SINAL DE ALARME!
Sei que me passo, sim, de quando em vez,
Porque o meu dia-a-dia está composto
Por mil dúbias respostas aos porquês
De quem plantou, mas só colheu desgosto
*
Pois sempre se passa um português
E a ira vem, de vez, turbar-lhe o rosto,
É provável – bem mais do que um talvez –
Que a causa seja juro ou seja imposto…
*
Mas… que posso fazer senão passar-me
Quando a sobrevivência irá custar-me
Mais do que vou ganhando em cada dia?
*
Entrar em depressão? Chorar? Calar-me?
Não é comigo, não! Sinal de alarme!
Cada verso me estua a rebeldia!
*
Maria João Brito de Sousa
IMAGEM RETIRADA DA INTERNET, VIA GOOGLE
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Mª. João
ResponderEliminar"Sinal de Alarme" está muito bom e muito
verdadeiro.
Gostei dessa força!
Dá notícias! Eu já escrevo com menos assiduidade e estou na fisioterapia.
Fala-ma de ti e de tudo...
Um beijo,
Mª. luísa
p.s. Páscoa Feliz
Olha! Estive, agora mesmo, no teu 7Degraus e deixei-te lá a minha pequena mensagem... vou estar sem acesso durante muitos dias, amiga. Na quinta feira o CJO encerra o gabinete de informática e só voltará a disponibilizar o serviço na próxima terça feira... não vai ser nada fácil, sobretudo se o subsídio não chegar até quinta feira. Os últimos dias têm sido mais do que penosos, muito embora eu não o demonstre muito na vida real... curioso... parece que deixo as queixinhas todas para os comments dos blogs :))
EliminarUma boa Páscoa para ti e que a coluna te possa dar paz e sossego!
Lamento o que li!
EliminarFecha por muitos dias e nada vou perguntar,
pois nada posso fazer.
Egoísmo? Não! Eu também sou de uma geração " À Rasca" no passado e no tempo
presente...
"Meu Deus, alguém amigo ou de família, abra uma porta". Só isto eu posso pedir por ti!
Beijos e desabafa sempre que queiras,
mas também ficas sem poder comunicar.
Muitos problemas para quem não tem saúde.
Um beijo,
Mª. Luísa
Não te preocupes, Maria Luísa! Eu cá me hei-de aguentar! Ainda tenho umas horinhas hoje e amanhã. Aproveito e faço já as "queixinhas" todas :)) Mas olha que é mesmo curioso! Quando eu desabafo aqui, as coisas ficam... não digo mais fáceis porque não está a ser mesmo nada fácil... mas parece que tomam uma dimensão menos dramática, mais banal. Sei que me alivia! Claro está que há imensas coisas de que nem sequer falo por dizerem respeito a terceiros, mas não tenho dúvidas de que o desabafo é uma coisa muito útil para o ser humano! Atrever-me-ia a extrapolar e a dizer que deve ser saudável em qualquer animal. Já tenho visto os meus gatos saírem de situações de stress após uma curta "crise" de miados e rosnadelas, sem que chegassem a envolver-se em confronto físico com o companheiro que os estava a incomodar... isto seria óptimo se eu tivesse tempo e saúde para recomeçar qualquer tipo de estudos académicos :) Mas haverá os que estão agora a começar... e é mesmo assim! Este mundo da comunicação é um espanto e eu precisaria de várias vidas para estudar tudo aquilo que me apetece...
EliminarAbraço grande e a continuação das tuas melhoras!
Eu também, tenho imensas coisas que não aprendi e gostava de o ter feito...tão curta a vida, ou a nossa época com muito menos
Eliminarfacilidades - mas esta época" À Rasca" à qual eu ainda pertenço (já vou em duas) está sofrendo, como eu sofri, mas de outra maneira...
Se desabafar não fosse muito bom, os psicólogos nada tinham que fazer. E eu
conheço, mais do que aparento, a psicologia.
Mais do que aparento...
Vim do tratamento, acabei de chegar!
Um abraço,
Mª. Luísa
Estás no início do tratamento... ainda é cedo para te perguntar pelos resultados, mas... gostaste? Às vezes surge-nos uma primeira impressão que pode ser já indicativa dos futuros resultados...
