MEMÓRIAS DE UMA FLOR À BEIRA MAR


 


Floriram meus amores em plaga incerta


Quando um botão de cravo, a despontar,


Irrompeu pelas dunas de luar


Do dealbar da minha descoberta


 


Eu debruçada e já janela aberta


Sobre aquilo que estava por chegar,


Relembro, dessa praia, o mesmo mar


Que me induzira em tão premente alerta


 


Pois, no desabrochar de cada flor,


Há um tempo de riso e outro de dor,


Um para receber, outro pr`a  dar;


 


Um tempo só de pétalas e cor


E outro de recordar um velho amor


A que nem mesmo a flor soube escapar.


 


 


 


 


Maria João Brito de Sousa – 29.07.2011 – 16.24h


 


 


 

Comentários

  1. Gosto dessas flores merecem muitos mimos.
    =)

    “Mimos ao poder”

    Cultura não é ministério
    E nem nunca poderia ser
    Cultura é um assunto sério
    Não entra em jogos de poder

    Ministério é o da agricultura
    Aí sim já podemos concordar
    Que para uma boa legislatura
    Muitos nabos há que plantar

    Se a cultura chegasse ao cimo
    Seria outra a forma de governar
    Agricultura seria despromovida

    Pr’a ministro teríamos um mimo
    Um dia havemos de lá chegar
    Já os nabos far-se-iam à vida.

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    1. :))) Gostei, Poeta!

      Se os nabos se retirarem,
      Ficaremos desfalcados,
      Mas, se as coisas não mudarem,
      Sentir-nos-emos culpados!

      Não vai ser fácil pegar
      No leme deste momento
      Mas sabemos que o tentar
      Nos trará merecimento

      Ainda não percebi
      Se devo, ou não, disfarçar
      As coisas que aqui lhe digo

      Mas, decerto, não menti
      E pude desabafar
      Com o meu poeta amigo!

      Abraço grande!

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  2. Sempre belos os seus sonetos, um abraço e bom fim de semana.

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    1. Um abraço grande e um excelente fim de semana, amiga! Muito obrigada! :)

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  3. Olá poetisa. Muita inspiração e o melhor para o fim de semana. Bacio.

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    1. :) Olá1 Afinal nasceu-me esta florzita de beira-mar :)) mas vou precisar de inspiração para as pinturas durante o fim de semana... e essa ainda não me renasceu até esta hora...
      Bacini!

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  4. Lindo o poema. A força e a exaltação... simultâneas a uma serenidade estranha apenas a quem se enclausura no que sente.
    É tão bom ler os seus poemas!
    Saudades, Maria João!...
    Isabel

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    1. :) Olá, Isabel! É bem verdade que preciso dos meus momentos de interiorização, às vezes bem longos. Não os tenho conseguido tanto quanto há uns tempos e a produção poética diminiu... mas nós todos somos, também, fruto do que se vai passando em tudo o que nos rodeia e, neste momento, o meu Kico, o Beethoven e o Facebook estão a "pedir-me" muito tempo :)
      Muito obrigada pelas suas palavras e um grande abraço! :)

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  5. “Condenados”

    Não ouvimos ninguém gritar
    Não vemos ninguém respeitar
    Não ouvimos ninguém cantar
    Não vemos ninguém dançar

    Não sentimos ninguém a abraçar
    Não sentimos perfume de ninguém
    Não sentimos ninguém a beijar
    Mortos ou vivos, estaremos bem?

    Condenar à morte não é opção
    Não actuamos em Seu nome
    Mas teremos sido condenados?

    Condenar à vida também não
    Os que deixamos morrer à fome
    Não poderiam ter sido ajudados?

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    1. Poderiam sim, Poeta! E respondi logo, logo, à ultima pergunta que formulou... poderiam se... a maioria poderia nem sequer precisar tão dramaticamente dessa ajuda, se... a desigualdade tem sido uma constante do ser humano ao longo de toda a História mas eu penso que vou morrer a acreditar que estamos a crescer - nós, humanidade - e que as coisas virão a mudar.
      Neste momento não lhe respondo em "desgarrada"... vou publicar no http://asmontanhasqueosratosvaoparindo.blogs.sapo.pt/ um poema que me nasceu há bocadinho, em redondilha maior. Poderia publicá-lo aqui mas já abri várias excepções e, lá em cima, no cabeçalho, diz que este é um blog sobre soneto clássico... e depois criei o Montanhas exactamente para estes poemas em rima popular!
      Até já, meu amigo!

