O ELOGIO DO MÉTODO


Minh`alma é toda feita da inocência


De eternas e selvagens rebeldias


Nos pontuais arbustos de impaciência


Que florescem nas margens dos meus dias


 


Cultivo, sem cessar, inteligência,


Privilegio sempre as harmonias


E procuro entender – venero a ciência –


Os frutos que colher por estas vias


 


Quando algo me transcende, eu não desisto


E guardo pr`a mais tarde o nunca visto


No baú dos meus sonhos de menina


 


Mais tarde, posso, ou não, achar respostas


[se as coisas forem sendo assim dispostas


no tempo a que esta vida nos confina…]


 


 


 


Maria João Brito de Sousa – 21.08.2011 – 15.18h

Comentários

  1. Apesar do calor, a inspiração continua.
    Belo soneto.
    Abraço

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    1. Olá, amigo Artesão! A inspiração é, com efeito, instável... é por isso que eu tento aproveitar todos os momentos em que ela me invade.
      Desejo-lhe uma excelente semana e deixo-lhe o meu abraço! :)

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  2. “Poema assassinado”

    Todos os poetas são poucos
    Para a poesia ajudar a nascer
    Até mesmo os poetas loucos
    Podem ajudá-la a desenvolver

    E que dizer dos poetas roucos
    Nasce deles a poesia arranhada
    Que a ouçam os poetas moucos
    Gritem-na, ou não ouvem nada

    Que uma poesia assim gritada
    Pode ainda mais longe chegar
    Mais que a poesia amordaçada

    Essa será uma poesia torturada
    Não nascerá se a estão a matar
    Temos uma poesia assassinada.

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    1. O poema, como a esperança,
      Vai recusar-se a morrer
      E denuncia a matança
      Antes dela acontecer

      Ao longo de toda a História
      Desta nossa humanidade
      Poemas falam da glória
      Da nossa firme vontade

      Poesia nunca cala
      Nos momentos mais difíceis
      Os ideias que a sustentam

      E quando nas ruas fala
      Só emudece se os mísseis
      Sobre os versos lhe rebentam!


      Abraço grande, Poeta! :)

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  3. “Euro-bombas”

    Não lançamos eurobonds
    Diz Sra.Merkel de trombas
    E vê-de se vos compondes
    Ou lançamos euro-bombas

    O Sr.Van Rompuy insiste
    Eurobonds não emitiremos
    E vê-de se a calma persiste
    Ou euro-bombas lançaremos

    E todos nós já percebemos
    Temos que baixar a bolinha
    Ou bomba começa a chover

    Não fazemos como queremos
    Eles controlam nossa vidinha
    Até que deixemos de dever.

    Prof Eta

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    1. E o mais certo é não deixarmos
      De dever o que devemos...
      Venham bombas rebentar-nos
      Ou roubar quanto nem temos...

      Eu, às vezes, congemino
      Sobre esta estratégia toda
      Mas nem com luz me ilumino,
      Vejo tudo a andar à roda...

      Aqui tem de haver "marosca",
      Joguinhos imperialistas
      Dos senhores do capital...

      Retorcidos que nem rosca
      Geram soluções fascistas
      Pr`a dominar no final...


      Abraço, Poeta! Um bom início de semana! :)

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  4. "Mais tarde posso ou não
    Achar resposta"

    E persistente como és,
    encontras todas as resposta
    mesmo aquelas que a ciência
    "que veneras"
    Te não sabe responder!

    Belo poema!

    Maria luísa

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    1. Olá, Maria Luísa! Sim, sei que sou persistente mas, como todo o bom cientista deveria fazer, considero que um dos grandes privilégios que a ciência nos concede, é o de sabermos que há sempre qualquer coisa mais além do que aquilo que acabamos de constatar. Esse é o verdadeiro espírito científico e a sua maior verdade é a de estar aberto a tudo o que nos possa transcender.
      Fiquei à espera que viesse o meu vale postal e ainda não veio. Não fui fazer as análises por pensar que ele viria e terei de ir amanhã...
      Vou já, já, visitar-te! :)

