ESTRELA
ESTRELA
*
Se outra estrela além daquela
Que me conduz, me ilumina,
Colidir, algures, com ela
Tentando mudar-me a sina,
*
Morrerei por minha estrela
Porque ninguém me confina
A estrelas diferentes dela
Sob ordens de outra doutrina!
*
Morro dizendo que não
A qualquer imposição
Que não venha desse rasto
*
E do brilho milenar
Que me obriga a poetar
E me diz que assim me basto
*
Maria João Brito de Sousa – 27.08.2011 -15.31h
Cara amiga,
ResponderEliminarMais um belo soneto. A inspiração continua e a saúde como vai?
Mesmo em semiférias a saúde não me dá folga.
Se não conseguir resolver os problemas na cervical terei de encerrar o blogue.
Cada vez tenho mais dificuldade em escrever.
Abraço
Espero que a sua cervical melhore, amigo Artesão! A minha coluna também está muito estragada - o diagnóstico que foi feito quando eu tinha 31 anos não era nada animador - mas é exactamente essa a zona que mais me tem massacrado durante este último mês. Eu sei bem quão penoso pode ser estar a escrever ao computador.
EliminarAbraço grande!
Sempre belos sonetos, não menos belas fotos.
ResponderEliminar=)
“Natal da beterraba”
Trinta e tal anos de promessas
Iludido, ó Zé, sempre continuas
Animal de hábitos não te esqueças
Que com facilidade te desabituas
Desabituas-te de viver simplesmente
Mas porque te recusas a sucumbir
Passas então a vegetar alegremente
IVA de alfaces sorridentes vai subir
Por isso está na altura de mudar
Não te preocupes, temos um plano
Além da política, guerra e pobreza
Mudas para beterraba, vais a refinar
Ensacado e armazenado até pr’o ano
Passas um doce natal com certeza.
Prof Eta
Muito além deste Natal
EliminarQuereremos garantir
A alimentação que mal
Vai chegar para nutrir...
Muitos de nós poderão
Abdicar de muito luxo
Com caminha, educação
E alguma coisa no bucho...
Bem mais que o último grito
Da "coisa topo de gama"
Lutamos por garantias!
Se aqui criarmos atrito
Será por falta de cama
E não de outras mordomias!!!
Boa noite, Poeta! Agora usei a segunda pessoa do plural... e penso que o posso fazer porque vou encontrar eco em muita gente, sem dúvida nenhuma!
Abraço grande e muito obrigada! :)
“Vazio”
ResponderEliminarPor haver imensa pobreza
Justificada está tanta riqueza
A dúvida justifica a certeza
Tu horror justificas a beleza
A sujidade justifica o sabão
Só um deus justifica o diabo
A batata justificará o nabo?
Não me apertes mais a mão
Loucura justifica sanidade
Não me olhes mais assim
Um louco tem impunidade
Só a morte justifica a vida
Só um não justifica um sim
Só um copo vazio a bebida.
E agora vamos brincar
EliminarCom as tais dicotomias...
De que estamos a falar?
Serão só filosofias?
Mas em verdade te digo
Que isto pode ser explorado
E tu serves, meu amigo,
Que até és licenciado
Nestas coisas que vão dar
Os resultados gerais
- acrescenta as variáveis... -
Olh`ó declive a aumentar
As diferenças, mais e mais!
E, nós por cá, sempre instáveis...
:) Abraço grande!
Olá estrela
ResponderEliminar=)
“Telegrama”
Estamos em crise, ponto
Estado esbanja, vírgula
Imposto financia, pronto
O eterno pecado da gula
Emagreçam, exclamação
Ou rebentamos, ponto final
Haverá safa, interrogação
Safam-se uns bem, outros mal
Esforço igual? Não, não, não
Que isso não seria saudável
O esforço não é equiparável
É certo, ricos não pagarão
Paguem os pobres, coitados
São muito e estão habituados.
Prof Eta
Pr`a estrela falta-me tudo
EliminarIncluindo o próprio brilho...
Sou pequena, não me iludo,
E, às vezes, salto do "trilho"...
