NÓS DA MESMA CORDA
Ele há dias assim, contraditórios,
A que podemos lá dizer que não
E, mesmo com poemas meritórios,
Julgamos ter perdido inspiração…
Já lhes conheço bem os repertórios
Por isso vos proponho a condição
De só os mencionar se abonatórios
Dos dos dias dos poemas que virão;
Lembro-me bem de um dia, era eu menina,
- só o quero lembrar porque, em crescendo,
vi bem que não seria tão tremendo… -
Em que me vi herdeira de má sina…
[e porque, volta e meia, ele mo recorda,
tento atá-lo a dois nós da mesma corda…]
Maria João Brito de Sousa
Um dia não são dias, e eu penso que a ti inspiração nunca falta, pelo menos não parece ^^
ResponderEliminarÀs vezes falta, Paper... fico "desasada" quando passam um ou dois dias sem que me nasça um poema... é como se me faltasse qualquer coisa e é estranho. Acho que os poemas se me incrustaram no ADN e "querem" mesmo nascer... claro que isto é um exagero, mas toma-o por um exagero de poeta porque eu me sinto mesmo muito incompleta quando não escrevo nada...
EliminarAté já! :)
Este passa um pouco ao lado do meu entendimento, é mais difícil e como tudo o que é difícil tem outro sabor!
ResponderEliminar=)
“O colosso”
Que o colosso era maior
Eu já tinha desconfiado
A sina do povo sofredor
É nascer pr’a ser enganado
E a reboque do colosso
Chupam-nos até ao tutano
Ficamos só com o osso
Dizem que é só este ano
Tirando este foram todos
Pr’aí dos últimos trinta e tal
Serão os próximos quarenta
Alguns com dinheiro a rodos
Outros com a dívida colossal
E o colosso quem alimenta?
Poeta, eu nem sei como me hei-de desculpar... vou dizer a verdade - aqui há mesmo verdade :) - e esperar que releve; ontem acabei por deixar as horas passarem sem me dar conta de que estava perto do encerramento do CJ. Estive tempos infinitos a tentar reduzir o excesso de correio da minha caixa gmail e acabei por não ter tempo para ir ao seu Poeta Zarolho! Ainda passei no Blog Not, mas como não tinha o poema copiado na ponta do cursor, nem cheguei a comentar... também me recordo que lhe deixei um sonetilho coxo :)) A ver se hoje eu consigo acertar... pelo menos não estou à beira do desmaio, como ontem...
EliminarVou agora ver do seu poema...
O colosso financeiro
É ruim desde a pré-história;
Quer-se sempre ao deus-dinheiro
Que achamos trazer-nos glória...
Talvez seja por aqui,
Por esta extrema fraqueza,
Que o homem descubra em si
O que julga ser beleza
Mas tantas vidas perdidas
E por ele sacrificadas
São fruto dessa ganância
Por causa de algumas vidas,
Ninguém deu tantas passadas,
Não lhes dão tanta importância...
Abraço grande! :)
“O faraó”
ResponderEliminarVamos todos ao festival
Com o espírito de outrora
Que ninguém venha embora
Sem uma solução radical
Que a ditadura económica
Está a fazer-nos passar mal
Que então nasça nesse local
Uma solução faraónica
Na pirâmide que aí nascer
Façam sepultar o capital…
Parem já, não pode ser
Como iremos sobreviver
Sem ir ao centro comercial
Após o dinheiro morrer?
:))) ! Boa, Poeta!
EliminarNós já não estaremos por cá quando as coisas mudarem assim, tão radicalmente... mas vão mudar :)
Isto agora pressupõe
Que houve já conspiração,
Que o festival predispõe
A grande revolução...
Quem sabe? Talvez o seja
E essa mudança, afinal,
Seja o futuro que adeja
Sobre esse tal festival...
A minha hora é de poemas
Que o tempo da juventude
Há muito passou por mim
E da vida eu sei, apenas,
Males e bens de uma atitude
Que tem de chegar ao fim...
Abraço grande! :)
Vai ao premios e leva o prémio do "dia do Amigo", se te interessar (penso que sim)
ResponderEliminarvim à pressa, pois tenho de saír.
Ainda volto! Um Beijo, Mª. luísa
E eu vim esbaforida porque tive de ir a casa buscar a pen de que me esqueci esta manhã! Muito obrigada e vou já de seguida, para o colocar no meu Prémios e Medalhas.
EliminarAté já.
Que grande beijinho, Ligeirinha! :)
EliminarVou ver de ti!