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  5. incrível com cada soneto seu me diz tanto e diz tanto de si de uma forma tão profunda. Mais uma vez, obrigada, Maria João...
    ... e como correu hoje a ida ao médico?
    Essa saúde anda melhor?
    ... e os seus companheiros, como estão, sabendo que outro dia se queixou que andavam com alguns problemas...
    Saudades, poeta e obrigada por escrever, o que é tã importante!
    Abraço,
    Isabel

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    Respostas
    1. shhhhh... eram análises clínicas e não fui, Isabel! Guardei para amanhã... mas eu explico; tinha falado com um vizinho amigo no sentido de me levar até ao hospital. Surgiu um contratempo e o senhor não o pôde fazer. Também pensava que a consulta fosse na próxima segunda feira e, afinal, é na terça... amanhã irei, sem falta!
      O Kico e o Beethoven já não vão sair desta fase trabalhosa que é fruto dos seus muitos, muitos anos de vida... mas parecem apostados em não partir tão cedo! :) Cá andam os dois, uns dias melhores e outros piores, mas ambos muitíssimo fragilizados pelos anos.
      E como vão as coisas por aí? Vou ao seu blog ver se há alguma novidade. Muito obrigada pelas suas palavras em relação aos meus sonetos! :)
      Até já!

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  6. “Voodoo”

    As coisas do sobrenatural
    Devem ficar aonde estão
    Até porque não ficam mal
    E nem provocam confusão

    Imagina um espírito do além
    Num conselho de ministros
    E alma penada não convém
    Sairiam relatórios sinistros

    Imagina um mestre de vudu
    A conduzir uma dita reunião
    E um ministro feito boneco

    Com agulhas cravadas no cu
    Por favor fiquem aonde estão
    Que isto são coisas do caneco.

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    1. Tem razão! Não acredito
      Em pragas e maldições
      Pois nelas só vejo o fito
      De amedrontar multidões...

      Quando eu era uma criança
      Daria tudo pr`a ver
      De um fantasma a estranha dança
      Mas deu-me pr`a perceber

      Que a nossa imaginação
      Verá tudo o que quiser
      Se lhe não pomos travão,

      Que a ninguém cabe dizer
      Que viu, no ar ou no chão,
      O que outros não podem ver...


      Caramba, poeta! :)) Tanto Voodoo ainda traria mais confusão à assembleia! A não ser que se possa afirmar, um tanto ou quanto metaforicamente, que os senhores do FMI são adeptos dele... nunca se sabe... :)))

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  7. “Estou à rasca”

    Estou à rasca, vou cag..
    Mas volto logo a seguir
    Venho para vos ajudar
    Depois de me desobstruir

    A luta continua depois
    Necessidades básicas já
    Em vez de um saíram dois
    Limpo com água e piaçá

    Já voltei mais levezinho
    E não estou tão enrascado
    Se não fosse num instantinho

    Ficava aqui enrascadinho
    E não tarda estaria borrado
    Nem podiam com o cheirinho.

    Prof Eta

    ResponderEliminar
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    1. Com tanta escatologia
      Já nem sei o que lhe diga...
      Pode ser desinteria
      Ou simples dor de barriga...

      Aconselho-lhe, Prof Eta,
      Abundância de água e chá,
      Muito repouso e dieta
      Pr`á coisa não ficar má

      Mas também lhe recomendo;
      Não deixe de ir ao "doutor"
      E não vá longe demais

      Só estando doente entendo
      Que ao soneto tente impor
      Vontades intestinais...

      Abraço grande! :)

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  8. ... é justo... +porque não aproveitar as melhores oportunidades?
    espeo então que amnhã corra tudo pelo melhor... e que sejam bem meiguinos consigo!
    Quanto aos seus amigos... a idade não perdoa nem aos animais!... Ainda bem que têm a sorte de ater como companheira a si também.
    Beijinho minha amiga e até breve!
    Isabel

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    1. Olá, Isabel! Cheguei há cerca de uma hora mas só vim ao pc depois de passear o Kico e limpar a marquise da frente. Correu tudo bem e eu já estou tão habituada às picadelas do INR que já nem lhes ligo nenhuma :) O problema é sempre a deslocação... mesmo indo de carro - foi o caso porque uma amiga me deu boleia - fico muito "moída". Amanhã ainda vai ser pior mas fiquei com mais esta etapa "despachada" :)
      Espero que, convosco, tudo esteja a decorrer segundo as melhores previsões... e está, com certeza!
      Bejinho amigo :)