No momento muito aflita
Com o meu gato doente,
Só espero que ele não repita
A diarreia inclemente...
Sempre no meu "buraquinho",
Não tenho perfil de estrela
Nem grandes aspirações...
Sou só um cometazinho
De cauda muito amarela,
Por aí, aos tropeções... :))
Olá, Poeta! Este saiu engraçado, mas não é só para rimar! O Beethoven está mesmo com uma diarreia tremenda e nem tem tempo chegar à caixinha dele... e eu, muito a sério, não tenho vontade nenhuma, nenhuma de ser uma estrela a sério.
Beijinho! :)
diz-me: achas que cumpriste o teu destino, ou o teu destino ainda há-de ser aquele ke deus kizer
ResponderEliminarOlá, Nati! Não cumpri o meu destino; estou a cumpri-lo agora. Só acabo quando morrer ou se tiver qualquer agravamento da doença que me deixe incapaz de escrever! Lagarto, lagarto, lagarto!!! espero morrer ainda a escrever! :)
EliminarUm dia ainda te explico, quando voltarmos a estar juntas, porque é que eu continuo a achar que a expressão "porque Deus quer" se aplica tão bem, neste meu caso. Para mim é simples, mas reconheço que só quem me conhece a fundo pode entender onde, como e porque é que eu posso estar sempre tão segura disso.
E contigo? Tudo bem?
Abraço grande! :)
“Ladrões de mundo”
ResponderEliminarOs que te roubaram o mundo
Ficaram com mundo demais
Eu estudei-os muito a fundo
E verifiquei que são mortais
Levam muito mundo em cima
Do teu, meu e também do deles
Nós cumprimos a triste sina
Três palmos de um mundo reles
No teu mundo foste a mais bela
Que à soleira da porta sentada
Nessa noite estrelada e imensa
Te assalta interrogação singela
Feliz no teu mundo, que é nada
Muito mais mundo compensa?
“Denta e dura”
ResponderEliminarVem aí o imposto Robin
Ou será o imposto Tarzan?
Para mim vai acabar assim
Todos em cuecas e soutien
Soutien que é para suster
Se ainda houver material
Porque pl’o que estou a ver
Isto ainda vai acabar mal
Eu cá sempre tenho dito
Isto vai acabar à dentada
Deixo-vos com esta pista
Mas como em mim acredito
A minha trago bem cuidada
Tenho visitado o dentista.
Prof Eta
A liberdade é preciosa para todos... mesmo para aqueles que a não conhecem ou temem... mas para um poeta... ela é a essência de tanto... de tudo???
ResponderEliminar... um poeta tem uma alma indómita!... e por isso são tão importantes! Para nos despertarem... e nos acenderem!
Beijinho, Maria João...
e obrigada!
Isabel
Obrigada, Isabel! Só me assumo como poeta desde há uns quatro anos, muito embora tenha escrito poesia desde muito pequena... e eram razoáveis... alguns eram mesmo bons poemas... mas só agora que praticamente dedico a vida à poesia, consigo dizer que sou poeta. E, sim! Um poeta tem mesmo uma alma indómita. Não falo só por mim; falo pelos poetas que conheci desde que me lembro de ser eu. Todos, sem excepção, comungavam dessa "alma indómita" que, por vezes, dava azo a que surgissem acesas discussões... mas eram sempre discussões amigáveis, por muito acesas que fossem, por mais tonitroante que se tornasse a vozearia... ainda as recordo com alguma saudade :) Não é uma saudade "saudosista" - isto parece ridículo de se dizer... mas quero dizer que é uma saudade boa, de experiência vivida que se gostou, mesmo muito, de ter vivido :)
EliminarUm enorme abraço e muito obrigada! :)
vim à sua procura...
Eliminare deixei um pretenso poema no meu canto... sofrido...
... pensei em si!
Um abraço. Apertado.
