capaz de andar tudo pelo Facebook... é uma rede social muito apelativa, embora eu goste muito mais dos blogs.
      Abraço grande!

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  3. Olá minha amiga, então está outra vez doente, mas parece que para si isso já é normal. As suas melhoras. Como sempre gostei de ler o seu soneto, e tambem eu sou um pouco selvagem, não sou facil de "domesticar" emborta seja bastante "acessivel". Mas todos nós temos um lado "selvagem" no bom sentido ,claro.
    Um grande abraço.
    PS.É verdade o que a nossa amiga diz acerca de todo o mundo ter deaparecido do sapo, mas tambem é verdade que está a ser dificil escrever e publicar imagens nos blogs, não sei o que se passa mas a mim acontece-me várias vezes eu querer publicar e não conseguir.
    Um grande abraço

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    1. Desculpe eu começar assim, Idalina, mas... nos blogs? Tem dificuldades em publicar nos blogs? Mas eu tenho - e muitíssima! - é em escrever no Facebook! Das mil e uma tentativas que fiz, só consegui deixar duas mensagenzinhas...
      Quanto ao resto... parece que o meu estado normal é com uma dor em qualquer sítio :)) Habituei-me a desabafar aqui e agora não vai ser fácil calar-me... mas reconheço que é demais. Hei-de tentar calar-me mas, se me sentir pior, volto a "fazer queixinhas"! :))
      Um enorme abraço e muito obrigada pela visita!

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  4. Cara amiga,
    Mais um problema de saúde. A única coisa que posso fazer é desejar-lhe as melhoras.
    O seu poema exprime com beleza uma ideia que também tenho: o Sapiens Asno.
    Tanta asneira, tanto disparate e tanta arrogância!
    Um grande abraço.

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    1. Olá, meu amigo! Estou ainda mais atrasada do que o habitual, desculpe-me. Também por ainda não ter retribuído a sua última visita... hoje vim para cá a criar mentalmente um pequeno poema que publiquei directamente no Montanhas... normalmente não o consigo fazer... os versos perdem-se-me e acabo por ficar frustradíssima, mas hoje consegui! Era muito pequeno e em redondilha menor... não vou dizer que foi fácil, mas consegui lembrar-me das três estrofes! :)
      O Homem é, efectivamente, muito arrogante e muito especista... mas eu acredito que muitos de nós começamos a acordar para uma realidade bem mais abrangente... posso estar um bocadinho enganada, mas não será muito...
      A minha perna - sobretudo o pé - continua inchada e dorida mas já não tenho as náuseas que tive no dia em que detectei a flebite. É bom sinal! :) Espero que também esteja melhor!
      Abraço grande!

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