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  9. é uma ternura, este prazer pachorrento e lazer familiar!!... é dar emprego à maturidade e a criatividade vem à frente. bjo nati

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    1. Vou sim senhora, Nati! :) O 2008 é que não é tão resistente como eu e, volta e meia, apaga-se todo... mas eu lá o faço ressuscitar! Nem me perguntes como... dou-lhe uns toques aqui e ali e ele acorda. Ensonado e reticente, mas acorda! :))
      Beijinho!!!

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  10. “Petrificados”

    Se o mundo enlouqueceu
    Enlouqueçamos também
    Se equilíbrio desapareceu
    Porque não tombar além?

    Tombamos todos juntinhos
    Assim ficamos dez mil anos
    Levantamo-nos alinhadinhos
    Numa pose imperial ficamos

    Quem depois nos vier visitar
    Nestas majestáticas posturas
    Sentirá o mistério que ressoa

    Como terão vindo aqui parar?
    Imponentes petrificadas figuras
    Estas estátuas à ilha de páscoa.

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    1. Agora fiquei "presa" às suas imagens dos megalitos da ilha da Páscoa... mas não era isto que eu lhe vinha dizer! Vinha pedir-lhe para não me levar a mal se eu só responder amanhã aos seus sonetilhos... preciso muito de ir ao Horizontes da Poesia ouvir nem que seja um bocadinho do programa ´radiofónico, levantei-me às 5.30h, estou toda "moída" por ter ido ao hospital e estou sem inspiração nenhuma... pronto! Foi tudo de uma assentada :)) falta uma razão, não menos pertinente; o Beethoven não pára de vomitar e eu ando, há horas, a escrever aos pulinhos entre a esfregona e o pc...
      Abraço grande, Poeta! Amanhã poeto acerca dos seus sonetilhos! :)

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    2. Nem o mundo enlouqueceu,
      Nem nós nos petrificámos;
      Foi só alguém que mexeu
      Naquilo que nós deixámos

      A mudança é a constante
      Da vida que nos anima
      E eu creio ser importante
      Olhar também para cima...

      Tal e qual sempre fizemos
      Estaremos sempre a mudar
      Enquanto a Terra for Terra

      Que ninguém diga que temos
      Certezas de aqui ficar
      Se houver outra grande guerra...


      Olá, Poeta! Hoje as "novidades" são no http://contra-sensual.blogs.sapo.pt/

      Abraço grande! :)

      Eliminar
  11. “Na banheira”

    Os milionários querem pagar
    Pois sejam meus convidados
    Podem começar já pelo jantar
    Não quero vê-los contrariados

    Hor d’ouevre ostras au caviar
    Para emborcar cahteau lafite
    Degustar um confit de canard
    Arrotar, ó condessa não me fite

    Já estou com uma monumental
    Leve-me no Cadillac, condessa
    Ao Hilton Palace da Margueira

    Ficamos na suite presidencial
    Instale-se na cama e adormeça
    Que eu durmo ali na banheira.

    Prof Eta

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    Respostas
    1. :))

      Mas que bonitos meninos
      Que são esses milionários
      Que "abalam" os seus destinos
      Ao darem dos seus "salários"!!!

      Será a primeira vez
      Na história do mundo inteiro
      Se os mais ricos que ali vês
      Pagarem c`o seu dinheiro

      Mas será muito bem-vinda
      - ou devo dizer bem-ida? -
      A sua contribuição

      E a humanidade ainda
      Se mostrará decidida
      A dar-lhes mais atenção!


      Abraço, Poeta! Tudo bem convosco? :)

      Eliminar
    2. Tudo bem, muito trabalho e cansado, ainda sem férias! Vá ao mail do sapo daqui a uns minutos. Até amanhã.

      Eliminar
    3. :-0 ! Por isso me esqueci do correio! Não vi este comment!!! Beijinho!

      Eliminar
  12. Cara Maria João, agora o meu pai também falou da AVSPE, mas como não o que é já estou baralhado.