Sempre
Isabel
Só duas palavras, Isabel, porque eu já estou mesmo a dormir em pé e só digo disparates... muito obrigada e não ligue muito ao meu comentário. Só descobri o seu poema a estas horas e penso que sonambulei pela escrita fora. Só não apaguei o que escrevi porque eu mesma estou curiosa em perceber o que lá está. Mas ainda percebo que está a precisar de um abraço! Muita coragem!
EliminarEsta Estrela Maria João já sabia gritar desde pequena heim!
ResponderEliminarAbraço
:)) Olá, Vera! Eu penso que estava a fazer uma careta daquelas bem terríveis... penso que no Brasil chamam isso de "cara feia". Mas estou a responder-te e o meu corpo está a "gritar" por se deitar um pouco... estive no hospital, numa consulta, mas fiquei exausta, como sempre que tenho de ir um pouco mais longe. Como vai a tua mãe? Espero que esteja a melhorar!
EliminarUm abraço grande! Vou só responder a mais um mail e depois terei mesmo de me deitar. Não me sinto nada bem.
Mª. João
ResponderEliminarLindo teu soneto!
é isso que sentes
é isso que fazes!...
Eu cheguei muito doente da vertebra "7" da dorsal. Ontem estive no médico e vai ao
Premium pois levei a carta de Saramago à avó
josefa.
Levei porque a acho linda e tem uma história longa para mim.
Não devo escrever muito, mas recebo e escrevo a quem me escreve, até ao fim e
isso, depende de mim e de Deus.
Um abraço,
Mª. Luísa
Vou já ao Prémios, Maria Luísa. Acabo de chegar do hospital - consulta - e estou toda "moída", como sempre acontece quando tenho de me deslocar para um pouco mais longe. Também terei de escrever um mail a uma pessoa que ficou de me ajudar com um gatinho que foi abandonado perto de minha casa... e, esta madrugada, já lá estava também uma gatinha. Estou a começar a não aguentar este abandono com que as pessoas continuam a tratar os seus animais, como se de coisas inanimadas se tratassem... mas eu vou já aí!
EliminarO mundo é cruel
Eliminaras pessoas são más
e os animsis sofrem
dores e abandonos.
Ninguém se importa
com os abandonados
ninguém deita uma lágrima
por quem sofre
Ninguém!
É esta a verdade!
Mª. Luísa
Olá, Maria Luísa. Acredito que alguns o fazem, mas são poucos, tens razão. Vou agora ver se há algum contacto relativo ao Sashimi.
EliminarAbraço grande!
Infelizmente tenho razão!
EliminarMª. Luísa
Tens razão, sim. Espero que estejas melhor porque eu não estou a sentir-me nada bem. Já estou habituada a sentir-me muito cansada e dorida depois das deslocações... ao hospital ou onde quer que sejam. É essa outra das razões que me levam a não fazer as que me não sejam absolutamente essenciais.
EliminarAbraço grande!
Eu já estou em tratamento, mas quando escrevo me ressinto!
EliminarO tratamento só pode ser feito dez dias - não
pode ultrapassar! Se ficar bem e sem queixas, não volto.
Se for o contrário - tenho de voltar!
Um abraço,
Mª. luísa
Deves estar a fazer um anti-inflamatório e vitamina B12, ambos injectáveis. Já fiz esse tratamento mais do que uma vez e... é doloroso, também ele. Mas costuma dar muito bons resultados! Vais ver que ficas muito melhor ao fim de alguns dias! Agora não te esforces! Arranja paciência... eu já não posso voltar a fazê-lo porque os anti-inflamatórios estão proibidos a quem, como eu, está anti-coagulado.
EliminarUm abraço grande e o desejo de rápidas melhoras!
É isso mesmo!
EliminarObrigada amiga.
Um beijo,
Mª. Luísa
Sublime Maria, sublime! :')
ResponderEliminarEspero que essa tua estrela te guie sempre, pois a tua poesia faz-nos falta, tal como tu :)
:) Obrigada, Paper! Cheguei há pouco do hospital e ainda estou cansadíssima. Prometi a mim mesma que me deitaria um pouco mas tenho estado de volta da caixinha dos emails e ainda não o consegui fazer...
EliminarAbraço grande, grande!