EliminarSabes, estranhamente eu sou uma daquelas pessoas que fazem o seu percurso de vida financeira completamente ao contrário da maioria :)) Já disse, algures, que "vou de puro sangue lusitano para burro do cigano"... mas tudo isto tem muito a ver com um percurso de vida castigado por episódios muitíssimo marcantes, o facto de eu saber que sou mesmo poeta e um sem número de outros vectores que nem sequer vou começar a enumerar. Se também estou "à rasca"? Estou! E de que maneira! A muitíssimos níveis, ainda por cima.
Posso fazer alguma coisa? Garanto-te que me conheço o suficiente para saber que, neste momento, só posso optar entre enfiar-me em casa a lamentar a minha triste sina - e eu, no fundo, sei que estou "à rasca" mas que tenho uma "sina" muito, muito bonita - ou vir até ao CJO e ir publicando qualquer coisinha . Opto sempre por esta última. Cá tenho as minhas razões para acreditar que, daqui a muito tempo, quando eu já não estiver por cá, os meus sonetos e até os outros poemas que crio, terão um papel a cumprir e virão a ser lidos. Cresci entre escritores e desde muito cedo me acostumei a perceber esse destino menos imediato da poesia.
Hoje vou publicar um soneto estranhíssimo, irónico, todo ele metáfora... depois verás! Estou a preparar-me para jejuar durante quatro dias e, como eu, haverá muitos portugueses que, mais tarde ou mais cedo, poderão vir a mostrar os dentes... e estou-te a levantar a pontinha do véu :)) É, sobretudo, um soneto irónico.
Abraço grande!
Mª. joão
EliminarSó encontro o "Sinal de Alarme" que já li e
comentei. Encontro essas rifas que fazem parte da miséria de quem nada tem e não vejo mais nada.
Sei que vais jejuar, como manda a Igreja,
durante esses dias.
Como se os necessitados não merecessem comer, porque se deu a morte de Jesus
O Cristo, nosso Deus de misericordia e de amor.
Ele não deixaria que os mais pobres ficassem sem comer e essas instituições não fechavam,
pela morte Dele.
Ele, Jesus, abriria todas as portas, para que
saciassem a fome e a sede aos necessitados.
Escrevo em metáfora, não pretendo atingir
mentalidades.
Reconheço tudo isso, mas pertenço à
multidão" À Rasca, " não sou politica e escrevo poesia como os marginalizados desta época e de todas as épocas.
Nunca, ninguém, me vai reconhecer e eu vou
aceitar, pois é o melhor que tenho a fazer.
Quando estive em Israel, antes de a cidade mais velha do mundo pertencer à Palestina,
JERICÓ, eu me alimentei muito mal :
não como carne, não como aves (relacionado com a minha fobia) e mais coisas.
Passei muita fome
(eu estava em peregrinação)...
Mas o padre que nos acompanhava, comia de tudo e bem...eu me alimentava com o pequeno-almoço e água, muita água...
Eu apercebi-me que estava um patamar acima do padre, dentro da espiritualidade.
Eu era a Peregrina que comia o minimo nos
"lugares santos" e o padre comia que se
fartava...
Issto é verdade, nada tem de ficção e o padre não tinha culpa de nada!
Quem me mandava não comer carne nem
aves? E só no "Lago de Tiberíades" comi as
"carpas de São Pedro (peixe)."
Parece inventado, mas não é...me desesperei quando tinha mais fome, mas aguentei!
Adorei o Estado de Israel e Os Lugares Santos
e ainda bem que lá fui e me tornei Peregrina
da Terra Santa, como manda a biblia.
Ainda não sabias desta minha linda aventura,
chegou o tempo de saberes.
E agora paro, pois as costas me doem e tenho de ir ao tratamento.
