DOR
Não me doas assim, tão cruamente,
Roubando-me a noção de tudo o mais,
Deixando-me irascível, descontente,
Exausta do suplício em que me esvais…
Deixa-me em paz o corpo onde sou cais,
Sozinha, eu sei, mas orgulhosamente!
Devolve-me o meu "eu" de aonde sais
Pr´a que o poema nasça urgentemente...
Quem pode assim escrever, desfeita em dor,
Abafando os gemidos da lamúria,
Sem descanso ou momento de conforto?
Quem poderá provar-te sem temor,
Sem que a voz lhe rebente numa fúria,
Ou preferir-te à paz de um cais já morto?
Maria João Brito de Sousa
Então, como estás? :'/
ResponderEliminarSó agora pude vir aqui, tenho andado com pouco tempo :(
Como te sentes?
Um beijo e as melhoras Maria *
Finalmente consigo dar um pulinho até cá, Paper! A situação melhorou um pouco, mas só parcialemente porque eu continuo a quase não conseguir andar. Fui ao Centro de Saúde e deixei consulta marcada para daqui a bocado... esta vinda é mesmo a correr.
EliminarAbraço grande obrigada!
E quanto ao soneto, apesar de todas as dores que transmites, está lindo :')
ResponderEliminar:) Obrigada! Estava mesmo, mesmo cheia de dores e saiu-me assim...
EliminarNão sei que dizer. Coragem!
ResponderEliminarBacio.
Grazie, Peter! :)
EliminarNão vou ter tempo para vos visitar... o Diogo - o funcionário "das tardes" do CJ - acaba de me dizer que a sala vai ter de encerrar por causa de uma acção de formação... e também tenho de ir ao centro de saúde. Bacini.
“Dor que não dói”
ResponderEliminarA nossa Maria sem camisa
Poetisa e pintora distinta
Tem uma camisa com pinta
Que foi tecida pela leve brisa
Sendo poeta porque Deus quer
Mesmo não o querendo ela seria
Tudo aquilo que mais desejaria
Porque tem garra esta mulher
Anda numa fase mais dorida
Mas esta dor não dura sempre
E com a ajuda cá da gente
Em breve essa dor será corrida
Passará a ser dor benevolente
Dor que não dói certamente.
Olá, Poeta! E eu que digitalizei o poema para o por aqui, com a fotografia das rosas... vou tentar pô-lo ainda, antes que encerrem a sala :)
EliminarBeijinho!
“A lágrima”
ResponderEliminarA lágrima trago dentro de mim
Lágrima que não chora sua sorte
Esta é uma lágrima muito forte
Ela que já aguentou vento norte
Nunca havia visto lágrima assim
Mesmo contra toda a adversidade
Longe dos tempos de mocidade
Ela encontra forças sem vaidade
É uma experiência surpreendente
Forças supremas e arte de resistir
Poder testemunhar minha gente
Vocês hão-se pensar, está a mentir
Mas eu sei esta lágrima é diferente
Esta lágrima eu vi um dia a sorrir.
E este está tão bonito! Obrigada, Poeta! :)
EliminarMª João
ResponderEliminarTambém tenho um poema à "Dor", mas menos revoltado, menos impaciente, diferente...
A dor é a velha Senhora que destrói e mata!
Eu sei e não gosto dela! O soneto exprime bem o que sentes.
Te convido, quando te sentires menos dorida, para ires aos Prémios e
levares uma lembrança minha.
Fácil de encontrar (logo no princípio)
Um beijo e as melhoras,
Maria Luísa
Obrigada pelas tua compreensão... vou fazer o possível por ir ver o teu Prémios, mas só agora cheguei do centro de saúde onde deixei consulta marcada para daqui a pouco, vim até cá com muita dificuldade e dizem-me que vão ter de encerrar a sala... mas, se não conseguir hoje, consigo amanhã! :)
EliminarAbraço grande!
Mª. João
EliminarTenho no Prémios, selinho para ti dos meus 300 seguidores.
As melhoras,
Maria Luísa
Vou tentar ir lá, já, já! Já publiquei as rosas e o poema que o Poeta Zarolho fez para mim! :) Obrigada!
EliminarVeja os meus modestos blogues,
ResponderEliminarhttp://poetazarolho.blogs.sapo.pt/
http://profetablognot.blogspot.com/
Modestos? Tudo bem... este também é modesto! :) E eu sou azaradita... amanhã vou ter de voltar aos Correios porque hoje não tinham dinheiro para o vale - parece que é muito... - , no centro de saúde dizem-me que o papel que o meu médico do hospital passou não chega para me isentar das taxas moderadoras e, quando pedi o papel do hospital, disseram-me que era um erro administrativo do centro de saúde porque a isenção já estava digitalizada no cartão de cidadão... acho que há coisas inconcebíveis que só me acontecem a mim... :/ e não é pelo dinheiro que, hoje, até tenho... é porque isto anda a acontecer há que tempos e não entendo esta confusão toda...
EliminarBeijinho!
“A latrina”
EliminarNão têm dinheiro pr’o vale
Nos correios de Portugal
Mas nada se consta corra mal
Neste canto d’Europa, o quintal
A isenção da taxa moderadora
Dizem-me que já está no cartão
Mas afinal dizem-me que não
Não chegou o papel da doutora
Neste pequeno canto europeu
Enorme fedor já não se aguenta
Têm que mandar cá a inspecção
Isto não parece quintal, digo eu
Parece mais uma latrina sebenta
Promovam já uma desinfecção.
:o! Caramba, Poeta! Este tinha-me escapado... mas está um delícia! :)) Essa da "latrina sebenta" é do melhorzinho que já ouvi!
EliminarEspero que isto se resolva,
Na sexta-feira que vem,
E que o centro me devolva
As taxas que por lá tem... :))
E mais não posso pedir
Pois só peço o que for justo...
E até estou a pressentir
Que isto me traga algum custo... :/
Mas, tudo bem, não me importo
De ter de justificar
O que for justificável...
Agora... se der "pr`o torto"
E alguém me quiser multar...
Isso sim, é condenável! :))
Bjo!
Cara amiga,
ResponderEliminarCom uma tão grande parafernália de técnicas, ainda não conseguimos dominar a dor.
Não sei dizer mais nada, nem consigo.
Abraço grande.
Venho sossegá-lo um bocadinho, meu amigo... a dor mais intensa já está, de momento, ultrapassada... espero que me dê um pouco de descanso antes de voltar...
EliminarMuito obrigada e um enorme abraço!