“Mundo ensanguentado”
ResponderEliminarO mundo não esquece ninguém
Que essa dúvida não te assalte
Acontece na actualidade porém
Haver mundo que te sobressalte
Por este mundo sobressaltado
Não deves deixar-te assustar
O mundo vamos ver mudado
Assim não poderá continuar
Irá para melhor, irá para pior?
Não sei, depende do nosso saber
Essa ansiedade deves dominar
Vais ver que te sentirás melhor
Sabes, muito sangue irá correr
Nada poderás fazer pró estancar.
Temo bem que venha a ser
EliminarTal como aqui está descrito
E, se até então viver,
Vê-lo-ei bem mais aflito...
Mas tem de haver um sentido
Pr`a que a mudança se dê
E eu tomo sempre partido
Ao lado daquele que o vê
Mudanças mal mascaradas
Com bombas, força brutal,
Teorias improváveis
E mentiras descaradas,
São próprias do capital;
Não me parecem saudáveis!
Abraço grande, Poeta! Com ou sem bombas, enquanto não estamos muito ensanguentados ;)
“Linda vaquinha”
ResponderEliminarCorte histórico na despesa
Tem data e hora marcada
A malta vai ficar toda tesa
Depois não pode pagar nada
É chamada de despesa zero
Não é da troika é mais além
E o orçamento eu cá espero
Que seja base zero também
Assim ficamos todos a nulos
E ninguém se poderá queixar
Que andam por aí uns chulos
Fartos de nos andar a roubar
Mas eles é que vão ficar fulos
Por a teta da vaca estar a secar.
Prof Eta
Já é tarde e estou cansada
EliminarMas ainda vou dizer
Que a "teta" está condenada,
Que cá estaremos pr`a ver!
Só não posso acreditar
Nem aceitar toda a forma
Desta mudança se dar...
Prudência, pr`a mim, é norma!
Já cá estou há muitos anos
E aproveito, enquanto posso,
A liberdade da escrita
E, se houver que causar danos,
Posso até roer num osso
Mas nunca mais corto a fita! ;)
Isto está a ficar "aceso", Poeta! A teta ainda vai levar algum tempo a secar, mas as coisas vão endurecer entretanto... Abraço!
“Demência colectiva”
ResponderEliminarÉ um buraco, é um abismo
Que todos querem ignorar
Mas parece difícil evitar
O desastre e o seu realismo
A crise nunca foi financeira
Culpa nunca foi dos mercados
Nós é que fomos subjugados
À falta de valores derradeira
Somos seres sem consciência
À velocidade da luz andamos
Dela criámos uma dependência
Que já nem conta nos damos
Do nosso estado de demência
Nem do ponto a que chegámos.
Nunca estive subjugada
EliminarPela falta de valores
E sei bem que esta "cambada"
Já fez coisas bem piores
Em relação aos mercados,
Sempre lhes tive aversão
E, pr`a mal dos meus pecados,
Eles têm tudo na mão!
Hoje há gente tão consciente
Quanto havia noutros tempos;
Se os valores estão baralhados
E a crise está iminente,
Será porque dependemos
Dos "valores"... desses mercados!
Abraço. Continuo demasiado cansada para estar sentada ao computador... e dorida :) Vou insistir só mais um pouco. Já ontem tive de me deitar de tarde e, hoje, estou a ver que vou pelo mesmo caminho... e eu detesto fazê-lo.
“Era do bom senso”
ResponderEliminarEsta é era do pessimismo
Pois já ninguém acredita
Nesta malta com cinismo
Nem naquilo que debita
Invente-se uma nova era
Que nos traga algo de novo
Onde o cinismo não impera
Mas o bom senso do povo
Com bom senso é possível
Fazer bem melhor que isto
Alguém disse e não arrasa
Para obter mais que sofrível
Não é preciso um ministro
Basta mediana dona de casa.
Prof Eta
Dona de casa não sou
EliminarMas poeta serviria...
O estado a que isto chegou!
Até eu melhor faria!
Grândola, vila morena,
Tu que foste inspiração
Diz-nos lá se vale a pena
Viver sem revolução?!