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    2. Eu conheço bem de quem fala, são "Gente daqui, Gente de mim", eu vivi e vivo no meio deles e eles no meio de mim, somos uma e uma só realidade e há uns anos escrevi isto,

      Gente daqui, Gente de mim

      Gente de coração
      com emoção negada,
      Gente com estória
      por muitos ignorada,
      Gente de luta
      sem conquista atribuída,
      Gente de trabalho
      sem obra reconhecida,
      Gente que um dia
      de sua Terra partiu,
      Gente que numa madrugada
      do silêncio emergiu,
      Gente que faz pão
      de seara moída,
      Gente de sabedoria
      de uma vida vivida,
      Gente que no fado
      tem seu destino traçado,
      Gente cujo discurso
      é seu corpo suado,
      Gente daqui, Gente de mim
      Gente de todo o lado.

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    3. Gente que sua e não dorme,
      gente que sente e que espera,
      gente que, às vezes, não come
      e suspira; "Quem me dera!"

      Gente com tantos talentos
      que ninguém aproveitou!
      Gente que mede os intentos
      num pão que nunca sobrou...

      Gente, gente... tanta gente
      sem a esperança de um devir,
      sem a certeza de nada...

      Ninguém os nega ou desmente
      mas poucos sabem ouvir
      a voz da gente calada...

      Poeta, deixo-lhe um abraço muito grande e agradeço o lindo poema que aqui me deixou. Agora sou eu que digo que o seu está "dez vezes mais bonito do que o meu"!

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    4. Não diria tanto, gostei particularmente da voz da gente calada.

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    5. Obrigada, poeta. Mas olhe que é mesmo assim... há muita gente assustada que nem sequer entende bem o que se está a passar e se vai calando. Eu sei que estou sempre por aqui, mas vou-me apercebendo.
      Abraço!

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  6. Querida Poeta, vim desejar-lhe um bom tempo de férias e pedir-lhe desculpa pela ausência mas, como talvez já se tenha apercebido, tive de cortar tudo o que não fosse acabar a tempo e horas os meus compromissos para Julho. Só fui inserindo os textos nos Escritos e nos Caminhos e nem respondi aos comentários, facto de que também lhe peço desculpa.
    Em Agosto vou recuperar e pôr em dia a leitura dos seus poemas de que já tanto sinto a falta.
    Abraço GRD

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    1. Eva, eu é que devo pedir-lhe desculpas! A si e à maioria dos bloggers que me visitam... estou numa fase em que sinto que devo ligar-me um pouco mais ao mundo civilizacional que me rodeia e acerca do qual me sinto, por vezes, muito ignorante. Assim que tomei essa decisão, dois dos meus companheiros de quatro patas pioraram das "maleitas" que já tinham e que são fruto da avançada idade... enfim, nada é tão fácil como pode parecer e eu vou-me "esticando" o que posso...
      Desejo-lhe umas férias muito, muito gratificantes! também eu vou tentar por em dia a leitura dos Escritos e do Caminhos que têm sido visitados só de vez em quando e a correr...
      Enorme abraço e muito obrigada! :)

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  7. “Vida eterna”

    Pr’á vida não ter fronteiras
    Deves procurar a tua sorte
    Pois mesmo que não queiras
    Tens a fronteira da morte

    Faz da vida a vida eterna
    Qu’a morte não te encontrará
    Se viveres de forma tão plena
    Sopro de vida te embalará

    Em morte embalado pl’a vida
    Nunca mais serás esquecido
    Linha de fronteira desvanecerá

    Pois com a alma assim repartida
    Mesmo depois de teres morrido
    Sempre alguém te lembrará.

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    1. Todo aquele que for poeta
      - um poeta "visceral" -
      Sabe bem que a sua meta
      Está sempre além do final

      E, quando a morte vier,
      - e ele bem sabe que virá -
      Leva dele o que puder;
      Poemas... não levará!

      Quando um poema lhe surge
      Sabe ele bem que mais raizes
      O prendem ao que há-de vir...

      Quanto mais o tempo lhe urge,
      Mais as suas mãos, felizes,
      Se esforçam por não partir...


      Olá, meu amigo Poeta! Muito obrigada por mais este poema tão cheio da esperança com que eu, habitualmente, encaro o futuro. Talvez não o meu próprio futuro, mas aquele que virá depois de mim e que, de alguma forma, acredito que virá a ser melhor para todas as espécies :)
      Enorme abraço para todos vós!


