REVISITAR ABRIL NO VERÃO GELADO DE 2011 - Olha as ruas!


Olha as ruas que o povo engalanou


Com cravos a nascerem das chaimites,


Olha as ruas que eu quero que visites


Nas imagens dos versos que te dou…


 


Olha as ruas e vê se já chegou


A hora libertária em que acredites,


Que não tenha lugar para os “palpites”


De quem as viu mas nunca acreditou…


 


Olha essas ruas cheias de vontade


De voltar a gritar que a liberdade


Está pronta pr`a tomar um novo rumo!


 


Olha os braços das ruas apontando


O caminho que o povo vai tomando…


E o medo há-de passar desfeito em fumo!




 


 


Maria João Brito de Sousa – 04.07.2011 – 21.04h




 


Fotografia de Eduardo Gageiro retirada da internet via Google

Comentários

  1. Gostei, mas Abril porquê?

    Estou muito cansada! Não dá para escrever e
    procurar com euforia os amigos.

    Espero que estejas melhor! Tenho de descansar de imediato. Desculpa,

    Maria luísa

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    1. Eu sou uma poeta de Abril, Maria Luísa... fui uma rapariga de Abril e, agora, vivo Abril ao recordá-lo com toda a simbologia histórica que sempre carregará consigo!
      Estás cansada e eu também, mas já cheguei à conclusão de que tenho mesmo de aproveitar enquanto as dores não apertam. Vou visitar-te!
      Abraço e até já!

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    2. Vou esperar um pouco mais e depois vou dormir.

      Mª. Luísa

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    3. Já começaste a fazer a preparação para o novo exame?
      Fui agora mesmo visitar-te ao 7degraus!
      Abraço grande e as tuas melhoras!

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    4. luisa_maldonado@sapo.pt5 de julho de 2011 às 15:20

      Ainda tenho que fazer análises e electro e
      coragem. Só a partir do dia 12 de Julho, vou tentar resolver este problema.
      Um amigo nosso morreu ontem, com 60 anos. Parecia ter 90 anos...

      Terrível...

      Mª. Luísa

      p.s. agora vou embora do pc. Melhoras e até amanhã, se Deus nos ajudar.

      M:L.

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    5. Um amigo de 60 anos? E o que tinha ele? Há dias em que também acho que deve parecer que tenho 100! Pelo menos quando quero andar e não consigo... ou consigo, mas vou muito, muito devagarinho.
      Tenho a impressão de que estás deprimida... vai tudo correr bem contigo, vais ver! As análises vão estar normais e o ECG ainda melhor! Vais ver que não te vai custar nada, com a anestesia, e que vais estar bem mais animada assim que os resultados vierem!
      As melhoras e muita coragem!

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  2. Escolhi "Mea culp" do seu avô com a sua permissão, espero que possa apreciar tanto quanto eu,

    http://poetazarolho.blogs.sapo.pt/11118.html?mode=reply#reply

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    1. :) Já vi e já lá deixei uma loooonga conversa... muito obrigada, Poeta!
      Abraço grande!

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  3. “Vampiro”

    Sofremos de falta de mundo
    E de dor de cotovelo crónica
    Só nos falta a peste bubónica
    Para que assentemos no fundo

    Também nos sobra má língua
    O cepticismo crónico floresce
    Só que a malta já se esquece
    Quando andávamos à mingua

    De outra senhora era a época
    Cujo espírito ainda por aí paira
    Mas que importa esconjurar

    Sangue nos sugavam c’a boca
    Vampiro, este néctar te desvaira
    Incenso e alho pr’a me besuntar.

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    1. :)


      "Incenso e alho pr`a me besuntar"
      Não vão os tais vampiros estar de volta
      E nessa sua ânsia de sugar
      Se esquecem do que pode uma revolta...

      Eu sei que já escrevi sobre os vampiros
      Mas não sei o que fiz a tal poema...
      Só sei que eles fogem sempre de alguns tiros
      Se as balas forem prata, sem problema...

      E esta resposta está muito "manquinha"!
      Eu sei que nem parece coisa minha
      Mas não quero deixar de responder...

      Amanhã posso, ou não, estar mais fluente
      E dar-lhe uma resposta mais "decente" :)
      Hoje é um caso sério pr`a escrever... :))

      Enorme abraço, Poeta!

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  4. Lindo Maria :)
    É o que nos falta hoje em dia, liberdade...

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    1. Obrigada, Paper! :)
      Não sei o que se passa... não consigo votar no teu poema, no Face... será que fiquei, outra vez, fora do contexto... ou fora dos "conhecidos"? Sei que devo estar a dizer algum disparate mas não me lembro qual foi a exacta razão que, da última vez, me levou a não poder votar...
      Abraço gde!

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  5. “Apodreçamos”

    Universo não nos conhece
    Esta sociedade não é justa
    Na madrugada se anoitece
    O calor desta noite assusta

    Neste seu odor resplandece
    O que nem o satã degusta
    Nem mesmo a ti te apetece
    Servem-te a receita vetusta

    Não tens como não deglutir
    Vem dos escravos do poder
    Amassado pelo demo o pão

    Um dia também irão sentir
    Esta forma vil de apodrecer
    Pois ao poder já não servirão.

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    1. :) Bom dia, Poeta e "Muso"! :)

      Pão que o diabo amassou
      E que engoli tantas vezes
      Vai somando, ao que passou,
      Mais alguns outros revezes...

      Mas eu quero acreditar
      Que o povo do meu país
      Não nasceu só pr`a provar
      O pão que o diabo quis!

      Acredito e não desisto
      De acreditar que o meu povo
      Há-de saber resistir!

      Porque acredito, resisto
      E o sol brilhará de novo
      Para quem não desistir!


      Abraço grande!

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