Mais e mais desigualdade,
Cada vez maiores impostos
E... que é da fraternidade?
Quando quiseres responder,
Vai procurá-la nos rostos
Dos que mais irão sofrer!
Abraço grande, Poeta. Não estou muito bem. "Ressaca" de ter ido ao hospital, suponho... não consigo aguentar bem as deslocações e fico toda "moída" e ainda mais cansada. Em matéria de poesia, sem contar com estes sonetilhos espontâneos de pé-quebrado, gesso e tudo :)), não estou com cabeça para nada. A bicheza ocupa-me o dia inteiro e, de manhã, ponderei vir a dar umas férias aos blogs. Ainda não tomei nenhuma decisão porque este é um trabalho diário de quase quatro anos e custa muito quebrar uma rotina que eu acredito ser produtiva. Depois lhe digo se acabar por tomar essa decisão.
“Consumidos”
ResponderEliminarQue dizer a esta juventude
Eu digo, puta que os pariu
E que mudem a sua atitude
Não sejam geração consumiu
É que a viver para consumir
Vão acabar sendo consumidos
Uma vida passada sem assumir
Então para quê da puta paridos
Mas será deles a grande falha
Ou de quem os anda a educar
Na abundância e não na luta
Quem só facilidades amealha
Ilude-se numa vida sem lutar
Pr’a puta que a pariu, a puta.
Prof Eta
Não vou fazer cara feia
EliminarAos palavrões que escreveu
E, só pr`a ter uma ideia,
Também sei escrevê-los eu!
Destas privatizações,
Eu, que às vezes sou arguta,
Já escrevinhei palavrões
E, entre os mais, "filhos da puta!"
Consumistas-consumidos
Pelo excessivo consumo
Há pr`aí a dar c`um pau
E, por vezes, assumidos!
Quanto a mim, nunca o assumo
Pois tanto consumo é mau...
Tudo a correr bem convosco, Poeta? Abraço grande! :)
“Guernica hoje”
ResponderEliminarEm guernica vejo loucura
Vejo o mundo esquartejado
Guernica não tem brancura
Vejo o vermelho espalhado
Guernica que foi o passado
Mas tem cheiro do presente
Está lá o futuro estampado
Do nosso mundo deprimente
Guernica as almas trespassa
E trespassou muitos corações
Nestas lutas fratricidas
Hoje olha e cala quem passa
Quem cala não vê aflições
No futuro das nossas vidas.
Quem se não cala entendeu
EliminarDever gritar em voz alta
Porque ainda não perdeu
Aquilo que faz mais falta!
Tanto vermelho em Guernica
E uma decisão final
Limpa a lágrima... não fica
Vestígio desse sinal...
Um dos projectos da tela
Tem a lágrima vermelha
Num dos olhos da montada
Picasso, ao olhar pr`a ela,
Fitando a obra de esguelha,
Achou melhor não pôr nada...
Este ficou terrivelmente coxo mas a informação é verdadeira. A lágrima vermelha que deveria pender do olho esquerdo do cavalo, foi retirada por decisão final do pintor e pode ser vista nos estudos que ele fez para esta tela. Picasso muito raramente fazia um estudo das obras mas abriu algumas excepções e a Guernica foi uma delas. Beijinhos! :)
“Compro almas”
ResponderEliminarCompro almas, compro ouro
Compro vidas, compro prata
Vendo os títulos do tesouro
Porque tenho uma grande lata
Vendo cartilhas de governação
Aos iluminados governantes
Vocês pagam com suor o pão
Pagam imposto aos meliantes
Compro vidas, compro almas
Dos que agora são pedintes
Já não contribuem com nada
Outrora trazia-os nas palmas
Quando eram contribuintes,
Vendo muita alma renovada.
:))
EliminarNão vendo coisa nenhuma,
Não perca tempo comigo!
Pague só quanto consuma,
Não me ponha a alma em perigo...
Impostos não pagarei
Porque não tenho incremento,
Nem sequer ouro de lei
Com que pague o seu sustento!