    Caro Pedro
    Li as tuas poesias e saboreei-as como de costume.
    Vou enviar-te uma que tu já conheces, mas como gosto muito dela, peço-te que a endereces àquela grande poetisa que é a Maria João de Sousa com o meu abraço de amizade e admiração. Diz-lhe que pela Maria Vitória Afonso (colega e grande amiga da Mãe), tomei conhecimento de que a Maria João encontrou na AVSPE um soneto meu que eu entrelacei com outro
    da Maria Vitória. è um divertimento que costumamos fazer. Concluí que as duas se conhecem, destas lides de poetar e falaram também de ti.
    Beijos do pai e da Mãe.
    Eduardo

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Caro amigo Eduardo Maximino
      É bem possível que, na AVSPE, já me tenha cruzado com um ou outro poema seu, mas não os associei a si porque ainda não tinha esta referência pessoal que agora tenho. A Maria Vitória Afonso é minha companheira de poemas, tanto na AVSPE, quanto na APP. Fico muito contente por ficar a saber que é grande amiga pessoal sua e de sua esposa! Estou segura de que seremos amigos comuns de pessoas e poetas extraordinários como a Maria Ivone Vairinho, a Virgínia Branco, a Maria Aldina Portugal e o Joaquim Sustelo, entre muitos outros que não citarei para não transformar esta mensagem num verdadeiro "testamento" :)

      Despeço-me fazendo votos de que esteja de boa saúde e deixando o meu abraço para si e sua esposa que torno extensível, se assim mo permitir, à poetisa Maria Vitória Afonso. Do Pedro tenho sabido todos os dias pois andamos os dois a brincar às "desgarradas em sonetilho".
      Vou tentar não falhar as minhas "respostas" que, sempre que consigo, coloco nos dois blogs dele logo depois de as escrever na caixa de comentários do meu blog! :)

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  13. Morto por cantar

    Eu nem o vi, mas ouvi-o.
    Quiçá negro e luzidio,
    Como o melro do Abade…
    E era tal a intensidade
    Do seu cantar triunfante,
    Que ia o Sol no levante
    E eu ainda acordado,
    Com o clamor do malvado.

    E logo à fé de quem sou
    Para quem me importunou,
    Jurei vingança impiedosa…
    É o que merece quem ousa
    Soltar, aos quatro ventos,
    Alegrias ou lamentos
    Dizendo, impertinente,
    Tudo aquilo que sente…

    Com seu andar saltitante
    O atrevido cantante,
    Numa noite, à luz da lua,
    Cruzou comigo na rua
    E, tal como prometi,
    Dei-lhe a morte, mesmo ali…
    Como qualquer ditador,
    Depois senti-me melhor.

    Mas ao vê-lo na calçada
    Já reduzida a nada
    A sua irreverência,
    Sua voz p`ra sempre muda
    Despertou-me a consciência
    Pensei nisto e mais naquilo,
    Recordei Lorca e Neruda...
    Nunca mais matei um grilo!

    EDUARDO



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    Respostas
    1. :)

      Muito obrigada por mais outro dos seus poemas, amigo Eduardo. Tenho pena que ninguém os possa ler... pelo menos nenhum dos meus convidados pessoais. Os comentários não estão visíveis para os visitantes a quem eu gostaria de os mostrar.
      Peço desculpa por não poder desgarrar com o seu poema. Ainda não senti para com estas oitavas o mesmo apelo telúrico que me chamou para o soneto decassilábico e eu já percebi que sou muito fraquinha quando tento forçar rimas. As suas estão muitíssimo bem feitas e, neste campo, neste tipo específico de poesia, nem sequer me atrevo a tentar... eu sou aquele tipo de pessoa que acredita que uns são mais dotados para certas coisas do que para outras. Prometo, no entanto, ficar aberta a essa hipótese e agradeço-lhe por me ter anunciado, de forma tão bonita, a sua decisão de nunca mais matar um grilo. Eu nunca o fiz. Como vê, alguns de nós nascemos "dotados" para certas coisas e eu, pelos vistos, fui dotada deste enormíssimo respeito para com a vida.
      Um enorme abraço para si e para a sua esposa :)

      Maria João

      PS - Não ligue muito ao que lhe vou agora dizer... eu sou dada a estes alegres - e menos alegres... - desabafos; identifiquei-me muitíssimo com o melro do seu poema. Enquanto vivo. Enquanto cantando irreverentemente, claro... eu nunca teria motivos para me sentir triunfante.