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  8. ELAS e o ESCRITOR

    À deriva nos esconsos do meu ser
    por lá se ocultam, sem eu dar por elas.
    De repente, atrevidas, sem eu querer
    povoam meu firmamento de estrelas.

    Chamo-as, outras vezes, para as poder ver
    elas escondem-se e não posso tê-las.
    Quedam-se mudas para me entristecer
    e triste eu fico, tentando entendê-las.

    Ai as palavras, dádivas preciosas
    com que me entretenho em jogos de enredo.
    Quando elas querem, damas caprichosas

    que , às vezes, sigo, terno sedutor
    e em quem eu toco, quase sempre a medo
    se sonho, esperançoso, que sou escritor.

    Eduardo

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    1. Meu amigo Eduardo! E é escritor, sim senhor! Sabe muitíssimo bem estes joguinhos que as palavras fazem connosco e como, por vezes, nos desviam de qualquer coisas que estávamos muitíssimo empenhados em fazer!
      E este belo soneto fica tão pouco visível numa caixinha de comentários...
      Meu amigo, agradeço-lhe do fundo do coração e deixo-lhe um enorme abraço! :)

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    2. Cara Amiga Maria João de Sousa:
      Obrigado pelo benévolo comentário que lhe mereceu o meu soneto.Não ousando duvidar da sua sinceridade e tendo ele vindo da autora dos melhores sonetos que li, de há muito a esta parte, é, para mim, um bom prémio, ou antes, uma «Menção Honrosa» que arquivarei em lugar de destaque na rodoma das minhas melhores memórias.
      Um abraço amigo

      Eduardo

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    3. Meu amigo,
      Não consegui, durante toda a manhã, senão tratar dos meus animais e do meu duche. Estou atrasada mas não quero deixar de lhe dizer que me sinto muitíssimo honrada pelas suas palavras.
      Neste momento sinto-me muito pouco poeta pois basta-me estar 24h sem produzir para me sentir assim... nada disto faz sentido ou é minimamente racional mas penso que terá a ver com a quantidade de horas que eu tenho de perder, diariamente, a "desentupir" a minha caixa de correio do Gmail. Se um dia se aventurar à net, não crie mais do que um ou dois blogs e não aceite proposta de escrita para mais do que um ou dois sites de amigos. Eu ultrapassei claramente os meus limites e a quantidade de tempo gasto em manobras informáticas é muito superior àquele que me fica para a produção... não gosto de dar conselhos mas, desta vez, não resisti. Gostaria muito de o ver por aí, num blog, a publicar os seus textos que tão criativos são... talvez por isso me tenha atrevido a deixar-lhe este conselho, mesmo sem saber se virá, ou não, a fazê-lo.
      Um abraço muito amigo

      Maria João

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  9. “Campanades a morts”

    Companheiros foram mortos
    Pelas forças de um ditador
    Ainda hoje estamos absortos
    É prolongada e grande a dor

    Companheiros estão entre nós
    Pela sua enorme coragem
    Ainda hoje lembramos sua voz
    A eles prestamos homenagem

    Assassinos de razões, de vidas
    Não podeis mais descansar
    Nosso eterno grito de guerra

    Nunca sarará estas feridas
    Sempre haveremos de cantar
    Este simbólico hino na terra.

    Inspirado em La Revolta Permanent (Lluís Llach)
    http://www.youtube.com/watch?v=nIWkzlBycQM&feature=player_embedded#at=22

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    1. Poeta, estou no CJ e não consegui ouvir as palavras de Lluiz Llach... mas li as suas! A outra net a que consigo aceder está insuportavelmente lenta e muito instável... ao fim de imenso tempo lá consigo ficar online, mas só posso abrir uma ou duas páginas de cada vez e tudo com uma lentidão inacreditável... mas vou tentar ouvir o Campanads à Morts quando for para casa. Perdoe-me mas não estou a conseguir fazer uma única rima, tal como não consegui fazer a pequena pintura que quereria ter feito... sei que isto passa, mas sinto-me um bocadinho frustrada quando o cansaço é tão grande que me faz ficar improdutiva... e imprestável.
      Abraço grande.

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    2. ´Já ouvi o Lluís Llach, Poeta! Não entendo o catalão mas as palavras entram-nos pela pele adentro... muito obrigada, meu amigo!

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    3. Letra en castellano

      Campanadas a muerto
      lanzan un grito para la guerra
      de los tres hijos que han perdido
      las tres campanas negras.
      Y el pueblo se recoge
      cuando el lamento se acerca;
      son ya tres penas más
      que hemos de llevar a la memoria.