Recuso, porque assim quero,
Dar-lhe qualquer atenção,
Sentir-me, sequer, tentada!
Vá comandar - assim espero... -
Outra terra, outra nação,
Pois de mim não leva nada!
Poeta, não estive bem durante todo o dia. Uma das minhas amigas convenceu-me a ir com ela ao supermercado, mas continuei a sentir-me mal, como seria evidente, pois não era de sair e sim de descansar que eu estava a precisar... penso que o blog está, efectivamente, de férias... férias, não; baixa. O blog, eu e todos os sites e redes em que publico, estamos de baixa por alguns dias, até a febrinha baixar, as dores acalmarem e eu retomar alguma velocidade de escrita. Tentarei vir sempre responder aos seus poemas e outros comments que possam surgir.
Abraço grande!
“Tolerância zero”
ResponderEliminarOs tempos são de números
Já não são tempos de letras
Então que fazer dos poetas?
Passam a ser energúmenos
E que fazer com a filosofia?
Não tem valor acrescentado
Por agora coloca-se de lado
Talvez possa ser útil um dia
Nos tempos em que vivemos
Apenas tem valor a economia
E tu se não és uma mais-valia
Pode bem ser que te toleremos
Mas como quebras a hegemonia
Passas a contar como anomalia.
Prof Eta
Isso a mim não me convence
EliminarNem um pouquinho sequer!
Aquilo que eu sou pertence
A quem eu bem entender...
Nada tens de criativo?
Então que falta fizeste?
Porque razão estás tu vivo?
Toma lá que já comeste! :))
Poeta-poeta, a sério,
Não procura viver muito,
Nem consumir muitos bens
E o que pr`a ti é mistério
Surge, pr`a mim, como intuito
De saberes de aonde vens...
Abraço grande!
“Acaba”
ResponderEliminarEstá quase tudo a acabar
Para muitos até já acabou
Da saúde te vão amputar
A educação quase esgotou
Segurança social sobra pouca
Desconta até aos sessenta e tal
Deixa de respirar pela boca
E pelo nariz, não leves a mal
Precisamos as contas equilibrar
Tu já não contas vai-te finar
Fique quem já está educado
Quem tem saúde para dar
E quem ainda está a trabalhar
Vai-te daqui, sim tu ó acabado.
Prof Eta
Caramba, que sonetilhos estes! :))
EliminarPode ser que, mais logo, me dê para a poesia coxinha... agora e durante todo o dia, como lhe disse, tenho estado com muitas dores e dificuldade em andar. Mas o facto de eu não ser uma pessoa que se interessa muito pelo seu próprio futuro imediato, não quer dizer que seja uma das que se não interessam pelo futuro dos outros... mesmo daqueles que já cumpriram o seu tempo de vida activa e tentam viver, agora, com um mínimo de condições... além do mais, ninguém me convence da inutilidade da boa poesia... e eu tenho alguns muito bons poemas. Mesmo que acontecesse morrer hoje, agora mesmo, consideraria mais do que cumprido o meu papel neste mundo... e não o cumpri só ao nível poético.
As vossas férias estão a correr bem? A minha produção "empancou" nestes últimos dias mas espero voltar a publicar mais uns sonetos neste blog. Por enquanto as minhas respostas "coxinhas" terão de servir porque outra coisa não vem... e mesmo essas, terão de esperar por um momento em que eu esteja com menos dores de cabeça...
Abraço grande!
As féria vão-se gastando e espero que as suas dores se gastem também e depressa, não gosto de a saber assim, rápidas melhoras amiga.
EliminarPoeta, já menti, sem saber e sem querer! Disse que voltaria aos sonetilhos ainda hoje... ontem... e não vim! Às vezes fico furiosa com palermices destas... mas passa-me depressa. A dor de cabeça é que só se atenuou um bocadinho com o paracetamol... mas vou tentar agora! Bjo!
Eliminar“Guernica eu”
ResponderEliminarMentira é mãe deste mundo
Holocausto nunca aconteceu
E numa análise bem a fundo
Guernica não foi ela, fui eu
Guerra nas minhas entranhas
Foi de Picasso uma invenção
Por isso tu já nem estranhas
Quanto te esventram, pois não?
