DOIS REIS DE MEL COADO
Se eles sabiam do mel que tu coavas
Nos palácios das doces fantasias
Que construías, mas nunca habitavas,
Nem nas mais improváveis invernias…
Se eles sabiam… sabiam! Tu sonhavas,
Coando o mel que nunca provarias
Pois, dos favos etéreos que moldavas,
Nenhum seria teu, bem o sabias…
Coavas por coar. Outros viriam
Roer as malhas vivas que entendiam
Poder saborear quando chegasse
O tempo da colheita que fariam
Com as mãos inocentes que teriam
Se um futuro menor lhas não negasse…
Maria João Brito de Sousa – 26.05.2011 – 23.44h
IMAGEM RETIRADA DA INTERNET
Fantástica esta produção, repito... já viu bem o que tem escrito?
ResponderEliminarObrigada por continuar...
Isabel
:) Tive de o reler... a minha memória anda meio perdida com tanta produção :)) Tenho uma amiga, também poetisa, que afirma que os poetas muito produtivos não têm grande capacidade de fixar aquilo que produzem... no meu caso parece ser exactamente assim:)
EliminarObrigada e até já!