Se não te encontrar na vinda, faz como eu fiz
na Terra Santa (por minha culpa, minha
Grande culpa).
um beijo,
Mª. luísa
Não sabia mesmo dessa tua aventura e acho-a lindíssima! Claro que farei como tu e também te digo que se não estivesse dependente de terceiros para me alimentar, há muito me teria convertido ao veganismo ou, pelo menos, ao vegetarianismo. Sei que me alimento para sobreviver e, durante este meu percurso, não posso comer senão o que os que me rodeiam comem... mas acredita que há momentos em que eu penso mesmo que aquilo que estou a comer teve uma vida que eu nem consigo acreditar que tenha sido menos importante do que a minha. Convivo com animais desde que nasci e todos os dias me continuo a surpreender com a sensibilidade, a dedicação e a ternura que eles me sabem votar... a mim e a muitos dos seus semelhantes. Vida é VIDA e eu sei que eles sentem tanto ou mais do que nós podemos sentir. Acreditas que eu tenho duas pombinhas - das dezenas que me passaram pelas mãos quando houve aquela mortandade aqui no bairro - que não podem voar e que eu não pude soltar e que vivendo e tendo crescido exactamente na mesma gaiola, exactamente com os mesmos companheiros e hábitos, diferem imenso na sua interacção com o meio? Uma é mais introvertida e circunspecta e a outra, a Pitinha, é muito mais alegre, muito mais "atrevida". Os animais não humanos têm uma sensibilidade notável e são dotados de traços caracteriais muitíssimo vincados.
EliminarDir-me-ão que não são importantes... eu responderei; e porque serei eu mais importante do que eles? Por pertencer a uma espécie que se pensa superior? Isso não me convence mesmo nada! Eles são melhores do que eu em muitas coisas e este meu "excesso de frontalidade" deve-se, em parte, a tudo o que eles me foram ensinando ao longo da vida. E esta é uma forma de encarar a VIDA e as vidas da qual não tenciono abdicar no tempo que me resta para terminar esta caminhada!
Mas, desculpa... entusiasmei-me e ia por aqui afora... disseste que não conseguias ver o soneto brincalhão de hoje... está já publicado, a seguir a este... tem muita ironia e, quando procurava uma imagem para o ilustrar, apareceu-me um boneco da Cuca, aquela figura engraçadíssima do folclore brasileiro. Achei que ficaria mesmo bem!
Vou tentar enviar as Boas Páscoas a mais alguns amigos... estou sempre tão atrasada ultimamente!
Um abraço enorme!
Mª. João
EliminarEsta foi das aventuras mais interessantes da
minha vida.
Eu fazia jejum o padre comia e nem em mim
reparava...
E venham dar-me lições de moral a mim que
"sou crente por natureza".
Quanto aos nossos animais, gosto mais deles
e sempre mais...
O amor deles é incondicional!
Beijos,
Mª. Luísa
Acredito, amiga! Afinal ainda consigo aceder durante uma ou duas horitas. O centro de juventude ainda abriu, pelo menos até às doze horas. Depois disso é que fico incomunicável... sabes que eu também costumo pensar que "sou crente por natureza"? Tenho alguma dificuldade em "encaixar-me" dentro de muitos dos dogmas religiosos, mas tenho uma espiritualidade muito forte aliada a um espírito científico muito desenvolvido... mas não é tão paradoxal quanto parece... por vezes acredito mesmo que um dos caminhos mais produtivos será esse.
EliminarO amor deles, como muito bem dizes, é perfeitamente incondicional! E, quando eles nos amam, amam completamente, de uma forma honesta, pura, desinteressada... são uma maravilha, os animais!
O meu Kico ainda vive! Está trôpego, tem crises terríveis de falta de ar, volta e meia deixa de andar... mas ainda é um cãozinho feliz! Devias vê-lo sorrir assim que me vê chegar a casa! É um companheiro maravilhoso e, ainda por cima, quando sente que eu não estou lá muito bem, dá-me "marradinhas" nas pernas, tal e qual como os gatos. Muita gente já viu, acredita!
Abraço enorme e uma Páscoa feliz!
Não cheguei a falar-te das rifas que aqui vês. São para ajudar uma menina muito pequenina, a Ana Carolina Lucas, a continuar os seus tratamentos em Cuba. Ela tem paralisia cerebral e podes estar segura de que é uma situação verdadeira. Até já esteve na RTP, no "30 minutos".
EliminarÉ isso que dizes e é o que sou "crente por natureza".
EliminarBeijos ao Kico e mais um tempo com saúde.
Hoje não posso escrever mais!
Um beijo,
Mª. L