HAVIA UM MAR...


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Havia um mar algures, num tempo incerto,


Gerando a vertical deste meu querer…


Mar galvanizador, sempre a crescer


Por dentro de mim mesma, a descoberto,


 


Galgando quanto havia ali por perto,


Subindo mesmo o que era pr`a descer,


Um mar em mim, essência do meu ser


Transformada, que foi, em livro aberto...


 


Genuíno mar com ondas e marés


Em que liberto a escrava das galés


E onde me encontro, sempre em maré cheia,


 


Com esse mar que, às vezes, também és


Sempre que desço pr´a molhar os pés


Num mar, algures em nós, galgando a areia.


 


 


 


Maria João Brito de Sousa – 01.04.2011- 09.16h

Comentários

  1. belo soneto. então e a revisão dos antigos, como vai???trabalhosa????bacio

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    Respostas
    1. A revisão dos antigos nem sequer "tem ido", Peter... estou doente e muito lenta, não consigo ter tempo para fazer a revisão e descobri que é muito mais difícil rever do que produzir... é que raros são os sonetos que não têm gralhas de todo o tipo e preciso de estar sem dores de cabeça - dores físicas, mesmo - para rever com alguma objectividade. Há séculos que ando com as malvadas dores de cabeça, a coluna não ajuda, a perna e o braço esquerdo estão "empenados" e a infecção respiratória não melhorou por aí além... nada disto contribui para o trabalho duro e meticuloso que é uma revisão... :( mas não esqueci! Se eu sobreviver a esta, há-de ser feita!
      Bacio!

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