NEM SÓ...
Nem só de ambiguidades e sorrisos
Se faz a Poesia de um país
E nem sempre se fazem bons juízos
Se um poeta, a escrever, diz ser feliz,
Pois há sempre uns murmúrios de raiz
Sobre as razões pr´a ter, ou não ter, siso,
Quem, sendo pobre, não se contradiz
E faz surgir, do nada, um paraíso…
Por vezes está doente e sente dores
Mas, nem que venham mil e um horrores,
Alguém pode afirmar que, arrependido,
Pudesse ter inveja dos senhores
Que falam muito e que recebem flores
Apesar de um discurso sem sentido…
Maria João Brito de Sousa
Gosto muito. Mas acho que eles não recebem flores, recebem muito mais que isso. O que vai a mais para eles fica a menos para nós.
ResponderEliminar:) É verdade, Poeta... hoje apeteceu-me este sonetozinho um tanto ou quanto provocador, mais ou menos à António Aleixo... vou visitá-lo agorinha mesmo! A manhã ficou toda por aproveitar entre dores de barriga (já estou a ficar farta delas!) e um ligeiro atraso que me impediu de "agarrar" os primeiros computadores da manã... não consegui "agarrar" nenhum porque já estavam todos ocupados :)
EliminarAté já!
Olá poeta! Ainda bem que vais andando melhor. E que essas cólicas se vão embora depressinha, não é? Cá estou eu em Lisboa em SOS pois a minha filha não anda nada melhor, maldita depressão! Só que agora "carrego" com 2, ela e o meu marido...ando barata tonta sem saber a quem acudir....Olha é assim.....Beijo grande!Vai ao Ligeirinha "desesperado".....e comenta please!
EliminarLigeirinha!!! Vou amanhã... já me mandaram sair e isto já está fechado... bjo gde!
Eliminar“Vomito da humanidade”
ResponderEliminarO miradouro da humanidade
Nascerá em breve, é preciso
Para mirar tanta desigualdade
Não sei se miro, estou indeciso
Já me decidi, não irei mirar
Prefiro a mais pura ignorância
Prefiro nem sequer me ralar
Prefiro o lado da abundância
Mas para quem quiser lá subir
É no mosteiro da Serra do Pilar
Poderão a humanidade avistar
E se calhar até conseguirão ouvir
Uns humanos com fome a gritar
Outros de barriga cheia a vomitar.
:) Bom dia!
EliminarDesde os seus tempos primeiros
O homem foi construindo
Cidades com seus mosteiros
Onde mais um é bem-vindo
Faz parte da nossa história
E da nossa natureza
Erguer templos à memória
De toda e qualquer beleza...
Quanto a mim... nunca estarei
Onde houver muita abundância
Pois surge dessa exclusão
Que, pr`a dar conforto ao "rei"
Ao pobre tira importância...
Se há diferença, eu digo "não!"...
Abraço grande!
“Partida”
ResponderEliminarGracias a la vida
Esta vida vivida
E agora morrida
Sem uma despedida
No soy de aqui
Ni soy de allá...
Quem compreenderá
Porque parti?
El mundo estaba tranquilo
Quando yo naci
Muitos tenho incomodado
Ajudei à mudança de estilo
Por isso já não estou aqui
Por isso sou agora assassinado.
Errata, onde s lê "E agora morrida", deve ler-se "E agora a patida".
EliminarGracias a la vida
EliminarQue nos dá lo suyo
Si esa es la medida
Con qué me construyo...
Gracias a los niños,
Gracias a las flores
E a quántos cariños
Me matam de amores...
Si no hubiera hecho mi dever
Puéde que que ahún viviera
En estos dias
Pero no me ocurrió de te temer...
Sigo viviendo aúnque alguién no quiera,
No moriré jamás... no lo sabías?
Abraço, Poeta!