      Campanadas a muerto
      por las tres bocas cerradas;
      ¡ay de aquel trovador
      que olvidara las tres notas!
      ¿Quién cortó el aliento
      de aquellos cuerpos tan jóvenes
      sin otro tesoro
      que la razón de los que lloran?

      Campanadas a muerto
      lanzan un grito para la guerra
      de los tres hijos que han perdido
      las tres campanas negras.
      Asesinos de razones y de vidas
      que nunca tengáis reposo
      a lo largo de vuestros días
      y que en la muerte os persigan
      nuestras memorias.

      Asesinos, asesinos de razones,
      asesinos de vidas
      que nunca, nunca tengáis reposo
      a lo largo de vuestros días
      y que en la muerte os persigan
      nuestras memorias,
      memorias.

      Eliminar
    4. Obrigada, Poeta! São palavras fortíssimas!
      A composição resulta com uma força extraordinária!

      Eliminar
  10. “O meu iate”

    O meu iate é maior que o teu
    Eu sou o maior da minha rua
    Ninguém é mais rico do que eu
    Minha mansão é maior qu’a tua

    Sou dono da dívida soberana
    Desse teu pequeníssimo país
    Sim é uma situação desumana
    Mas dançam como sempre quis

    Eu sou o dono da orquestra
    Sou o dono do piano de cauda
    Maestro faz parte da equipagem

    Tudo isto constitui a trave mestra
    Dum sistema que não me defrauda
    Onde todos me prestam vassalagem.

    Prof Eta

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    Respostas
    1. :)

      Concordo que muita gente
      É só com isso que sonha...
      Tudo o mais lhe é indiferente
      E amar demais... envergonha...

      Alguns, porém, saberão
      Desde o início da vida
      Como tudo isso é vão,
      Como é só "tara perdida"...

      Todos nós somos diferentes
      E, todos nós... tão iguais
      Que às vezes nem distinguimos

      Quais de nós mais pertinentes...
      Somos, porém, animais
      A sorrir... se o decidimos!

      Poeta, um grande abraço! Acabo de "vir" da Rádio Horizontes da Poesia e gostei imenso de ouvir bons poemas - o Joaquim disse um dos meus - e música que traz boas memórias. Foi tão agradável estar ali, em directo com os amigos poetas!



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  11. “Caminhada II”

    Escuta bem o silvo do vento
    Tu passas e os calhaus ficam
    Que nunca te falte o alento
    Mesmo se não te apaparicam

    Apesar das muitas picadelas
    E só com metade do cérebro
    Mesmo comendo as mistelas
    Pensa, eu não torço, só quebro

    Este é o caminho dos duros
    Que sonham, partem e vencem
    Moldados pl’as agruras cansam

    Há poucos assim, só os mais puros
    São aqueles que nunca estremecem
    E só no final sentam e descansam.

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    1. Eu sei, Poeta! Volto depois, está bem? Estou no rádio com amigos. Abraço!

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    2. Que resposta tão palerma eu lhe dei!!! enfim... não me leve a mal, estava debaixo do "feitiço" dos poemas...

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    3. “Sem tempo”

      Não tenho tempo a perder
      E não o tenho a ganhar
      Que o tempo parece correr
      Não corro para o agarrar

      É um tempo alucinante
      De vertigens em catadupa
      Por um caminho triunfante
      O triunfo não me preocupa

      Mais vale ficar sentado
      À espera da última moda
      Contemplando o firmamento

      E por um poema enfeitiçado
      Cujas estrofes nos recorda
      Como o tempo corre lento.

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    4. O tempo de estar nas ruas
      Há muito passou por mim...
      Já passaram tantas luas,
      Já cresceu tanto jardim...

      Nem todos somos iguais
      E, cansada como estou,
      Perderiamos bem mais
      Se vos dissesse que vou...

      Seja esta a minha rua
      Cheia de flores, como a tua,
      E as minhas mãos, estes versos!

      Se me perder... são segundos
      A sonhar com novos mundos,
      Futuros menos adversos...

      Abraço grande e até amanhã, Poeta! :)

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  12. Poeta querida! apareço pouco , mas não há 1 dia que não pense em ti...acredita mesmo!!!!

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    Respostas
    1. Eu acredito, Ligeirinha! Passa-se exactamente o mesmo comigo... e, ontem, "despachei-te" porque estava a ouvir a segunda emissão da Rádio Horizontes e o Joaquim ia começar a falar... desculpa!
      Um abraço grande, grande!

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