CERNE DO MUNDO - sonetilho


Sem dizer uma mentira,


Sem falar do que não sinto,


Espero que ninguém me fira


Ou, sequer, julgue que minto.


 


Sou, do mundo, o que nele gira


Sem me negar esse instinto


Do que à vida me retira


Quanto do sonho eu consinto.


 


Sou aquilo que sobrar


De um mundo em ebulição


Na tropopausa gelada,


 


Na condição de encontrar


No auge da privação,


Qualquer coisa;- ou tudo, ou nada!


 


 


 


Maria João Brito de Sousa - Maio 2011


 


 


IMAGEM RETIRADA DA INTERNET

Comentários

  1. Eu digo que és uma poeta sem igual :)

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    1. :)) Não! Sou uma poeta teimosa... daquelas que dão tudo por tudo... isso talvez... estes meus últimos tempos de vida vão ser mesmo só para a poesia e para os meus animais que estão tão velhinhos, tão perto de terem de partir... o Sigmund - gato -, hoje, estava numa de diálogo :) Assim que percebeu que eu ia sair, pôs-se-me numa conversa de "mious" e "renhous" que quase me obrigou a não vir... mas está, para a idade, de boa saúde. Acho que percebeu que eu não estava muito bem e quis convencer-me a ficar... :))

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    2. Sendo assim ,acho que devias ter seguido os conselhos do teu gato...
      Mas vê lá, se isso continuar não é melhor ires ao médico? :/

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    3. Só anteontem fui às análises... isto vai melhorar! :)
      Beijinho!

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  2. de extremos Maria João?... Como entendo!
    Saudades
    Isabel

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    1. :) Obrigada por entender, Isabel! Hoje vou publicar, aqui, no Poeta, um poema que não é um soneto. É dedicado a este dia da criança e à minha mãe que, de certa forma, foi sempre uma menina... não é um poema alegre, mas também não é triste... é um poema do fundo do coração, com uma lagrimazita e alguma amargura, mas com muita verdade e muito amor.
      Abraço grande, grande!

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  3. O mundo é bruto e cruel
    é assassino e ladrão
    ás vezes , porém, é mel
    quem pode dizer que não???

    se fosse justo e diferente
    fosse de amor e partilha
    como era diversa a gente
    e diversa a redondilha !

    porque o que no fundo engana
    no charco da podridão
    é que a vida sendo humana,
    é para uns e outros não.

    da Stockolma, um bacione

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    1. Peter, que melodia vai nessas redondilhas! E eu estou mesmo na hora do almoço... mas essas merecem nem que seja uma quadrazinha! Eu volto da parte da tarde!
      Bacini!

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