ABRIL, OUTRA VEZ!
Meu país da liberdade,
Desse Abril que há tantos anos
Escreveu a sua vontade
Com cravos florindo em canos
De espingardas sem idade
Nas mãos erguidas, sem amos,
Que em nome de outra verdade
Negaram velhos arcanos!
Desnuda-se hoje a raiz
Desse sonho inacabado
Na fome de quem o fez!
Ó jovens do meu país,
Ergam-lhe um cravo encarnado,
Façam-lhe Abril outra vez!
Maria João Brito de Sousa
SONETILHO DE ABRIL
ABRIL,FEZ CRAVOS AOS MIL
ResponderEliminarHOJE O POVO NÃO DISFARÇA
TRINTA E SETE ANOS DE ABRIL
TEMOS GERAÇÃO !!! A RASCA
:D!
EliminarTEMOS GERAÇÃO "À RASCA",
MAS MUITO MAIS ENRASCADAS,
NOS TEMPOS DE "OUTRA SENHORA"
ESTAVAM - MAS DISSERAM "BASTA!"-
AS GERAÇÕES CENSURADAS
QUE SE ENRASCAVAM OUTRORA...
Veio-me em sextilha... :) Abraço grande!
Temos geração "á rasca,
ResponderEliminarQue defende causas nobres,
Que já sabem dizer "basta"
Fartos de serem tão pobres.
Que saudade do Abril dos cravos.
Um grande abraço.
:D !
EliminarFartos de serem tão pobres
E, à revelia, roubados
- mesmo sem terem uns "cobres"-
Cansados de estar calados,
Ergueram cravos vermelhos
E, nesse Abril já distante,
Não seguiram os conselhos
De quem se achava importante!
Inda há muito por fazer
E muito por conquistar
Mas Abril há-de vencer
E este povo há-de lutar! :)
Estava a ver que não conseguia meter os travões, minha amiga Idalina! :)) Estava "embalada"...
Um grande abraço para si!
Oi Maria
ResponderEliminarMuito bonito este soneto que retrata ainda o 25 de Abril.
Abraço.
Olá, Vera! É um sonetilho. Difere do soneto por ser todo em redondilha maior, como nas quadras. Aquela coisa das sete sílabas métricas de que eu ando sempre a falar... bem, não é sempre, só de vez em quando :)) Mas eu acho que esta coisa das sílabas métricas não se faz por capricho académico, sabes... é que é exactamente como na música! É a cadência das sílabas tónicas e átonas que confere a musicalidade aos sonetos - nas suas modalidades - e às redondilhas. Depois há todo um universo de poesia que não obedece a nenhuma destas regras formais e, como sabes, eu também entro nele... no Liberdades Poéticas não há poesia rimada e, como nele, em muitos blogs por essa blogosfera fora. Caramba! Mas eu hoje estou sem "travões" na ponta dos dedos! Desculpa o "discursão"!
EliminarUm enorme abraço para ti!