Esvais-te em sangue e suor
Lágrimas, fonte há muito secou
Fica provado, mentira venceu
Não vires a cara, olha em redor
Tarde procuras quem te esventrou
O que não podia, aconteceu.
Poeta, eu posso não estar nada bem... posso até estar incapaz de responder em sonetilho porque a dor de cabeça - e não só... - é enorme, mas essa história do holocausto ser uma invenção... eu já a ouvi, sim senhor, mas não vinha do lado do coração... ainda bem que isto é só uma brincadeira ! Mas até em comentário fica insultuoso à memória dos que foram assassinados... e dos que passaram pela Guerra Civil espanhola, às mãos de Franco.
EliminarVou ver o outro sonetilho porque acho que estou incapaz de responder a este... até já!
Se o fascismo não tiver
EliminarArgumentos mais credíveis
Nem o devemos temer
Porque estes são mesmo incríveis!
Mas... talvez insidiosos
Porque se vão infiltrando
No futuro, os mentirosos!
E ninguém sabe até quando!
Tive mãe, pai e avós
E todos eles tinham voz
Para falar do vivido!
Se eu, agora, me esquecesse...
Mas nunca tal me acontece
E o resto é já sabido!
Abraço grande, Poeta! Ainda consegui responder a este! :)
Só para te dizer que estás no meu coração!
ResponderEliminarLeio-te sempre....!
Também tu estás no meu, minha Ligeirinha! Estou sempre a lembrar-me de ti!
EliminarEstou numa fase estranhíssima... não consigo escrever nada que jeito tenha e mal me consigo mexer... não é por falta de vontade. É por falta de força física. Talvez haja para aqui uma infecção qualquer... as análises mostraram uma VS e uma PCR elevadas mas, como os leucócitos estavam normais, o médico não relevou muito. Mas se continuar nesta semi-vida, vou ao centro de saúde.
Abraço grande, grande!
Por favor vai ao Centro de Saude!!! e depois diz-me o que se passa!
EliminarBeijo grande
Vou amanhã ou depois, Ligeirinha. Hoje está fechado. Mas até tenho medo de lá ir... da última vez fui para lá às 14.00h e saí de lá perto das 21.00h... isto deve ser mesmo cansaço e é possível que a VC e PCR tenham a ver com a própria doença crónica... beijinho!
Eliminar“Nova Guernica”
ResponderEliminarGuernica acontece de novo
Guerra do tempo contemporâneo
Em marcha contra este povo
Sem bombas ou outro sucedâneo
Económicas as actuais retaliações
São mortes lentas disfarçadas
Impõe cortes de muitos milhões
Mas as leis já foram decretadas
Por se ter acabado o dinheiro
Para te renovar as entranhas
Já não podes ser transplantado
Tu é que sofres na pele primeiro
Outrora habituado nem estranhas
Há muito à morte foste condenado.
“Poupadinhos”
ResponderEliminarEstamos bem desgovernados
Com uma transparência atroz
Sabemos que estamos lixados
E que o fisco é máquina feroz
Cortamos no lado da despesa
Passas a ter menos para gastar
Para nós tu és uma boa presa
Enquanto te pudermos sacar
A palavra de ordem é poupar
Poupa lá dos teus mil euritos
Dá passos à medida das pernas
Nós estamos cá pr’a governar
Para que a situação fique de aflitos
Só depende das condições externas.
Prof Eta
Claro que também depende
EliminarDo que vai por esse mundo!
Portugal só não entende
Que o queiram levar ao fundo!
Muita Troika e tanta treta
Tornam o povo seguro
De não aceitar, Prof Eta,
Quem trace assim seu futuro
Somos pecinhas de um jogo
Que outros andam a jogar
Sem nosso consentimento
Mas... brincar assim c`o fogo
Pode, mais tarde, queimar
Quem tira, agora, o sustento...
Poeta, este ainda saiu :)
Abraço grande!