EXACTAMENTE COMO AS AVES...
Só aves, saltitando nas ramadas
Dos arbustos, em torno das palmeiras,
Me falarão das coisas derradeiras
Que há por dentro das frases desgastadas
Só essas escutarei quando, escusadas,
Me impuserem palavras altaneiras,
Que eu tentarei esquecer-me das canseiras
Das horas que nem foram convidadas…
E agora, que reparo no que digo,
À hora em que os pardais se vão deitar
E o céu se vai vestindo de outra cor,
Cada rima, a voar, vem ter comigo,
Já preparada para pernoitar,
Como faz qualquer pisco ou beija-flor…
Maria João Brito de Sousa
IMAGEM RETIRADA DA INTERNET
raizonline@hotmail.com
Esta noite, entre as 22 e as 24.00h, oiça boa poesia no programa SABOREANDO de Joaquim Sustelo -
Olá Maria João, nessas palmeiras que todos os dias "cumprimenta" há muita vida que bem apreciada dá muita inspiração para escrever belos sonetos como este. Parece que a estou a ver a olhar para as palmeiras a ver a vida que delas dependente deve parecer ás pessoas que está distraída mas esse espírito está a trabalhar para depois nos oferecer estes trabalhos muito bonitos Um grande abraço e um bom fim de semana .
ResponderEliminarMas olhe que acertou em cheio! Estou tempos infinitos a olhar para as palmeiras e as pessoas chegam a perguntar-me se estou triste... algumas afirmam mesmo que estou triste e eu respondo que não, pelo contrário, estou até muito, muito feliz e a viver momentos de grande paz e criatividade. Mas elas não parecem acreditar... paciência, não vou deixar de ser como sou e limito-me a responder a verdade...
EliminarComo vão esses seus zumbidos? Espero que esteja melhor, que o Betaserc já tenha cumprido a sua função e que possa sentir-se bastante melhor! Eu, em cima dos cansaços e da infecção que ainda cá anda, estou com um formigamento atroz na perna esquerda, há várias semanas. Esta noite tive tantas cãibras que mal consegui dormir e, agora, o braço esquerdo também está a "formigar" e parece feito de cortiça... não é fácil de explicar, mas é exactamente isto que sinto e ando furiosa porque cada vez me sinto mais lenta... mas, pronto, isto há-de melhorar ou eu hei-de habituar-me à nova situação :)
Abraço grande e muito obrigada! Bom fim de semana!
Olá poeta! vim para saber de ti.Já sei que estás com veia inspiradora...e vê-se bem...! Parabéns ! Mas quanto á saúde fiquei preocupada com esses formigueiros , ambos á esquerda perna e braço. Já disseste ao médico? Não tens cuidado nenhum contigo! Ralas-me tanto! Responde! Beijo grande!
ResponderEliminarNão só te respondo como também vou ao teu blog... e até hoje, desde há uns dias, não consigo entrar... não estou nada bem, não. O formigamento na perna e no braço esquerdo estão cada vez pior - o braço direito também começou a formigar um bocadinho - , a barriga está avariada, sinto febre e tenho uma dor de cabeça abominável. Custa-me horrores andar e só vim até cá para responder a alguns eventuais comentários porque o esforço de teclar parece demasiado grande para mim. Falei ao médico no problema da escoliose lombar que é muitíssimo acentuada e me faz acreditar que esteja na origem destes formigamentos todos, mas como eu estava com aquela infecção enorme - acho que ainda estou... - ele deu prioridade ao quadro infeccioso. Mas não estou mesmo nada bem, minha Ligeirinha. Olha, já fiz duas pausas ao longo desta resposta... que chatice! Estou mais lenta do que nunca e não consegui escrever absolutamente nada durante o fim de semana. Mas não quero que fiques preocupada! Isto há-de melhorara como tantas outras crises... o problema da perna "enformigada" é que vai ser mais difícil de passar... tenho quase a certeza de que estou a fazer uma lesãozita de esforço na articulação do colo do fémur com a bacia e isso pouca ou nenhuma cura tem.
EliminarUm grande, grande abraço para ti. Não sei se me vou aguentar até ao encerramento do CJO.
Mais preocupada fiquei com estas noticias!
EliminarQuem me dera poder estar aí para te cuidar! A sério! Beijo grande e as melhoras!
Isto há-de melhorar, minha Ligeirinha, não te preocupes. Agora estou estúpida que nem uma couve de Bruxelas, não me nasce um único verso,nem fui capaz de relatar ou , sequer, de dizer umas palavrinhas sobre a manifestação de sábado, da ANIMAL, do Campo Pequeno à Assembleia da República. Gostaria muito de o ter feito mas, neste momento, é como se eu nunca tivesse escrito duas linhas que jeito tivessem... respondo aos comments e, mesmo assim, teclar é um esforço tremendo e o que me sai não tem a menor "força"... parece que nem sequer sou eu quem escreve! Não há "alma" nas palavras que escrevo.
EliminarBeijinho!
Obrigada pelo teu cuidado. Trata de ti porque eu hei-de melhorar! Nem que tenha de ficar uns dias sem vir... é o mais certo porque me está a custar muito chegar cá.
Lindo soneto inspirado nas aves.
ResponderEliminarÉ tão bom quando nos deparamos com eles!
E vemos quanto a vida é bela.
Abraço
É um dos pontos fortes de todos os meus dias, Vera! Gosto muitíssimo de confraternizar com uma série de aves que moram próximo da minha casa e do CJO. Alguns casais de melros já me vão conhecendo e passo momentos deliciosos a "conversar" com eles. São sobretudo os machos - têm um negro mais intenso e um lindíssimo bico alaranjado - que me dão a honra de responder aos meus assobios mais ou menos desafinados :) É delicioso porque alguns já vêm ter comigo para iniciar um diálogo em que eles ficam sempre a ganhar, em termos de musicalidade.
EliminarBjo!