SONETO VENCEDOR DO V PRÉMIO POESIA EM REDE - 2011


Nasceu-me, hoje, um soneto descuidado,


Fazendo ouvidos moucos à razão,


E todos vão pensar que veio em vão


Pois jamais gostará do nosso Fado


*


 


Mas o que aconteceu foi que o estouvado,


Não sabendo fingir, nem dizer não,


Mal ouve os mil acordes da canção


Corre a abraçar-se a ela, alvoroçado…


*


 


Coitado do soneto… Apaixonou-se


Por um fado qualquer que então passava


Nos lábios de um fadista, nas vielas,


*


 


E nem sabe dizer quem foi que o trouxe,


Que guitarra, trinando, assim chamava,


Que estranhas vibrações eram aquelas…


*


 


 


Maria João Brito de Sousa – 21.01.2011 – 19.01h


 


 


IMAGEM RETIRADA DA INTERNET


 


 


 


http://poesiaemrede.no.sapo.pt/

Comentários

  1. Parabens, este soneto e muito bonito merecia o 1º premio.
    Um grande abraço.

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    1. :) Olá, minha amiga Idalina! Obrigada!
      Penso que me entusiasmei demais e comecei a divulgar antes do Poesia em Rede ter tido tempo para o fazer... mas é um soneto" bem disposto" e um bocadinho ingénuo :)) Qualquer dia faço outro para dar continuidade à história...
      Um abraço grande!

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  2. Muito bonito e alegre. Mas tens outros e tantos tão bons .O premio só pode considerar-se pela obra, eu acho.Excelente1 Baeijinhos

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    1. Minha Ligeirinha! Neste caso o prémio foi mesmo para este soneto, em particular... o Poesia em Rede só aceita um poema por concorrente e eu enviei este...
      Também fiquei tão nervosa que nem conseguia escrever direito! Fui reler o mail que enviei para lá e olha que até pleonasmos tinha! Caramba! Eu nem queria acreditar que pudesse ter escrito aqueles disparates todos! Fiquei e tudo! Mas hoje já estou mais calma... o Kico piorou muito e a minha atenção acabou por se centrar toda nele. Fui ao vet no sábado e a cardiopatia dele está avançadíssima... até chega a impressionar que ele se mantenha vivo com um problema tão grande. Quando o levei já tinha a língua toda cianosada e mal respirava. Hoje respira um pouquinho melhor mas está cansadíssimo, sempre de boca aberta e língua de fora... logo terei de o levar outra vez até lá...
      Um beijinho!

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  3. Lindo, Mª. João, lindo de morrer...

    Adorei esse soneto perdido nas vielas de um
    fado que cantava na "nossa Lisboa"...

    Parabéns,

    Maria luísa

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    1. Ai, amiga... este soneto perdido de amores, não anda mais perdido do que eu que ainda nem sequer consegui publicar o soneto que trouxe para hoje e que é um bocadinho nostálgico... não muito. Não me perco, habitualmente, em grandes nostalgias... estou perdida é na velocidade... :)) O património afectivo é sempre reutilizável na poesia e eu tenho ideia que as coisas não morrem, de forma absoluta, enquanto são lembradas e cantadas...
      Obrigada, amiga! Deixa-me só tentar publicar o soneto e mais um textozinho no Contra-Sensual e eu já te visito... nem sequer eu estou a acreditar que não consegui ainda ir ao Poesia em Rede verificar se já anunciaram o vencedor!
      Abraço grande e até já!

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  4. Não vou parar de dizer...PARABÉNS!!!! E estar contente por estar contente também!
    Beijão
    Isabel

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