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  14. Bonito poema Maria.
    Desculpe-me as ausências, estou com minha mãe no hospital.

    Bjs

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    Respostas
    1. Amiga, não tens de pedir desculpa, de forma nenhuma!!! A tua mãe já tinha estado internada este ano... Deus queira que tudo corra bem e que passe rápido! Vais ver que sim!
      Também eu terei de te pedir desculpa pois acabei por aceitar tantos sites, blogs e amigos do Face que agora já nem consigo visitar ninguém...
      Um enorme abraço para ti e para a tua mãe!!!

      Eliminar
  15. Tocante Maria :')
    Eu acredito que, quanto mais procuramos por uma resposta, mais ela se afasta do nosso alcance... por isso acho que o melhor é esperar que ela surja por ela própria ^^

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    Respostas
    1. É verdade, Paper! As respostas fogem-nos quando nos envolvemos demasiado nelas. Precisamos de deixá-las "amadurecer"... normalmente surgem depois do nosso consciente ter esquecido as perguntas.
      Beijinho! Hoje só vou poder estar um bocadinho online...

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  16. “Triunfo”

    O mais importante é triunfar
    Comunicando assertivamente
    Contando mentiras à gente
    Ou mesmo sem comunicar

    Contam connosco seguramente
    Que nós vamos comer e calar
    Para que tenham triunfo impar
    Pois que quem cala consente

    Quando chegarem triunfantes
    Lembrem-se dos que calaram
    Dos que comeram sem comer

    E por vós seguiram confiantes
    Que sem acreditar acreditaram
    Dando-vos o triunfo por sofrer.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. O importante é usar
      Toda a nossa rectidão
      Continuando a preparar
      A possível solução

      Perspectivas alarmistas
      E alarmes sem perspectivas
      Não nos darão quaisquer pistas,
      São intervenções cativas!

      Se os que sofrem se calarem
      Em vez de se afadigarem
      Em torno de soluções

      O mais certo é que paguemos
      Com aquilo que nem temos...
      [isto são opiniões...]

      Publiquei este sonetilho-arranhado directamente no Poeta Zarolho! Abraço grande, Poeta!

      Eliminar
  17. “Brindemos”

    Os mais ricos de Portugal
    Não devem pagar coitados
    Não fizeram nenhum mal
    Porquê serem defraudados

    Eles já são tão pouquinhos
    Que devem é ser ajudados
    Vamos fazer uns bolinhos
    Uns lindos panos bordados

    O óleo das bifanas já aquece
    Croquetes e tinto pr’a esquecer
    Petiscamos, ficamos eufóricos

    Foi uma boa ideia a quermesse
    Rifas a um euro estão a render
    Sai um brinde aos mais ricos.

    Prof Eta

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    Respostas
    1. :))

      Desde quando o capital
      Dá sem pedir nada em troca?
      Ó meu pobre Portugal,
      A tua gente está louca!

      E, agora, fiquei a rir
      Com as imagens criadas
      Do povo inteiro a sorrir
      Co`as canecas levantadas :))

      Como vou continuar
      A escrever até ao fim
      Este poema-arranhado

      Se o riso não se acabar?
      E o que será de mim
      Se o deixar inacabado? :))) Olhe, acabou!!!


      Este deixou-me mesmo a rir, Poeta! Está a ficar muito bom na capacidade de provocar a imaginação de quem o lê!!! Eu já vi o festim todo e só não levantei a caneca do chá porque
      está vazia!
      Um abraço grande para si e toda a família!

      Eliminar
  18. Aí as almas dos poetas, não as entende ninguém não ser que hajam poetas, que são poetas também...!Florbela Espanca...

    Eu direi,Maravilhozo,tudo,que escreve...!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. :) Muito obrigada por ter gostado e por "ser poeta também"!
      Um enorme abraço, Retalhos de Vida! :D

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